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Agro

Copagril inicia colheita da soja safra 2025/2026 com qualidade histórica e antecipação no Paraná

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A Cooperativa Agroindustrial Copagril deu o pontapé inicial oficial na colheita de soja da safra 2025/2026. Em um marco considerado histórico para a região Oeste do Paraná, a primeira carga foi recebida no dia 22 de dezembro, surpreendendo pelo calendário antecipado e, principalmente, pelo padrão de qualidade dos grãos.

Segundo o Head de Cereais da Copagril, Egon Luiz Syperreck, a chegada da soja ainda em dezembro é um evento raro. O cenário positivo é fruto de uma combinação estratégica: plantio antecipado, utilização de sementes superprecoces e condições climáticas que favoreceram o desenvolvimento das lavouras.

Produtividade excepcional e qualidade do grão

Os primeiros volumes entregues na unidade chamaram a atenção pela uniformidade e vigor. Com umidade estabilizada entre 13% e 14%, a produtividade estimada supera as 150 sacas por alqueire, patamar considerado de excelência para o início dos trabalhos.

O vigor da safra é comprovado pelo Peso de Mil Grãos (PMS), que registrou entre 150 e 160 gramas. Para especialistas, qualquer valor acima de 140 gramas já indica uma soja de alta qualidade. O agrônomo Laercio Strohhaecker, da Regional de Porto Mendes, reforça que esta pode ser uma das melhores safras da história da região.

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Infraestrutura e modernização para o recebimento

Para absorver o grande volume esperado, a Copagril iniciou o planejamento logístico há quatro meses. As ações incluíram:

  • Limpeza e Escoamento: Retirada total do milho remanescente para liberar capacidade nos silos.
  • Modernização: Instalação de novos equipamentos, como o tombador na unidade de Porto Mendes, que agiliza a descarga e aumenta a segurança.
  • Logística Estratégica: Operação em 13 unidades no Paraná, sendo quatro pontos de transbordo para otimizar o fluxo.

“Hoje, todas as unidades da Copagril estão preparadas para receber uma safra grande”, garante Egon Syperreck, destacando a redução de filas e a melhoria operacional para o cooperado.

Vagas de emprego e expansão no Mato Grosso do Sul

Com o aumento da demanda, a cooperativa já contratou 50% da mão de obra temporária necessária, mas ainda há oportunidades abertas. Profissionais interessados podem entrar em contato pelo telefone (45) 99840-0194.

Enquanto o Paraná acelera o ritmo, no Mato Grosso do Sul a colheita deve ganhar força a partir da segunda quinzena de fevereiro. A Copagril já mantém estruturas prontas em Mundo Novo, Eldorado, Itaquiraí e uma unidade de apoio em Tacuru para atender os produtores sul-mato-grossenses.

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Perspectivas para a Safra 2025/2026

O cenário climático continua favorável, com chuvas regulares registradas em dezembro e previsões positivas para as próximas semanas. A união entre organização logística e alta performance no campo aponta para uma safra recorde, consolidando a confiança entre a cooperativa e o produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Rentabilidade do arroz pode provocar forte redução de área no Brasil e acende alerta para safra 2026/27

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A baixa rentabilidade da produção de arroz pode desencadear uma das maiores reduções estruturais de área cultivada dos últimos anos no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do cereal. O cenário é apontado por análises de mercado e reflete a combinação de preços pressionados, custos elevados e margens negativas persistentes.

De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, mesmo com uma menor pressão vendedora após a colheita, o setor ainda enfrenta forte desequilíbrio econômico.

Preços seguem abaixo dos custos e mantêm margens negativas

Segundo o especialista, a atual formação de preços continua insuficiente para cobrir os custos de produção e permanece abaixo do preço mínimo oficial, o que mantém a relação de troca desfavorável ao produtor.

Esse cenário prolongado reduz a atratividade da orizicultura e amplia o desestímulo para investimentos na próxima safra. A consequência direta é o aumento das discussões sobre migração de áreas de arroz para culturas como soja e outras alternativas mais rentáveis.

Migração de área pode se intensificar no Sul do país

A tendência de mudança de culturas ganha força principalmente no Rio Grande do Sul, onde produtores buscam maior previsibilidade financeira e redução de riscos. Além disso, o menor volume de estoques de passagem também influencia o comportamento do mercado, mas sem ser suficiente para reverter a pressão de rentabilidade.

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Caso o movimento de substituição de áreas se consolide, o setor pode enfrentar uma das maiores reduções estruturais de área cultivada dos últimos anos.

Projeções indicam queda na área e possível impacto na produção

As estimativas iniciais para a safra 2026/27 apontam retração de pelo menos 5% na área plantada, com projeções variando entre 830 mil e 850 mil hectares no Rio Grande do Sul.

No cenário projetado por analistas, uma queda mínima de produtividade média nacional, combinada com a redução de área, pode levar a produção brasileira para níveis próximos ou até abaixo de 10 milhões de toneladas.

Ainda assim, estoques de passagem estimados em cerca de 2 milhões de toneladas devem ajudar a amortecer eventuais impactos mais fortes na oferta interna.

Oferta e demanda projetadas indicam ajuste no mercado

As projeções para 2027 indicam uma oferta total próxima de 13,3 milhões de toneladas, abaixo das cerca de 14,2 milhões de toneladas estimadas para 2026. Isso representa uma redução potencial de quase 1 milhão de toneladas no período.

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Preços do arroz têm leve alta semanal no RS

No mercado físico, a saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (25) cotada a R$ 59,45, alta de 1,40% na comparação semanal.

Em relação ao mês anterior, o recuo foi de 0,21%, enquanto na comparação com o mesmo período de 2025, a desvalorização chega a 10,39%, reforçando o cenário de pressão sobre a rentabilidade do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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