Paraná
Conferência Estadual do Esporte aprova propostas para alinhar políticas até 2035
A cidade de Foz do Iguaçu sediou, nos dias 2 e 3 de setembro, a Conferência Estadual do Esporte do Paraná, evento que reuniu cerca de 1,6 mil participantes e marcou a definição das diretrizes do setor para a próxima década. Promovida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Esporte (SEES), a conferência foi o espaço em que gestores, atletas, paratletas, profissionais da área e representantes da sociedade debateram, votaram e aprovaram propostas que darão base ao Plano Decenal do Esporte 2026–2035.
Os participantes analisaram três eixos principais – Formação Esportiva, Excelência Esportiva e Esporte para Toda a Vida – e definiram as bases para a política pública que orientará os próximos dez anos. Ao final das votações, foram deliberadas 21 propostas em Formação Esportiva, 19 em Excelência Esportiva, 20 em Esporte para Toda a Vida e 26 propostas transversais, formando um total de 86 propostas. Elas serão analisadas e vão ajudar a formar o projeto de lei do Plano Decenal.
O secretário de Estado do Esporte, Helio Wirbiski, agradeceu aos mais de 350 municípios presentes no evento. “Esse é o reflexo de uma política pública séria, feita com respeito para o cidadão e para todos os profissionais do esporte. A discussão de todo esse Plano Decenal foi democrática, com muito planejamento e gestão. É desta forma que nós respeitamos o imposto do cidadão. O governador Ratinho Junior nos orientou que fizéssemos com dedicação e hoje o esporte do Paraná é outro”, afirmou.
Para Dilson Martins, coordenador da conferência, o evento marcou um novo capítulo para o setor. “O resultado é uma proposta construída coletivamente, que culminará no Plano Decenal do Esporte 2026–2035. Um evento muito representativo, democrático e digno do esporte paranaense, que impactará diretamente na vida das pessoas”, disse.
CERTIFICADOS – Além das deliberações, a conferência também marcou a entrega do Selo Esporte que Queremos, certificação concedida a municípios que cumprem metas de gestão esportiva. No total, 133 cidades foram contempladas nas categorias bronze, prata, ouro e plus. As regionais de Paranavaí e Maringá tiveram destaque ao alcançar 100% dos seus municípios com o plus.
De acordo com Clésio Prado, diretor de Fomento da SEES, a certificação é uma ferramenta de estímulo à boa gestão. “Cada tipo de selo estabelece metas que foram alcançadas pelo município, resultando em acesso a verbas e recursos conforme o nível atingido. O plus garante o acesso total ao Fundo de Incentivo ao Esporte”, explicou.
FÓRUM – Dentro da programação, Foz do Iguaçu também recebeu o Fórum Nacional dos Secretários de Esporte, que reuniu representantes de 18 estados brasileiros. Presidido por Cezinha Nunes, sub-secretário de Esportes do Rio Grande do Norte, o encontro marcou um dos momentos mais importantes de integração da conferência. Autoridades elogiaram a condução do Paraná nas políticas esportivas, ressaltando sua capacidade de articulação e a implantação de programas inovadores que hoje são vistos como modelo nacional.
O secretário Helio Wirbiski participou da abertura e reforçou o protagonismo do Paraná. “Receber secretários de todas as regiões do Brasil demonstra o reconhecimento do Paraná como referência na gestão pública do esporte. Essa troca de ideias fortalece ainda mais as políticas que impactam diretamente atletas, gestores e a comunidade esportiva”, disse.
“É uma grande alegria estar no Paraná, que tem uma secretaria que é referência para todos nós nessa implantação do sistema. A conversa é muito importante para levarmos conhecimento aos nossos estados, cada um dentro da sua realidade, e aprovarmos, desenvolvermos e, principalmente, executarmos”, afirmou Cezinha.
Estiveram presentes autoridades do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Roraima, Mato Grosso do Sul, Goiás, Espírito Santo, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Alagoas, Amapá, Sergipe, Piauí, Pará, Paraíba, Rondônia e Rio Grande do Sul.
Fonte: Governo PR
Paraná
Estado amplia capacitação e implante contraceptivo chega a quase 2 mil mulheres no Paraná
O acesso a métodos contraceptivos de longa duração tem avançado no Paraná, ampliando a oferta de serviços voltados à saúde da mulher na rede pública. A procura pelo implante contraceptivo subdérmico segue em alta no Sistema Único de Saúde (SUS), com 1.990 inserções realizadas apenas nos dois primeiros meses de 2026. O método foi incluído no SUS em 2025 e o Paraná realizou 1.656 implantes já naquele ano.
Esse avanço está diretamente relacionado à estratégia de distribuição do contraceptivo e à capacitação de profissionais da rede pública. Em 2026, o Ministério da Saúde ampliou o envio dos implantes para municípios com menos de 50 mil habitantes, alcançando 363 cidades. No ano anterior, a distribuição havia contemplado apenas 36 municípios de maior porte.
O implante de etonogestrel é um método reversível e de alta eficácia, que se soma a outras opções já disponíveis no SUS. Ele atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções. Passado esse período, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo pode ser inserido imediatamente na Unidade Básica de Saúde (UBS). A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, destacou que o atendimento no Paraná segue evoluindo com responsabilidade e celeridade, tanto no procedimento quanto na capacitação dos profissionais. “O progresso na oferta do implante contraceptivo no Paraná representa mais autonomia e segurança para as mulheres no planejamento familiar. Estamos ampliando o acesso a um método eficaz e de longa duração, com distribuição e capacitação dos profissionais em todo o Estado”, disse.
Desde janeiro, o Paraná intensifica o treinamento para inserção do implante, promovidas tanto pelas Regionais de Saúde quanto pelos próprios municípios. Até a segunda quinzena de abril, foram realizadas 10 encontros pelas Regionais, totalizando 714 profissionais treinados, entre médicos e enfermeiros. Novas 12 oficinas já estão programadas entre o fim de abril e o início de julho, com previsão de capacitar mais 650 profissionais da Atenção Primária à Saúde.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, reforçou o impacto da iniciativa de preparação dos profissionais da saúde para ampliar e qualificar a oferta do método na Atenção Primária à Saúde. “É essencial para que o enfermeiro se sinta seguro e apto a ofertar o implante contraceptivo, especialmente nos municípios que estão iniciando o serviço, qualificando o atendimento e ampliando o acesso da população ao método”, afirmou.
Além disso, uma nova etapa de formação coordenada pelo Ministério da Saúde está prevista para junho, com foco em 400 profissionais de enfermagem dos municípios com menos de 50 mil habitantes, incluindo representantes das Regionais de Saúde e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).
ACESSO AO MÉTODO – O implante contraceptivo está disponível para pacientes entre 14 e 49 anos. Para as pacientes interessadas no uso do Implanon, o processo inicia na Atenção Primária à Saúde (APS), por meio da Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência, onde deverá ser realizado um agendamento para o atendimento. Tanto médicos como enfermeiros capacitados podem inserir o implante, de acordo com o desejo e condições de saúde detalhados durante a consulta.
Carolina Bolfe Poliquesi, coordenadora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, ressalta a importância da conscientização e das ações preventivas no combate a doenças e na promoção da saúde pública no Estado. “Além do implante, a consulta é uma oportunidade de promoção à saúde, aos direitos sexuais e reprodutivos. É o momento para atualizar o calendário vacinal e realizar os exames de prevenção do câncer de colo e mama”, explicou.
DISTRIBUIÇÃO – O Paraná recebeu, em 2026, aproximadamente 19 mil unidades do implante contraceptivo e todos os municípios já receberam. No entanto, parte deles ainda está em fase de organização do serviço, especialmente na capacitação das equipes, etapa necessária para iniciar a oferta do método à população.
CONTRACEPTIVOS – Entre os contraceptivos atualmente oferecidos no SUS, até então, somente o DIU de cobre era classificado como LARC — sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa duração. Esses métodos são considerados mais eficazes no planejamento reprodutivo por não dependerem do uso contínuo ou correto por parte da usuária, como ocorre com os anticoncepcionais orais ou injetáveis. Os LARC são reversíveis e seguros.
Fonte: Governo PR
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