Paraná
Com wif-fi público e juro zero para inovação, Governo apresenta projetos da área no Connect Week
O Governo do Paraná apresentou uma série de projetos de inovação e modernização nesta segunda-feira (19) na abertura da feira de tecnologia Connect Week, no Canal da Música, em Curitiba. Entre os dias 19 e 25 de junho, o evento irá reunir na capital paranaense diversos setores para expor uma programação voltada para as áreas de negócios, networking, atualização, tecnologia, carreiras, conexões, empreendedorismo, cultura, gastronomia e esporte.
O Connect Week é um grande movimento de fomento e desenvolvimento da inovação e da tecnologia, que conta com o suporte do Governo do Paraná, Prefeitura de Curitiba, juntamente com o Sebrae e Assespro-PR (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Paraná).
Recentemente, o Paraná assumiu a liderança do Ranking Cidades Inovadoras e Sustentáveis de 2023 promovido pela consultoria Bright Cities, que avalia a sustentabilidade, inovação e eficiência dos maiores municípios do País. Para elevar ainda mais o nível do Estado no setor foram apresentados projetos à população, às prefeituras e ao setor privado de novos programas.
Os projetos envolvem diversas entidades, entre elas as secretarias estaduais de Inovação, Modernização e Transformação Digital; Indústria e Comércio; Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Planejamento; Cidades; além de ações e programas da Fomento Paraná, Invest Paraná, Celepar e Sebrae.
O secretario estadual de Inovação, Marcelo Rangel, ressaltou a posição do Paraná como estado mais inovador e sustentável do Brasil. “Estamos trabalhando muito forte para oferecer melhores serviços à população. O Paraná, através da Secretaria da Inovação, vai auxiliar os municípios para avançar nos investimentos de modernização. Não adianta nada produzirmos tecnologia se isso não alcançar as pessoas e melhorar a vida do cidadão”, afirmou.
O evento também contou com a assinatura do primeiro contrato do Inova Juro Zero, programa voltado para empresas no ramo de inovação que consiste no auxílio integral de taxas de juros de linhas de crédito da Finep. O primeiro contrato foi assinado com a empresa de tecnologia SXY Global, que é uma plataforma digital na intermediação e venda de itens industriais de reuso, sejam eles veículos, equipamentos, máquinas, ferramentas, sucatas, resíduos e outros.
“Esse contrato é muito importante porque nos ajuda a trazer valores mais acessíveis do nosso produto aos clientes e acesso a uma linha de crédito, possibilitando a expansão dos negócios”, disse o sócio da SXY Global, Marcio Danielewicz.
A Secretaria da Inovação, em parceria com a Celepar, também assinou a portaria que dá o pontapé inicial para o projeto de instalação de pontos com wi-fi público e gratuito nos municípios do Paraná. Além disso estiveram em pauta as Agências de Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageuni) e o Citymatch.
Veja mais detalhes das soluções apresentadas:
WI-FI PARANÁ INOVADOR – O projeto está em fase de planejamento pela Secretaria da Inovação, em parceria com a Celepar. O objetivo do programa é ampliar o acesso aos serviços de conexão à internet nos municípios, em especial nas áreas com menor desenvolvimento, como a instalação de wi-fi em locais com grande circulação de pessoas.
A instalação de wi-fi em prédios públicos também é um passo para modernização dos municípios, principalmente os de menor porte, elevando as alternativas para implementação de projetos de governos digitais por parte das prefeituras nas áreas de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.
CITYMATCH: VITRINE DIGITAL DE CIDADES – Esse é um software para ajudar as prefeituras e empresas a cadastrarem oportunidades na área de industrialização e desenvolvimento econômico. De forma simples, o software promove um “match” entre o setor público e privado. No caso dos municípios, serão cadastradas informações como incentivos fiscais, disponibilidade de terrenos e galpões para instalação de empresas, o nível de qualificação da mão de obra da cidade, entre outras. Já as empresas vão registrar na ferramenta as suas necessidades para operar, como quantidade de empregados, o tamanho do imóvel que precisa para se instalar, entre outras. O projeto é realizado em parceria pela Secretaria da Inovação, Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços e a Invest Paraná.
INOVA JURO ZERO – O Inova Juro Zero é um programa voltado para empresas no ramo de inovação que consiste no auxílio na redução integral de taxas de juros de linhas de crédito da Finep, empresa pública vinculada ao governo federal, operacionalizadas no Estado pela Fomento Paraná, por intermédio do Fundo de Inovação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Paraná (Fime-PR). A estimativa da Fomento Paraná é que seja possível alavancar inicialmente até R$ 10 milhões em operações de crédito, beneficiando entre 40 e 50 empreendimentos.
Serão R$ 3 milhões para iniciar a subvenção econômica, reduzindo os juros em operações de crédito para inovação contratadas pela Fomento Paraná a partir de fontes como a Finep, que oferece linhas Inovacred, Inovacred Expresso e Inovacred 4.0.
AGÊNCIAS DE INOVAÇÃO – O Estado também investe na criação de Agências de Inovação em munícipios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A agência é responsável por gerir a política de inovação. O objetivo é criar uma política local para dar maior acesso aos munícipios aos projetos de modernização. Isso impacta diretamente no ambiente produtivo e social para criação de novos produtos, serviços ou processos. Já estão em andamento a implantação deste modelo em Carambeí, nos Campos Gerais; e Morretes e Guaratuba, no Litoral.
AGEUNI – O coordenador de Ciência e Tecnologia da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Marcos Aurelio Pelegrina, também apresentou aspectos relacionados ao Programa de Estímulo às Ações de Integração Universidade, Empresa, Governo e Sociedade, denominado Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageuni).
“O intuito é incentivar o desenvolvimento socioeconômico e ampliar a competitividade empresarial, agregando tecnologia aos processos de produção de bens e serviços e impulsionar novos negócios em todo o estado”, afirmou, destacando o apoio da Ageuni nos diferentes eixos estratégicos, como empresas, cooperativas, associações.
PRESENÇAS – Estiveram presentes no evento o vice-governador Darci Piana; Guto Silva, secretário de Planejamento; Eduardo Pimentel, secretário das Cidades; Ricardo Barros, secretário da Indústria, Comércio e Serviços; Gustavo Garbosa, presidente da Celepar; Eduardo Bekin, presidente da Invest Paraná; Celso Kloss, presidente do Tecpar; o presidente da ViaSoft, Itamir Viola; os deputados estaduais Pedro Paulo Bazana, Fábio Oliveira, Luis Corti, Artagão Junior e Soldado Adriano José; o prefeito de Morretes, Sebastião Brindarolli; a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt; Beto Marceli, CEO da Icities; e Cesar Risseti, diretor de operações do Sebrae.
Fonte: Governo PR
Paraná
Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná
As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.
Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca.
No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.
CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição.
A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina.
“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.
As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento.
Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo.
EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março.
A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina.
Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa.
Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.
“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.
MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.
O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.
No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.
A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte.
A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo.
O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.
Fonte: Governo PR
-
Agro7 dias agoInadimplência no crédito rural atinge recorde e reforça necessidade de gestão financeira no campo
-
Agro7 dias agoAgrotins volta em maio e consolida vitrine de tecnologia no Norte
-
Entretenimento5 dias agoCarlos Alberto de Nóbrega conhece bisneto recém-nascido e se emociona na web
-
Esportes5 dias agoGrenal sem graça termina zerado no Beira-Rio e frustra torcidas gaúchas
-
Brasil6 dias agoProjeto Defensoras Populares amplia alcance e inicia formação em São Paulo
-
Esportes4 dias agoCruzeiro vira para cima do Bragantino e sai da lanterna no Brasileirão
-
Agro5 dias agoEstado avança como nova fronteira de grãos fora da janela tradicional
-
Brasil6 dias agoGoverno do Brasil sanciona novo marco para prevenção e controle do câncer no SUS
