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Política Nacional

Comissão aprova diretrizes para ampliar acesso de pequenos produtores ao crédito rural

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou proposta que estabelece diretrizes para a concessão de crédito rural a pequenos produtores e agricultores familiares.

A proposta determina que financiamentos de custeio e investimento destinados a produtores com receita bruta anual de até R$ 500 mil, agricultores familiares e cooperativas ou associações que atendam majoritariamente esse público deverão seguir condições diferenciadas.

Entre essas condições, o texto estabelece juros menores, prazos de pagamento mais longos, repactuação automática em caso de perdas climáticas e limites claros para exigência de garantias. Essas medidas hoje dependem de normas anuais do Plano Safra ou de cada banco.

Sistema eletrônico
Foi aprovado o substitutivo da deputada Cristiane Lopes (União-RO) ao Projeto de Lei 4552/24, pelo deputado Adriano do Baldy (PP-GO). O parecer faz diversas mudanças no texto original, entre elas a que autoriza o Executivo a criar um sistema eletrônico nacional integrado que permita aos produtores registrar pedidos de financiamento e às instituições financeiras analisá-los e respondê-los de forma unificada.

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“A inexistência de um sistema eletrônico unificado obriga o pequeno produtor a
buscar individualmente instituições financeiras, o que limita a concorrência e
reduz as chances de acesso a condições mais vantajosas”, justificou a relatora.

O sistema também deverá possibilitar o monitoramento em tempo real da análise, concessão e liberação do crédito. O acesso será restrito a produtores que aderirem ao compartilhamento de dados no Open Finance.

O texto aprovado também amplia o público beneficiado ao elevar o limite de renda anual de R$ 200 mil, previsto na redação original, para R$ 500 mil.

Próximos passos
A proposta que tramita de forma conclusiva será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Fim da 6×1: Senado pode concluir 1º turno da votação em mais duas sessões

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A votação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição que põe fim à jornada de trabalho 6×1 pode ser concluída na quarta-feira (15). A PEC 221/2019 está em discussão no Plenário do Senado, após ser aprovada pela Câmara dos Deputados por ampla maioria. 

A PEC, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salários, foi debatida pelos senadores nesta semana por três sessões seguidas. Restam agora mais duas sessões de discussão para que a proposta seja votada em primeiro turno, o que pode acontecer já na quarta-feira, quando se dará a quinta e última sessão de discussão em primeiro turno. No dia anterior, terça-feira (13), deve ocorrer a quarta sessão de discussão.

Depois do primeiro turno, de acordo com o regimento do Senado, a proposta ainda terá que ser debatida em outras três sessões de discussão, para ser votada em segundo turno. Seguindo o rito tradicional, a votação da PEC do fim da 6×1 ainda poderia ser concluída em outubro.

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A proposta já recebeu 36 emendas, todas rejeitadas pelo relator, o senador Omar Aziz (PSD-AM). Senadores ainda podem apresentar outras emendas em Plenário, entretanto.

Calendário especial

Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que a votação poderia ocorrer antes disso, caso senadores apresentem requerimento de calendário especial para a PEC.

De acordo com Davi, não há requerimento com essa finalidade apresentado à Mesa. Ele garantiu que, caso seja apresentado, o requerimento será incluído na pauta para deliberação, como ocorre com proposições semelhantes.

— Se o requerimento aparecer, eu vou colocar para deliberação, e o Plenário é soberano, a vontade da maioria vai prevalecer — disse Davi à imprensa.

Para ser aprovada, uma proposta de emenda à Constituição precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno, e por mais três sessões de discussão para votação em segundo turno, tudo no Plenário. 

A primeira sessão de discussão da proposta foi na terça-feira (6) e a segunda, na quarta-feira (7). A terceira sessão de discussão da PEC aconteceu na quinta-feira (8).

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Durante a semana, a líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), disse que está coletando assinaturas para um requerimento de calendário especial, para acelerar a tramitação da proposta. Com isso, haveria a possibilidade de a PEC do fim da 6×1 ter sua votação concluída na penúltima semana de outubro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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