Agro
Com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Carlos Fávaro e Paulo Teixeira, a Conab anuncia os números finais da safra 24/25
Nesta quinta-feira (11), a partir das nove horas, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgará, em evento presencial, em Brasília, os resultados do 12º e último Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025. A atividade contará com as presenças do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (MDIC), do ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, e do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira. O anúncio trará dados sobre produção, produtividade e área plantada das principais culturas de grãos do país.
O release e o boletim completo com os principais destaques estarão disponíveis no portal da Conab e o material também será enviado à imprensa por e-mail. As rádios de todo o país receberão o podcast sobre a safra e o programa também poderá ser acessado na página do ConabCast e da Rádio GOV.
Após o evento, as autoridades estarão disponíveis para entrevista no formato presencial. Solicitações de entrevistas sobre os dados poderão ser feitas por e-mail.
SERVIÇO
12º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025
Data: Quinta-feira, 11 de setembro de 2025
Horário: 9h
Endereço: Sede da Conab em Brasília – SGAS 901 Bloco A lote 69 Asa Sul, Brasília, DF
Link: www.youtube.com/watch?v=Zr3g-UddrSQ
Gerência de Imprensa (61) 3312-6338/ 6344/ 6393/ 2256 [email protected].
O evento será transmitido pelo canal da Companhia no YouTube, a partir das 9h
Informações à imprensa
Agro
Safra 2026/27: moagem de cana desacelera, açúcar recua e etanol ganha espaço no Centro-Sul
A safra 2026/27 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil segue marcada por uma mudança significativa no perfil de produção das usinas. Enquanto a moagem apresentou desaceleração na segunda quinzena de maio e a fabricação de açúcar registrou forte retração, a produção de etanol continua avançando, impulsionada pela elevada competitividade do biocombustível e pela estratégia das usinas de direcionar uma parcela maior da matéria-prima para o setor energético.
Dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) mostram que as unidades produtoras da região processaram 41,55 milhões de toneladas de cana na segunda metade de maio, volume 13,08% inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior, quando a moagem alcançou 47,80 milhões de toneladas.
Mesmo com o recuo recente, o acumulado da safra até 1º de junho soma 144,71 milhões de toneladas processadas, mantendo o ritmo operacional elevado em comparação aos ciclos anteriores.
Menor moagem reduz produção de açúcar
A desaceleração da colheita impactou diretamente a produção de açúcar. Na segunda quinzena de maio, as usinas do Centro-Sul produziram 2,20 milhões de toneladas do adoçante, uma queda expressiva de 25,62% frente ao mesmo período da safra 2025/26.
No acumulado da temporada, a fabricação de açúcar totaliza 6,84 milhões de toneladas.
Apesar da redução do volume produzido, a qualidade da matéria-prima apresentou melhora. O índice de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 125,87 quilos por tonelada de cana na segunda metade de maio, avanço de 1,09% sobre o mesmo período do ciclo anterior. No acumulado da safra, o ATR alcança 119,73 kg por tonelada, crescimento de 2,35%.
Etanol segue em expansão
Em direção oposta ao açúcar, o etanol mantém trajetória de crescimento. A produção do biocombustível alcançou 2,13 bilhões de litros na segunda quinzena de maio, sendo 1,33 bilhão de litros de etanol hidratado e 796 milhões de litros de etanol anidro.
Desde o início da safra, a produção acumulada soma 7,54 bilhões de litros, alta de 31,55% em relação ao mesmo período do ciclo passado. O destaque continua sendo o etanol hidratado, cuja fabricação cresceu 29%, atingindo 4,96 bilhões de litros.
O avanço do setor também é sustentado pelo aumento da produção de etanol de milho. Somente na segunda quinzena de maio foram produzidos 413,2 milhões de litros a partir do cereal, crescimento de 12,38% na comparação anual. No acumulado da safra, a produção já alcança 1,57 bilhão de litros.
Usinas priorizam biocombustível
Os dados operacionais indicam uma mudança estratégica das unidades produtoras. Ainda em abril, cerca de 59,66% da cana processada foi destinada à fabricação de etanol, percentual superior aos 54,31% observados no mesmo período da safra anterior.
No acumulado do ciclo, o mix destinado ao biocombustível alcançou 61,84%, reforçando a preferência das usinas pelo mercado energético diante das condições mais favoráveis de rentabilidade.
Essa estratégia tem contribuído para a expansão da oferta de etanol e para a redução relativa da produção de açúcar, cenário que vem sendo acompanhado de perto pelos agentes do mercado.
Consumo de etanol cresce no Brasil
A demanda pelo biocombustível também continua aquecida. Em abril, as vendas de etanol pelas unidades do Centro-Sul alcançaram 2,74 bilhões de litros, sendo 1,76 bilhão de litros de hidratado e 985,68 milhões de litros de anidro.
No mercado doméstico, o volume comercializado cresceu mais de 15% em relação ao mês anterior.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o consumo de etanol hidratado atingiu 1,83 bilhão de litros em abril, elevando a participação do combustível renovável para 24,6% do consumo total da frota leve brasileira.
No Estado de São Paulo, principal mercado consumidor do país, a participação chegou a 44%, o maior nível desde fevereiro de 2025.
Segundo a Unica, o principal fator por trás desse crescimento é a vantagem econômica do etanol frente à gasolina. Em diversos estados produtores, o biocombustível segue abaixo da paridade técnica considerada vantajosa para o consumidor, fortalecendo as perspectivas de aumento do consumo ao longo dos próximos meses.
Mercado de CBios reforça agenda de descarbonização
Outro indicador positivo para o setor é o desempenho do mercado de Créditos de Descarbonização (CBios). Dados da B3 apontam a emissão de 16,93 milhões de créditos em 2026 pelos produtores de biocombustíveis.
Atualmente, o mercado conta com 26,79 milhões de CBios disponíveis para negociação. Somando os créditos já aposentados para cumprimento das metas do programa RenovaBio, cerca de 66% dos títulos necessários para atender integralmente as exigências de 2026 já foram disponibilizados pelo setor.
Perspectivas para a safra
A safra 2026/27 avança com um cenário de menor produção de açúcar e forte expansão do etanol. A combinação entre demanda aquecida pelo biocombustível, maior competitividade frente à gasolina e crescimento do etanol de milho deve continuar influenciando as decisões das usinas ao longo dos próximos meses.
Ao mesmo tempo, o comportamento climático e a evolução da moagem serão fatores decisivos para determinar o equilíbrio entre açúcar e etanol no restante da temporada, em um momento em que o mercado global acompanha atentamente a oferta brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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