Paraná
Com investimentos do Estado, Tecpar amplia atuação na indústria nacional da saúde
O Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) fecha 2025 com contribuições importantes para a saúde pública brasileira, reforçando o seu protagonismo em prover novas soluções para a saúde animal e no fornecimento de vacinas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Com o objetivo de fortalecer a Saúde Única no Brasil, abordagem que reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental, o instituto investiu na ampliação da sua estrutura e iniciou novos projetos e parcerias, visando a autossuficiência do país na produção de imunizantes e insumos veterinários.
O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, avalia que 2025 foi um ano de muitos desafios, com a execução de grandes projetos estratégicos, uma vez que o Tecpar reforçou sua posição de integrante do seleto grupo de laboratórios públicos que fornecem vacinas estratégicas ao SUS, colocando o Paraná em posição de destaque no cenário nacional.
“Os fortes investimentos do Governo do Paraná em ciência e tecnologia foram essenciais para que o Tecpar pudesse dar um salto significativo em inovação, desenvolvimento científico e tecnológico. Isso proporcionou ao instituto a oportunidade de alcançar um novo patamar na indústria da saúde, e se destacar entre os melhores laboratórios públicos do Brasil”, afirma Marafon.
FORNECEDOR DE VACINAS – Com o apoio do aporte estadual, o Tecpar se prepara para fornecer vacinas contra varicela e raiva humana para todo o Brasil. Em 2025, o instituto foi selecionado pelo Ministério da Saúde para abastecer o SUS com os imunizantes, por meio do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP).
O fornecimento se dará por meio da parceria com as farmacêuticas Sinovac e Eurofarma, para a vacina contra varicela, e com a Sinovac, para a vacina contra a raiva, seguindo os princípios da PDP, política pública que visa a transferência de tecnologia de laboratórios privados para um laboratório público, com o objetivo de nacionalizar a produção.
A gerente do Centro de Transferência de Tecnologia do Tecpar, Carolina Perottoni, avalia que o alto nível de capacidade técnica, a tradição em biotecnologia e o investimento na expansão da infraestrutura contribuíram para que os projetos do Tecpar fossem selecionados. “Outro fator que fortaleceu a proposta foram as parcerias estratégicas firmadas com Sinovac e Eurofarma, garantindo transferência tecnológica e escala de produção. Estas parcerias contribuem para a soberania sanitária do país, reduzindo a dependência externa e ampliando a capacidade de resposta a emergências de saúde”, ressalta Carolina.
Após a assinatura com o Ministério da Saúde, em novembro, Tecpar e Sinovac iniciaram reuniões técnicas para detalhar o cronograma de produção. Para 2026, a perspectiva é avançar no registro sanitário da vacina varicela e obter o Certificado de Boas Práticas de Fabricação da planta em nome do Tecpar, e então obter a aprovação regulatória da vacina antirrábica humana pela agência regulatória da China, para dar início do processo de registro pelo Tecpar no Brasil.
O Tecpar segue ainda como único laboratório público oficial que fornece a vacina antirrábica animal para o Ministério da Saúde, em parceria com a empresa argentina Biogenesis Bagó. A cooperação entre as instituições reforça e garante o fornecimento do produto para as campanhas de imunização contra a raiva animal do Ministério da Saúde. Só em 2025 terão sido 28 milhões de doses fornecidas.
SAÚDE ANIMAL – O ano de 2025 também foi marcado pelo avanço na construção do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV), no câmpus CIC do Tecpar, em Curitiba. A nova planta já está em contagem regressiva para começar a produzir. A obra chegou a 60% de execução e a previsão é que seja finalizada no primeiro semestre de 2026.
Com a obra finalizada, o instituto estará de volta ao mercado de insumos veterinários, produzindo insumos para o diagnóstico de brucelose, tuberculose e leucose bovina, atendendo a uma antiga demanda do mercado veterinário.
O investimento para a construção, feito pelo Governo do Estado, é de R$ 41,5 milhões, e mais R$ 30 milhões em equipamentos técnicos. A área total será de três mil metros quadrados e a capacidade produtiva prevista é de 40 milhões de doses ao ano.
Para a próxima etapa estão previstas a conclusão do projeto de interiores e aquisição de móveis e equipamentos. Em seguida, iniciam as etapas técnicas antes do início da produção.
De acordo com Giselle Almeida Nocera Espírito Santo, gerente do CIV, a expectativa é que no início de 2027 a planta inicie a produção dos lotes-piloto. Segundo ela, produtores, veterinários e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estão otimistas quanto ao retorno do Tecpar nesse mercado.
“Essa obra é aguardada com grande expectativa, pois promete trazer avanços significativos na qualidade e eficiência dos diagnósticos, beneficiando a saúde animal e a produção pecuária. Além disso, essa nova infraestrutura fortalecerá o Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose. Essa expectativa positiva evidencia a confiança no impacto transformador que o centro terá no setor veterinário”, avalia ela.
Ainda na área de saúde animal, o Tecpar submeteu ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), um projeto para criação de um banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa. O projeto é fruto de um acordo de cooperação tecnológica com a empresa argentina Biogenesis Bagó para a transferência e internalização de tecnologia para a implantação do banco.
O instituto encerra 2025 com a perspectiva de se tornar, a partir de 2026, responsável por implementar o banco nacional, que se será um estoque estratégico de insumos para a rápida formulação de uma vacina para enfrentamento de eventuais casos de surto localizado. O banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa irá manter congelado sorotipos virais específicos da doença para a produção em até 72 horas de imunizantes para serem distribuídos a todo território nacional em caso de focos de febre aftosa.
MARINGÁ – Ainda em 2025, um ano após o lançamento da pedra fundamental, a obra de implantação da infraestrutura do Parque Tecnológico Industrial da Saúde do Tecpar em Maringá, no Noroeste do Estado, já alcançou 50% de execução. O percentual se refere à fase relacionada à infraestrutura do local.
O novo câmpus, localizado em terreno de 100 mil metros quadrados doado pela Prefeitura de Maringá, conta com investimento de R$ 24 milhões do Governo do Estado. Após a finalização dessa etapa, o parque tecnológico receberá novos investimentos, públicos e privados, fortalecendo a vocação do Tecpar na produção de insumos estratégicos para o Ministério da Saúde.
Fonte: Governo PR
Paraná
Gaeco de Londrina denuncia 49 pessoas investigadas na Operação Panóptico, que apura organização criminosa com atuação nacional a partir de presídios
O Ministério Público do Paraná denunciou nesta quarta-feira, 26 de agosto, 49 pessoas investigadas a partir da Operação Panóptico, que investiga organização criminosa armada com atuação em âmbito nacional a partir de presídios. Os fatos criminosos foram narrados em seis denúncias oferecidas pelo Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Áudio do Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado
Foram imputados aos denunciados o crime de favorecimento ao domínio social estruturado, previsto no artigo 3º da Lei 15.358/2026, a chamada Lei Antifacção, e o de integrarem organização criminosa (Lei 12.850/2013). A Operação Panóptico foi deflagrada em 15 de junho último, quando foram cumpridos 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão em quatro estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
As denúncias oferecidas derivam do compartilhamento de provas produzidas no âmbito das operações Alvorada e Libertatem, deflagradas originalmente pelo Núcleo de Umuarama do Gaeco.
A partir das informações e provas compartilhadas, foi possível mapear e identificar os membros responsáveis pela atuação territorial, logística e financeira que compunham a chamada “Região 43”, cuja cidade-polo é Londrina, inclusive integrantes de alto escalão da organização criminosa investigada. Além de Londrina, as investigações da Operação Panóptico envolveram os outros nove núcleos regionais do Gaeco.
Antes do oferecimento das denúncias, o Juízo de Garantias da 2ª Vara Criminal de Londrina já havia decretado a prisão preventiva de todos os investigados, a pedido do Gaeco de Londrina.
Atuação conjunta – A realização da Operação Panóptico em âmbito estadual foi possível graças à atuação conjunta dos dez núcleos do Gaeco com a Secretaria de Estado da Segurança do Paraná, por meio das polícias Militar, Civil, Penal e Científica.
Processo 0027259-96.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.002446-4)
Processo 0046303-04.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004352-2)
Processo 0046305-71.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004353-0)
Processo 0046307-41.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004351-4)
Processo 0065409-83.2025.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.25.005834-0)
Processo 0046287-50.2026.8.16.0014 (PIC MPPR-0078.26.004354-8)
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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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