Educação
Conheça a história de Gustavo e sua preparação para o Enem
Estudante do 3° ano do ensino médio integrado ao curso técnico em paisagismo no Campus Manaus do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Gustavo Santos, de 19 anos, está se preparando para participar pela primeira vez do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorrerá nos dias 8 e 15 de novembro.
Gustavo foi diagnosticado com autismo aos quatro anos de idade e tem se esforçado para superar suas limitações nos estudos e dar continuidade ao curso de paisagismo no Ifam. Segundo ele, o Enem representa mais do que uma oportunidade de ingressar no ensino superior. “Eu tenho certeza de que o exame será um avanço maior do que apenas entrar na universidade. A prova vai me possibilitar conhecer pessoas, ambientes e um mundo completamente novo”, afirmou. Gustavo ainda completou que a expectativa é grande, já que deseja cursar filosofia ou biologia.
De acordo com a professora de Paisagismo do Ifam, Joyce Machado, o estudante “sempre apresentou muita aptidão para as questões digitais, mas a parte de campo se mostrou um certo desafio pela falta de intimidade com as ferramentas, as texturas e os barulhos, ou seja, uma experiência sensorial que é muito diferente da que ele está acostumado. A permanência e a persistência nesses ambientes é um fator para alguém que tem uma sensibilidade maior”, pontuou.
Mesmo com as dificuldades, professores e familiares dizem que Gustavo nunca se deixou abalar, seguindo com sua preparação da melhor forma. “Ele já queria ter feito o Enem no ano passado, mas infelizmente nós perdemos o prazo de inscrição. Ele ficou bem chateado, mas explicamos para ele que teriam outras chances, e ele logo ficou animado de novo. Então, está sendo ótimo para nós vermos que ele está evoluindo na escola, nas tarefas e nas notas”, explicou Ângela Gomes, mãe de Gustavo.
Aplicativos – Para ajudar os participantes no processo de preparação para o Enem, o MEC oferece um ecossistema gratuito de soluções digitais de apoio diário aos estudos. Por meio do aplicativo MEC Enem, os estudantes têm acesso a simulados interativos, banco de exercícios, videoaulas e orientações exclusivas para a prova de redação. A preparação pode ser reforçada também pela plataforma MEC Idiomas, que oferece cursos gratuitos de inglês e espanhol em diferentes níveis de proficiência, e pelo MEC Livros, biblioteca digital com obras pedagógicas de referência. Na página Guia do Enem, os estudantes encontram dicas, vídeos e respostas às dúvidas frequentes.
Atendimento – O Enem oferece atendimento especializado destinado aos participantes que necessitam de recursos de acessibilidade para realizar as provas. Para receber o atendimento, o participante deve ter feito a solicitação no ato da inscrição no exame. Entre os atendimentos disponibilizados estão a prova em braile, a prova com letra ampliada, o auxílio para leitura e transcrição, a sala de fácil acesso, o tempo adicional, entre outros recursos, de acordo com a necessidade comprovada e as regras estabelecidas no edital. Nesta edição, pela primeira vez, serão incluídos atendimentos especiais para transtornos mentais e fibromialgia.
Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio é o principal mecanismo de acesso à educação superior no Brasil. Suas notas são utilizadas para seleção de estudantes por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (Prouni), além de servirem de requisito para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e convênios com instituições de ensino superior de Portugal.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Rede Federal inspira estudantes em palestras no Rio Grande do Sul
O Ministério da Educação (MEC) promoveu, por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), uma série de palestras realizadas entre os dias 28 de setembro a 2 de outubro em cinco campi do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). Durante os eventos comemorativos aos 117 anos da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, o secretário da Sase, Gregório Grisa, reuniu estudantes e servidores dos campi Restinga, Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Alvorada e Canoas para debater a história da educação profissional e a contribuição dos institutos federais para o desenvolvimento do país.
Durante a palestra “Contexto da Educação Profissional no Brasil”, Gregório Grisa destacou a presença da Rede Federal em todas as unidades da Federação e reforçou a importância dos institutos federais na oferta de educação pública, gratuita e de qualidade. Segundo ele, as instituições promovem uma formação humana integral por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, da educação básica até a pós-graduação.
“O ensino profissional e tecnológico está presente tanto na educação básica quanto na educação superior. Os institutos federais oferecem oportunidades de formação e transformação social para milhares de estudantes em todo o país”, afirmou.
As atividades também abriram espaço para que estudantes compartilhassem experiências sobre o impacto da instituição em suas trajetórias pessoais e acadêmicas. Foi o caso de Jasmine Padilha de Almeida, de 17 anos, estudante do curso técnico em meio ambiente integrado ao ensino médio no Campus Canoas.
Para a jovem, o acolhimento encontrado na instituição foi determinante para sua adaptação e seu desenvolvimento. “O que mais me impactou quando entrei aqui foi o acolhimento dos professores, servidores e colegas. É um ambiente muito receptivo, onde me sinto bem para estudar e permanecer durante todo o dia. Eu gosto muito de ficar aqui, por isso, inclusive, eu escolhi fazer a bolsa, porque aí eu posso trabalhar aqui, fazendo o que eu gosto”, relatou.
Além de assistir às aulas, Jasmine participa de atividades relativas à bolsa acadêmica e a práticas esportivas oferecidas pelo campus. A estudante já projeta os próximos passos de sua formação. Entre os planos para o futuro, estão o ingresso em uma universidade pública por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a possibilidade de atuar na área ambiental por concurso público.
Expansão – Durante os encontros, o secretário também apresentou os investimentos realizados pelo governo federal para fortalecer a Rede. Os recursos, segundo ele, estão sendo destinados à consolidação das unidades existentes e à melhoria da infraestrutura, com a construção e adequação de espaços como bibliotecas, refeitórios, quadras esportivas e laboratórios.
Grisa destacou ainda a ampliação da rede como parte da estratégia para ampliar oportunidades educacionais, especialmente em regiões com menor oferta de vagas.
“Queremos consolidar os institutos federais existentes, mas também ampliar o acesso para que mais jovens tenham a oportunidade de estudar nessas instituições e realizar seus projetos de vida”, afirmou.
Além da expansão física, o secretário da Sase destacou ações voltadas ao fortalecimento da assistência estudantil e da formação inicial e continuada de professores, consideradas estratégicas para garantir a permanência e o sucesso dos estudantes.
História da Rede Federal – A origem da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica remonta à data 23 de setembro de 1909, quando o então presidente Nilo Peçanha assinou o Decreto nº 7.566, criando 19 Escolas de Aprendizes Artífices. Essas instituições deram origem à atual rede de educação profissional e tecnológica do país.
A configuração contemporânea da Rede Federal foi instituída pela Lei nº 11.892/2008, que criou os institutos federais de educação, ciência e tecnologia e consolidou um modelo de ensino voltado à formação técnica, científica e cidadã.
Atualmente, a Rede Federal conta com 755 unidades distribuídas em todo o território nacional, oferecendo cursos técnicos, graduações, pós-graduações e programas voltados à educação de jovens e adultos (EJA), contribuindo para a inclusão social e o desenvolvimento regional.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase)
Fonte: Ministério da Educação
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