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Como fazer denúncias: forças de segurança têm canais exclusivos de combate ao crime

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As forças de segurança do Paraná mantêm uma série de números telefônicos à disposição da população como o 190, o 181 e o 197, mas em momentos de urgência ou diante da necessidade de registrar uma denúncia, muita gente ainda pode ter dúvidas. Memorizar o número correto para cada situação é fundamental para garantir uma resposta rápida e eficiente, agilizando o atendimento e ajudando no combate ao crime.

A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) reforça que a colaboração da sociedade por meio desses canais é essencial para o combate à criminalidade e para a melhoria do atendimento ao cidadão. Um exemplo desses canais que estão à disposição do cidadão é o número Disque Denúncia 181, que recebe denúncias para investigação. O fato de muita gente não conhecer o 181 leva as pessoas a ligarem para o 190 da Polícia Militar, que é para atendimento de ocorrências que estão acontecendo naquele momento, e que, assim, pode ficar sobrecarregado.

O coronel Walter Aguiar, responsável pela coordenação do 181, ressalta que o canal é muito importante para que a população possa fazer denúncias de forma totalmente sigilosa e segura. “O 181 é gratuito e o anonimato é garantido por lei. Não temos qualquer identificação pelo telefone ou internet”, afirma o coronel.

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DENÚNCIAS – Após o recebimento das denúncias, há uma avaliação interna e o encaminhamento às forças de segurança para o planejamento de como será o procedimento para atender a solicitação. “Quanto mais informação melhor”, destaca o coronel Aguiar.

Um exemplo recente da importância dessa participação ocorreu no município de Ivaté, onde uma denúncia anônima encaminhada pelo 181 levou o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) a identificar um loteamento irregular e a perfuração de um poço artesiano sem licenciamento, resultando no embargo imediato da área e em multas que passam de R$ 4,5 milhões.

Outro caso de sucesso ocorreu no dia 15 de junho, quando denúncias anônimas feitas pelo canal permitiram que a Polícia Militar desmantelasse um esquema de produção e distribuição de drogas no bairro Portão, em Curitiba. Na ação, foram apreendidas porções de maconha e haxixe, além de sementes e equipamentos utilizados no preparo e na comercialização.

CANAIS – Além do 181, existem outros canais fundamentais para garantir a segurança e a prestação de serviço rápido à população. Cada número possui uma função específica, dividida entre forças policiais, serviços de resgate e assistência médica de urgência. Saber diferenciar essas opções e utilizá-las com responsabilidade é um ato de cidadania que evita o congestionamento das linhas e agiliza o trabalho das equipes de prontidão.

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Confira abaixo quando utilizar cada um dos principais números:

181 – Disque-Denúncia: Canal exclusivo para denúncias anônimas. Ideal para relatar informações sobre tráfico de drogas, paradeiro de criminosos, crimes ambientais ou maus-tratos, sem a necessidade de se identificar. O sigilo é absoluto.

190 – Polícia Militar: Voltado para emergências e crimes em andamento. Deve ser acionado em situações que exigem intervenção imediata, como assaltos, brigas, acidentes de trânsito com vítimas ou violência doméstica. Também pode ser acionado por meio do aplicativo 190.

197 – Polícia Civil: Utilizado para investigações e registros. É o canal para fornecer informações que ajudem a solucionar crimes já ocorridos ou a localizar foragidos da Justiça.

193 – Corpo de Bombeiros: Exclusivo para situações de socorro e salvamento. Deve ser acionado em casos de incêndios, vazamentos de gás, afogamentos, acidentes com pessoas presas em ferragens, engasgamentos e ataques de animais peçonhentos.

198 – Polícia Rodoviária Estadual: Destinado a emergências nas rodovias estaduais. Para relatar acidentes, crimes, presença de animais na pista ou obstruções em estradas geridas pelo estado.

Fonte: Governo PR

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Policial civil denunciado pelo MPPR em Umuarama perde o cargo e é condenado a 5 anos e 9 meses de prisão por desviar caça-níqueis para explorar jogos ilegais

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Um agente da Polícia Civil do Paraná foi condenado à perda do cargo público e à pena de 5 anos e 9 meses de reclusão em regime inicial fechado, mais pagamento de multa de aproximadamente R$ 12.144,00, pelo crime de peculato. A sentença foi proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama, que julgou parcialmente procedente ação penal ajuizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná a partir da Operação Alcova, deflagrada em setembro do ano passado contra uma organização criminosa que explorava jogos de azar e jogo do bicho no município.

A investigação revelou que o policial civil, valendo-se das facilidades de sua função, desviou sete máquinas caça-níqueis que haviam sido apreendidas e que deveriam ser encaminhadas ao depósito judicial. O material foi transportado durante a noite e fora do horário de expediente, em uma viatura descaracterizada, até uma propriedade rural ligada ao grupo criminoso. Posteriormente, uma das máquinas foi localizada pela polícia, novamente em operação, em um dos bares pertencentes ao grupo.

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Outras condenações – Além do policial, a Justiça condenou um empresário, apontado como gestor operacional e financeiro da organização criminosa, os proprietários de dois bares e o gerente dos equipamentos pelas práticas de organização criminosa e contravenção de jogos de azar e jogo do bicho. As penas foram de 6 anos, 4 meses e 10 dias mais cerca de R$ 75.900,00 de multa para o empresário, 5 anos, 4 meses e 5 dias mais pagamento de multa de aproximadamente R$ 2.176 para um dos réus que administrava um bar e 8 anos, 4 meses e 5 dias de prisão mais multa de aproximadamente R$ 2.682 para os outros dois réus. Eles mantinham de forma estável pontos de aposta com máquinas de caça-níqueis, de apostas e aplicativos de bingo. Cabe recurso da decisão.

Processos 0005080-16.2025.8.16.0173 e 0013003-93.2025.8.16.0173

Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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