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Conselho Nacional de Combate à Pirataria se reúne para discutir novo plano para o Estado

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Brasília, 11/12/2025 – O Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) se reuniu, nesta quinta-feira (11), no Palácio da Justiça, para a segunda reunião ordinária do ano. O colegiado, vinculado à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), retoma suas atividades com o objetivo de elaborar o Plano Nacional de Combate à Pirataria para o quadriênio 2026–2029, em um momento estratégico que exige atualização das políticas públicas diante da expansão do comércio ilegal e do crime organizado no ambiente digital.

No início do encontro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, enfatizou que a pirataria não pode mais ser tratada com informalidade, nem caracterizada como um comércio eventual.

“A pirataria se consolidou como atividade do crime organizado, articulada nacional e internacionalmente, financiando redes ilícitas e conectando-se ao contrabando, à lavagem de dinheiro e à exploração do trabalho ilegal. Ela ameaça a saúde e a segurança do consumidor e fragiliza o desenvolvimento do País”, afirmou Lewandowski.

A crise recente envolvendo bebidas adulteradas com metanol reforça esse diagnóstico. O episódio demonstrou que a pirataria ultrapassa o campo econômico e representa ameaça direta à saúde pública, exigindo respostas coordenadas do Estado para impedir a entrada, a produção e a circulação de substâncias de risco.

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Nesse contexto, o secretário Nacional do Consumidor, Paulo Pereira, ressaltou o papel do CNCP como espaço de articulação e integração estratégica. “O Conselho deve funcionar como um centro de análise e compartilhamento de informações, capaz de identificar práticas ilegais e apoiar ações de prevenção e repressão de forma mais qualificada”, disse Pereira.

No próximo ano, o CNCP deverá intensificar a articulação entre os diferentes atores que atuam no enfrentamento ao comércio ilegal, com ênfase no compartilhamento de dados, na análise de tendências e no aperfeiçoamento dos mecanismos de identificação de práticas ilícitas.

As prioridades incluem ampliar ferramentas que permitam ao consumidor verificar a procedência e a autenticidade dos produtos, fortalecer ações educativas sobre os riscos do mercado ilegal e promover respostas mais rápidas a sinais de novas ameaças, especialmente em setores sensíveis, como o de bebidas e medicamentos.
O objetivo é consolidar um modelo de atuação mais integrado, preventivo e capaz de antecipar movimentos de organizações criminosas.

O que é o CNCP

O Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP) é um colegiado que reúne representantes do poder público e da sociedade civil para articular políticas de prevenção, combate e conscientização sobre práticas ilícitas relacionadas à pirataria e ao comércio ilegal. O Conselho atua na coordenação de estratégias, na troca de informações e na promoção de ações educativas para reduzir danos ao consumidor e fortalecer a legalidade.

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Política Nacional de Combate à Pirataria

A Política Nacional de Combate à Pirataria (PNCP) orienta a ação do Estado no enfrentamento ao comércio ilegal e na proteção da propriedade intelectual. Estruturada pelo CNCP, ela é operacionalizada por meio do Plano Nacional de Combate à Pirataria, documento quadrienal que organiza ações de prevenção, conscientização, capacitação e fortalecimento institucional. A política reúne diferentes esferas de governo e representantes da sociedade civil para promover um ambiente econômico mais seguro, competitivo e alinhado ao interesse público.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

Programa Farmácia Popular pode gerar economia de até R$ 8,8 mil por ano para famílias brasileiras

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O Programa Farmácia Popular oferece gratuitamente 41 itens, entre medicamentos, fraldas geriátricas e absorventes. Para uma família de quatro pessoas que utilize itens disponibilizados pelo programa, a economia pode chegar a aproximadamente R$ 8,8 mil por ano, valor equivalente a 5,4 salários mínimos atual do país. O programa amplia o acesso da população ao tratamento de diversas doenças pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Esse é um programa essencial para a vida de milhões de pessoas, que atendeu, em 2025, mais de 27 milhões de brasileiros. Além de ampliar o acesso a medicamentos, o programa representa um alívio no orçamento das famílias, permitindo que esses recursos sejam destinados a outras necessidades”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Para o cálculo, foram consideradas as condições de saúde com maior demanda registrada na dispensação de medicamentos e insumos pelo programa, além do fato de que uma mesma pessoa pode utilizar mais de um item no dia a dia. A referência é uma família de quatro integrantes, com economia anual de até R$ 3.240 apenas no uso de fraldas geriátricas.

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Se um familiar retirar medicamentos para doença de Parkinson e diabetes, por exemplo, o valor pode ultrapassar R$ 2,5 mil por ano, sendo R$ 1.500 e R$ 1.040, respectivamente, para cada tratamento. Para a dislipidemia, caracterizada pela alteração dos níveis de gorduras no sangue, como o colesterol, a economia pode chegar a R$ 480 anualmente por pessoa.

Já no caso da hipertensão arterial, com duas pessoas realizando o tratamento, os medicamentos ofertados pelo programa podem gerar uma redução de despesas de até R$ 2.080. Além disso, é possível economizar R$ 420 com anticoncepcionais hormonais ofertados gratuitamente pelo programa.

Modernização do Farmácia Popular

Em agosto, o Ministério da Saúde publicou a nova regulamentação do Programa Farmácia Popular, que prevê a modernização tecnológica, a ampliação do acesso e o aprimoramento do monitoramento. Na quarta-feira (16/09), foi realizada a primeira reunião do Grupo de Trabalho permanente, criado para estudar a ampliação dos serviços ofertados pelo programa, como a possível inclusão de exames e teleatendimentos.

O Grupo também vai debater o uso de recursos tecnológicos, como a biometria, para substituir documentos físicos na retirada de medicamentos. A expectativa é que os primeiros resultados sejam apresentados ainda em 2026.

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Neste ano, mais de 24 milhões de pessoas foram atendidas pelo Farmácia Popular em todo o Brasil. Ao todo, R$ 4,7 bilhões foram destinados à assistência oferecida pelo programa aos usuários do SUS.

Saiba mais sobre o Farmácia Popular

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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