Brasil
Complexo Eólico Serra do Tigre amplia geração de energia limpa no Nordeste
A matriz energética brasileira deu mais um passo para tornar a geração de energia elétrica no país cada vez mais limpa e renovável. A usina Ventos de São Rafael 10, do Complexo Eólico Serra do Tigre, localizado entre os estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba, entrou em operação comercial em fevereiro. Integrante do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e com investimento avaliado em R$ 2,8 milhões, o empreendimento agora conta com 10 de suas 11 usinas em funcionamento.
O complexo é composto por 152 unidades geradoras divididas entre 11 usinas, que juntas somam mais de 684 megawatts (MW) de capacidade instalada. Isso representa uma capacidade de geração anual de energia equivalente ao consumo de mais de 1 milhão de unidades consumidoras residenciais.
Desde o início de sua implantação, em fevereiro de 2025, o empreendimento vem contribuindo para o desenvolvimento econômico e social na região. Estima-se a necessidade de mais de 20 mil postos de trabalho, diretos e indiretos, para a implantação de um projeto deste porte. A expectativa é que até dezembro de 2027 a usina Ventos de São Rafael 11 entre em operação comercial, completando assim o ciclo de operação do Complexo Eólico Serra do Tigre.
A usina conecta-se à rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio da Subestação Santa Luzia II, utilizando-se de um sistema de interesse restrito compartilhado com os demais parques eólicos do complexo.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Caravana Adapta+Escolas iniciou mobilização nacional por justiça climática e escolas resilientes no Distrito Federal
A Caravana Adapta+Escolas iniciou, em 12 de junho, mobilização nacional em prol da justiça climática e da construção de escolas mais resilientes à mudança do clima. A primeira etapa do projeto ocorreu no Instituto Federal de Brasília (IFB), Campus Estrutural, no Distrito Federal, e reuniu estudantes, educadores, gestores públicos, movimentos sociais e representantes da sociedade civil.
A iniciativa buscou fortalecer o protagonismo da juventude no enfrentamento da emergência climática e promover o debate sobre adaptação à mudança do clima no ambiente escolar. Ao longo de 2026, a Caravana percorrerá todas as regiões do país com atividades voltadas à educação climática, participação social e construção coletiva de soluções para tornar as escolas mais preparadas para os impactos dos eventos extremos.
Promovida pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a ação contou com apoio dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima, da Educação e da Saúde, além da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), do Instituto Talanoa e do Instituto Alana.
A realização da Caravana ocorreu em um contexto de intensificação dos impactos da mudança do clima sobre a educação. Eventos extremos, como ondas de calor, secas prolongadas, enchentes e chuvas intensas, têm afetado o funcionamento das escolas, comprometido o processo de aprendizagem e ampliado riscos à saúde de crianças e adolescentes.
Entre os destaques da programação esteve a apresentação e assinatura do Protocolo Adapta Escolas, documento que propõe o fortalecimento da agenda climática nas instituições de ensino brasileiras. O protocolo prevê a incorporação do tema da adaptação climática nos processos pedagógicos e incentiva a destinação de recursos para ações permanentes de educação climática, sensibilização e adaptação no ambiente escolar.
Durante o encontro, os participantes acompanharam diálogos, oficinas temáticas, atividades culturais e espaços de mobilização estudantil. Os debates abordaram temas como a importância do Cerrado para a adaptação climática, soluções baseadas na natureza aplicadas às escolas, mitigação da mudança do clima, justiça climática, racismo ambiental e os impactos dos eventos extremos sobre a saúde de crianças e adolescentes.
A programação incluiu ainda atividades de integração, apresentações culturais, uma batalha do conhecimento voltada à temática climática e uma plenária final para apresentação dos resultados das oficinas e elaboração de um manifesto coletivo.
Após a etapa do Distrito Federal, a Caravana seguiu para a região Norte, com atividades realizadas em Manaus (AM), em 22 de junho, e previstas para Belém (PA), em 30 de junho. A expectativa é consolidar uma rede nacional de estudantes, educadores e instituições comprometidos com a construção de escolas mais inclusivas, sustentáveis e preparadas para os desafios climáticos do presente e do futuro.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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