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Com 28 casos na Grande Curitiba em 2023, Copel alerta sobre risco de balões na rede

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Um artefato mais conhecido como típico das brincadeiras juninas tem causado prejuízo e transtorno, ao longo de todo ano, a moradores de Curitiba e Região Metropolitana. Um levantamento da Copel aponta que até o momento foram registradas 28 ocorrências envolvendo balões em contato com a rede elétrica, em 2023.

Destas, 15 aconteceram na Capital, e outras nove na RMC. Frequentemente, o contato desses objetos com a fiação causa curto-circuito e o consequente desligamento dos domicílios no entorno, até que uma equipe retire do material e o reparo das avarias. Na última semana, um balão caiu sobre a rede elétrica na região do Campo Comprido, causando a interrupção do fornecimento de energia a 17 mil unidades consumidoras.

O gerente de Manutenção, Rafael Radaskievicz, alerta que ocorrências como estas geram prejuízos para toda a comunidade. “Além dos riscos para o meio ambiente, os balões podem causar desligamentos a serviços públicos, casas e comércios, como este ocorrido na última quinta-feira. O atendimento a esse tipo de ocorrência demanda recursos que poderiam ser direcionados a outros atendimentos”, afirma.

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Outra preocupação é com o risco de acidentes, que podem causar danos materiais e às pessoas. Em muitos casos, os balões contêm materiais metálicos, que podem conduzir a eletricidade até o solo. Portanto, ao ver algum objeto enroscado sobre linhas de distribuição ou transmissão de energia, a recomendação é manter distância e chamar a Copel.

“Embora a gente trabalhe para minimizar as consequências desse tipo de desligamento, é necessário a conscientização de todos sobre os riscos relacionados a essa atividade para a segurança de toda sociedade”, reforça o gerente.

Em 2022, houve 42 registros desse tipo, incluindo a queda de um balão sobre uma torre com dois circuitos de linha de transmissão, ocorrida em março.

CRIME – Soltar balão no Brasil é uma prática considerada ilegal, devido ao risco para a segurança do transporte aéreo, com regulamentação prevista pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e pelo Código Penal. A atividade também configura crime ambiental, com tempo de reclusão de um a três anos, além de multa (Lei nº 9.605/98).

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Fonte: Governo PR

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1º Simpósio de Internacional de Migração do Paraná destaca ações do Estado

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O 1º Simpósio Internacional de Migração do Paraná, iniciativa do Governo do Estado que buscou ampliar o diálogo sobre mobilidade humana, integração e políticas públicas voltadas à população migrante reuniu mais de 500 pessoas. O evento contou com representantes da sociedade civil, gestores públicos municipais e estaduais, comunidade acadêmica, organismos internacionais, setor produtivo, conselhos de direitos, lideranças migrantes e demais interessados na temática.

Realizado pela Secretaria da Justiça e Cidadania (Seju), por meio da Superintendência-Geral de Governança Migratória (SGGM), o evento ocorreu na quinta e na sexta-feira (12 e 13), em Curitiba.

No simpósio foram apresentados dados sobre os atendimentos à população migrante, destacando a Governança Migratória do Estado do Paraná como um modelo inovador de balcão único para atendimento e acolhimento.

De acordo com o superintendente-geral de Governança Migratória, Gil Souza, antes da criação da SGGM, em abril de 2025, eram realizados, em média, 525 atendimentos mensais pelo Centro Estadual de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Paraná (CEIM). Com a implantação da Agência do Migrante, em novembro do mesmo ano, esse número saltou para 1.809 atendimentos por mês, em média, atingindo o pico em maio deste ano, com 2.694 registros.

“O Governo do Paraná tem um compromisso muito grande com a política pública migratória e isso é tratado com muita metodologia e governança. O que a gente observou é que a metodologia empregada na agência do migrante tem contribuído, de fato, com o aumento do número de atendimentos e da população que tem buscado esses serviços”, disse Souza.

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“Registramos quase 2,7 mil atendimentos no mês passado, um aumento expressivo que mostra que a população absorveu essa nova metodologia, essa nova governança, e que estamos contribuindo para acolher e atender às necessidades desse público da melhor forma possível”, ressaltou Gil Souza. “Curitiba tem sido um polo desse desenvolvimento, mas a gente quer atingir todo o Estado com essas boas práticas”, acrescentou.

O simpósio foi realizado em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento (PADF), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o Sistema Fiep, a Sanepar, a Escola de Gestão do Paraná, Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços (SEIC), Cerma e o Observatório das Migrações Internacionais (Obmigra), vinculado à Universidade de Brasília.

MODELO DE INOVAÇÃO – Mais do que ampliar atendimentos, o Paraná passou a chamar a atenção internacional ao estruturar um modelo inovador de governança migratória. O estudo intitulado “Políticas Migratórias e Governança Multinível no Estado do Paraná”, de Marco Zupi, presente no relatório internacional Focus Migrazioni 2026, apresenta o Paraná como referência em inovação institucional e integração migratória.

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Entre os principais pontos citados no documento está a criação da Superintendência-Geral de Governança Migratória (SGGM), apontada como um marco na consolidação de uma política pública permanente para a pauta migratória no Estado. Segundo o estudo, “a criação da SGGM marcou a transição da gestão emergencial para uma verdadeira política de Estado”.

Outro grande destaque é a Agência do Migrante, em Curitiba, descrita no relatório como “a primeira instituição pública no Brasil concebida como um balcão único para serviços ao migrante”.

O documento também ressalta que a Agência do Migrante atua na redução da burocracia, facilita o acesso à documentação, promove integração econômica e fortalece políticas públicas baseadas em dados e evidências. Além disso, destaca o papel do Paraná na construção de uma governança migratória multinível, envolvendo municípios, setor produtivo, sociedade civil e organismos internacionais.

A experiência paranaense é apresentada como um modelo capaz de inspirar outras regiões do Brasil e também contextos internacionais, especialmente pela capacidade de transformar acolhimento em desenvolvimento territorial, inclusão e dignidade.

Fonte: Governo PR

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