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Com apoio do Simepar, Corpo de Bombeiros lança operação contra incêndios florestais no Paraná

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O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) deu início à operação Quati João – Prevenção e Combate a Incêndio Florestal. A operação ocorre pelo 4º ano consecutivo e tem como objetivo a prevenção, preparação e resposta aos incêndios florestais no Estado do Paraná, que costumam ocorrer nos meses mais secos, de junho a setembro. Os 419 novos bombeiros formandos recentemente também vão participar das ações.

O evento de lançamento aconteceu virtualmente com uma reunião entre o subcomandante-geral do CBMPR, coronel Antonio Geraldo Hiller, o representante do Corpo de Bombeiros no Previna e presidente da Câmara Técnica de Incêndios Florestais no CBMPR, tenente-coronel Rafael Lorenzetto, o chefe do setor de Planejamento do CBMPR, major Mikeil Petrus, além de todos os comandantes regionais, comandantes das unidades operacionais e outros militares.

“Quando observamos que há uma média de 7 mil incêndios florestais por ano no Paraná vemos a importância da atuação pautada na organização, na preparação de pessoal e nos equipamentos. Isso é primordial para que os danos e as perdas ocorridas em virtude desses incêndios sejam minimizados”, disse Hiller.

Foram apresentadas as fases da operação, que é voltada para atuação “em campo”, e foi firmada uma parceria do CBMPR com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), que também fará parte da operação neste ano. “O Simepar nos entregará mais informações técnicas a respeito da climatologia e do tempo, que são elementos fundamentais a serem considerados na prevenção e no combate aos incêndios florestais”, completou.

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O diretor de Relações Institucionais e Engenheiro Florestal do Simepar, Flávio Depp, e o coordenador da Área de Operação e Meteorologista, Marco Jusevicius, apresentaram um estudo com as previsões meteorológicas para os meses da operação e também demonstraram recursos tecnológicos que o instituto detém para elaborar previsões de incêndios e focos de calor provenientes de incêndios florestais.

Os meses de julho e agosto costumam ser os mais secos do ano. Com o frio intenso, associado a massas de ar de origem polar, também há formação de geadas em boa parte do Estado.

“Gerando dados e informações sobre alertas e avisos relacionados à questão de incêndios florestais, poderemos fornecer ao Corpo de Bombeiros auxílio para uma resposta mais eficiente no combate aos incêndios neste ano”, ressaltou Depp. 

MASCOTE – A campanha conta com o mascote Quati João, que representa a fauna paranaense que é afetada pelos incêndios florestais. O nome João, que também faz parte do nome da operação, é uma homenagem ao precursor e entusiasta da matéria de “Combate a Incêndios Florestais” que faz parte do currículo do Curso de Formação dos Bombeiros.

CAMPANHA NO PARANÁ – Essa campanha de campo se soma a uma campanha de conscientização capitaneada pelo Governo do Paraná e diversas entidades da sociedade civil, lançada nesta semana. A Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais visa orientar a população sobre os riscos e consequências que o incêndio florestal pode trazer para o meio ambiente e a comunidade.

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Entre as ações de conscientização previstas estão a distribuição de materiais educativos e orientações sobre como os incêndios começam, o que fazer ao avistar um foco de incêndio e como denunciar. O slogan é “Não temos tempo a perder. Precisamos evitar os incêndios florestais agora”.

CRIME – A cada 10 incêndios florestais, nove são causados por alguma irresponsabilidade humana. Causar incêndios, mesmo que sem querer, é considerado crime e o infrator pode ser penalizado com reclusão de dois a quatro anos e multa que varia entre R$ 5 mil e R$ 50 milhões, dependendo do número de hectares afetados pelo fogo e dos danos causados à fauna e à flora. Atear fogo para limpar a vegetação, jogar lixo na beira de rodovias, acender fogueiras perto das árvores, fumar próximo a plantações e soltar balões são algumas das ações que podem dar início aos incêndios.

O QUE FAZER – Ao avistar um foco de incêndio a orientação é de nunca tentar combater o fogo sozinho. Realizar este processo sem o treinamento adequado pode colocar a pessoa em perigo. A orientação é procurar um local seguro, avisar os vizinhos e acionar o Corpo de Bombeiros através do número 193.

Fonte: Governo PR

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Paraná

Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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