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Como usar o e-CredRural com segurança: 5 passos essenciais para produtores rurais

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O agronegócio brasileiro, responsável por 26,4% do PIB em 2024, segundo o Cepea/USP, enfrenta um desafio pouco visível, porém decisivo para a saúde financeira: a correta utilização de créditos de ICMS. O gerenciamento desses valores é feito por meio do e-CredRural, sistema da Secretaria da Fazenda que permite transformar impostos pagos em recursos financeiros em médio prazo, desde que sejam cumpridas as exigências da Portaria CAT 153/2011.

De acordo com Altair Heitor, CFO da Palin & Martins, erros simples em NCM, CFOP ou no destaque do imposto podem inviabilizar o crédito. Ele alerta que falhas comuns podem manter recursos parados, forçando produtores a recorrer a linhas de crédito bancárias mais caras.

Principais desafios na recuperação de créditos de ICMS

Segundo a Confederação Nacional dos Contadores, mais de 70% das empresas já registraram falhas em notas fiscais, especialmente relacionadas a códigos NCM, CFOP ou destaque do imposto.

“Em um setor de margens estreitas, cada inconsistência documental representa dinheiro parado. O crédito do ICMS é um direito do produtor e pode se tornar capital de giro, mas somente se a legislação da CAT 153 for cumprida corretamente”, explica Altair Heitor.

O especialista ressalta que o desconhecimento técnico é o maior gargalo. “Quem domina o sistema não teme a fiscalização; quem não entende, acaba entregando parte do lucro ao Estado desnecessariamente”, alerta.

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Como evitar problemas: cinco passos para usar o e-CredRural com segurança

Altair Heitor recomenda que os produtores adotem medidas práticas para garantir a segurança na utilização do sistema:

  • Revisão de notas fiscais: Analise os últimos cinco anos para identificar créditos de ICMS não aproveitados.
  • Correção de dados fiscais: Confira NCM, CFOP e destaque do imposto para evitar erros formais.
  • Organização documental: Mantenha notas fiscais e comprovantes devidamente arquivados.
  • Credenciamento e acompanhamento: Habilite-se no sistema e monitore mensalmente o processo no e-CredRural.
  • Suporte técnico especializado: Conte com orientação profissional para reduzir riscos de indeferimento e agilizar a liberação dos créditos.

Segundo o especialista, a liberação de créditos no e-CredRural leva em média de seis a oito meses, mas esse prazo pode ser reduzido quando a documentação está completa e acompanhada por suporte técnico.

Impacto da fiscalização digital e abrangência regional

Altair Heitor alerta que tanto pequenos quanto grandes produtores podem ser afetados pelas inconsistências, pois a fiscalização digital cruza dados em tempo real e bloqueia créditos quando há falhas.

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Embora o e-CredRural seja exclusivo do estado de São Paulo, sistemas equivalentes existem em outros estados, cada um com regras próprias. A recuperação de créditos é fundamental para aumentar a liquidez e competitividade do setor agro, especialmente em segmentos como grãos, carne e setor sucroenergético.

“Falhas fiscais simples podem deixar milhões parados. O correto uso do e-CredRural transforma impostos em capital de giro e garante mais eficiência financeira para os produtores rurais”, conclui Altair Heitor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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