Agro
Preços da laranja de mesa caem em janeiro com boa oferta e menor demanda industrial
Boa oferta pressiona preços da laranja de mesa
O mercado citrícola em São Paulo seguiu pressionado em janeiro, especialmente no segmento de mesa, devido à oferta elevada de laranjas de mesa e de lima ácida Tahiti, que atingiu o pico de safra. A abundância de frutas contribuiu para reduzir os valores negociados, refletindo o equilíbrio entre oferta e demanda no período.
Mercado industrial mantém estabilidade relativa
No segmento industrial, as cotações da laranja pera mostraram estabilidade relativa ao longo do mês. O mercado spot permaneceu mais restrito, com indústrias focadas em cumprimento de contratos e processamento de fruta própria. Além disso, a redução do ritmo de moagem e o fechamento temporário de algumas unidades limitaram novas negociações.
Queda nos preços da laranja pera na árvore
Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o preço médio da laranja pera na árvore foi de R$ 42,23 por caixa de 40,8 kg em janeiro, representando uma queda de 11,8% em relação a dezembro de 2025. Em comparação com janeiro de 2025, quando a fruta era vendida a R$ 100/cx, o recuo é ainda mais expressivo.
Lima ácida Tahiti segue acima do valor do ano passado
O preço médio da lima ácida Tahiti em janeiro foi de R$ 26,55 por caixa de 27,2 kg, 10,9% abaixo do valor de dezembro/25, mas 10% superior ao registrado em janeiro de 2025. O resultado reflete a combinação de boa oferta e demanda sustentada, mantendo os preços em patamar superior ao do ano anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Exportações de carne suína batem recorde histórico em maio e reforçam força do agronegócio brasileiro
As exportações brasileiras de carne suína atingiram um novo marco em maio de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 127,9 mil toneladas de carne suína in natura e processada, estabelecendo o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.
O resultado confirma a forte presença do produto brasileiro no mercado internacional e reforça a competitividade da cadeia suinícola nacional, que vem ampliando sua participação em diversos destinos ao redor do mundo.
Recorde para o mês de maio
Embora o volume exportado tenha ficado 7,5% abaixo do registrado em abril, o desempenho superou em 8,8% os embarques realizados em maio de 2025, consolidando um novo recorde histórico para o período.
Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o resultado demonstra a capacidade do setor de manter um fluxo consistente de vendas externas, mesmo diante das oscilações naturais da demanda global.
Exportações seguem sustentando o mercado
O Cepea destaca que os embarques brasileiros de carne suína têm apresentado desempenho sólido ao longo de 2026. Apesar de recuos pontuais em alguns meses, o volume exportado continua registrando crescimento na comparação com o ano anterior.
Esse cenário reflete os esforços da cadeia produtiva para ampliar mercados e fortalecer a presença da proteína brasileira no comércio internacional, estratégia que tem sido fundamental especialmente durante o primeiro semestre, período em que a demanda externa costuma ser mais moderada.
Competitividade brasileira impulsiona vendas
A expansão das exportações também evidencia a competitividade da suinocultura nacional, apoiada por ganhos de produtividade, avanços sanitários e diversificação dos mercados compradores.
O desempenho das vendas externas contribui para o equilíbrio do mercado interno, oferecendo maior escoamento da produção e ajudando a sustentar a rentabilidade dos produtores em um cenário de desafios relacionados aos custos de produção e às oscilações dos preços das proteínas.
Perspectivas para 2026
Com os resultados acumulados até agora, o setor mantém expectativas positivas para o restante do ano. A continuidade da abertura de mercados, o fortalecimento das relações comerciais e a crescente demanda por proteína animal em diversos países podem favorecer novos avanços nas exportações brasileiras.
Caso o ritmo de embarques seja mantido nos próximos meses, 2026 poderá consolidar-se como mais um ano de destaque para a carne suína brasileira no mercado global, ampliando a participação do país entre os principais exportadores mundiais da proteína.
Fonte: Portal do Agronegócio
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