Brasil
CMSE destaca melhora das condições de armazenamento no SIN e a garantia da segurança eletroenergética do país em 2026
O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (4/03), a 316ª reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) que destacou o registro de bons volumes de chuvas em fevereiro nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e em parte do Norte do país, com índices acima da média nas bacias dos rios Grande, Paranaíba e São Francisco.
De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o cenário hidrológico apresentou melhora em relação ao observado na reunião anterior, com exceção da região Sul, onde as condições seguem mais restritivas. As projeções de afluência para as bacias dos rios Grande e Paranaíba indicam situação mais favorável do que a estimada no estudo prospectivo anterior. Ainda assim, reforçou a necessidade de continuar acompanhando a evolução do período chuvoso e das condições hidrológicas e de armazenamento, especialmente da região Sul, recomendando, prioritariamente, a minimização de geração hidráulica na região, de modo a preservar armazenamento, e a busca, junto aos agentes, pela redução de restrições de defluência mínima.
No que se refere ao atendimento de potência do Sistema Interligado Nacional (SIN), o ONS informou que, em cenários de maior demanda e condições climáticas adversas, está prevista a utilização complementar de usinas termelétricas, aliada à operação otimizada das hidrelétricas do Rio São Francisco e ao uso estratégico do reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu.
A Secretaria Nacional de Energia Elétrica (SNEE) também apresentou um balanço das ações desenvolvidas ao longo de 2025 no âmbito do Comitê, reforçando o papel do CMSE como instância central de coordenação interinstitucional do setor elétrico. Na ocasião, também foi lançado um novo painel para acompanhamento das condições de armazenamento do SIN, com base em indicador fundamentado na Curva de Referência de Armazenamento (CRef) do CMSE. A iniciativa amplia a transparência das informações e fortalece o monitoramento preventivo da segurança energética do país.
Informações Técnicas:
Condições Hidrometeorológicas: em fevereiro, um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e a atuação de outros sistemas típicos de verão refletiram na ocorrência de precipitação acima da média nas bacias dos rios Grande, Paranaíba e São Francisco. As demais bacias hidrográficas do SIN apresentaram precipitação inferior à média.
Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), ainda durante fevereiro, foram observados valores abaixo da média histórica para todos os subsistemas, sendo 90%, 52%, 94% e 62% da Média de Longo Termo (MLT) para as regiões Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. Em termos de SIN foi verificada ENA de 82% da MLT.
Com relação à previsão meteorológica, o tema foi apresentado na reunião pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a convite do CMSE. Os destaques da previsão indicam, para o horizonte de duas semanas, chuva acima da média na bacia do São Francisco, cabeceira da bacia do Paraná (Rio Grande e Paranaíba) e na bacia do Tocantins. Para a segunda quinzena do horizonte de previsão, que coincide com a segunda quinzena de março, chuvas de normal a acima do normal em Três Marias, no Rio Grande, Paranaíba e cabeceira do Tocantins. As chuvas seguirão abaixo da média nas bacias da Região Sul em todo o período.
Energia Armazenada: ao final de fevereiro, foram verificados armazenamentos equivalentes de 57%, 40%, 72% e 68% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 59%.
Previsão Hidroenergética para Março/2026:
|
Subsistema |
ENA (% MLT) |
ENA (% MLT) |
EARmáx (%) |
EARmáx (%) Cenário Inferior |
|
Sudeste/Centro-Oeste |
80% |
65% |
65,1% |
60,9% |
|
Sul |
91% |
41% |
43,2% |
30,1% |
|
Nordeste |
105% |
84% |
86,3% |
80,6% |
|
Norte |
74% |
74% |
88,7% |
93,2% |
|
SIN (total) |
82% |
68% (5º menor em 96 anos) |
68,4% |
63,7% |
Expansão da Geração e Transmissão: Expansão da Geração e Transmissão DPME: A expansão verificada em fevereiro de 2026 foi de 743 MW de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, 347 km de linhas de transmissão e 1.125 MVA de capacidade de transformação. Foi destacada a entrada em operação de 581 MW do Complexo Solar Assu Sol (RN); de 96 MW da UFV Draco Solar 2 e 3 (MG) e de 58,5 MW da EOL Ventos de São Rafael 10 (RN). Para a transmissão, destaca-se a entrada em operação comercial da linha de transmissão LT 500 kV Medeiros Neto II – João Neiva 2 C-1 BA/ES, com 283 km.
Comercialização: No âmbito do monitoramento da comercialização, a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) apresentou os resultados da liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo (MCP), referente à contabilização de janeiro de 2026. O montante totalizou R$ 3,02 bilhões, dos quais R$ 2,7 bilhões (89,25%) liquidados, com R$ 499,18 milhões (18,50% do liquidado) creditados à Conta de Energia de Reserva – CONER, enquanto R$ 325,15 milhões (10,75%) permaneceram inadimplidos.
Exportação/Importação: Considerando os meses de janeiro e fevereiro de 2026, não houve exportação de energia proveniente de usinas hidrelétricas. Quanto à exportação termelétrica, em janeiro de 2026 registraram-se 151 MWmédios (112 GWh), destinados integralmente à Argentina. Em fevereiro de 2026, o montante elevou-se para 171 MWmédios (115 GWh), igualmente direcionados àquele país. Quanto à importação comercial de energia, não houve registro em janeiro. Em fevereiro de 2026, verificou-se operação de 1,0 MWmédio (0,7 GWh), proveniente da Argentina.
COP15: Sob coordenação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República – GSI/PR, foi ativado o Núcleo de Segurança das Infraestruturas Críticas – SIC para os eventos da 15ª Conferência da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres – COP15, que ocorrerá entre 23 e 29 de março de 2026, na cidade de Campo Grande/MS. Desta forma, foi destacada a necessidade do setor elétrico estar preparado para garantir segurança adicional aos padrões técnicos exigidos na operação do sistema elétrico, durante o período do evento. Assim, conforme estabelecido na Resolução CMSE nº 1, de 25 de janeiro de 2005, o CMSE deliberou aos agentes concessionários locais que tomem as providências necessárias para manter a segurança e confiabilidade do suprimento eletroenergético durante o evento.
O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (04/03) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.
*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico
Brasil
OMS e Unicef destacam avanço do Brasil em vacinação
Dados divulgados nesta terça-feira (15) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que o Brasil reduziu de forma expressiva o número crianças zero-dose, aquelas que não receberam a primeira dose da vacina com componente DTP — representada no Brasil pela pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria responsável por doenças graves, como meningite e pneumonia. Com isso, o país deixou de integrar a lista dos 20 países com o maior número dessas crianças e registrou um dos maiores avanços mundiais na recuperação da cobertura vacinal infantil.
De acordo com as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no Brasil caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024, alcançando 50 mil em 2025. O resultado representa uma redução de aproximadamente 86% em relação ao ano anterior e de quase 90% na comparação com 2023.
Segundo as estimativas, o Brasil vem melhorando a cobertura vacinal ano após ano, ao mesmo tempo em que reduz o número de crianças zero-dose. As organizações atribuem esse resultado ao aumento da cobertura vacinal e aos aprimoramentos no sistema público de registro e divulgação das informações sobre imunização, tornando os dados mais precisos e completos.
O avanço reflete o fortalecimento das ações de imunização desenvolvidas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios. Entre as estratégias adotadas estão a retoma intensificação das campanhas de vacinação, com a retomada dos dias de mobilização, a busca ativa de crianças com esquemas vacinais incompletos, a ampliação da vacinação em escolas, o fortalecimento da rede de salas de vacina, a melhoria dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o monitoramento contínuo das coberturas vacinais em todo o território nacional.
Cenário internacional
Os resultados brasileiros ocorrem em um contexto em que a recuperação da vacinação infantil ainda avança lentamente em nível mundial. Os dados da WUENIC apontam que, aproximadamente 116 milhões de crianças, o equivalente a 90% dos bebês nascidos em 2025, receberam ao menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). Já 110 milhões (85%) completaram o esquema de três doses. Apesar da melhora em relação ao ano anterior, a cobertura global permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.
O relatório estima que 13,5 milhões de crianças permaneceram sem receber a primeira dose da vacina contendo DTP em 2025, indicador utilizado internacionalmente para monitorar crianças zero-dose. Outros 7,3 milhões iniciaram o calendário vacinal, mas não concluíram o esquema recomendado. Como consequência, 57 países registraram surtos importantes de sarampo ao longo do último ano.
Entre os 195 países avaliados, apenas 30 conseguiram ampliar suas coberturas vacinais desde 2019, enquanto 65 permaneceram estagnados ou apresentaram retrocessos. O Brasil está entre os 17 países que registraram aumento superior a cinco pontos percentuais na cobertura da primeira dose da vacina contendo DTP entre 2019 e 2025 e apresentou o segundo maior crescimento no período, de 19 pontos percentuais, atrás apenas da Líbia.
Destaque nas Américas
Na Região das Américas, o Brasil apresentou desempenho superior ao observado em diversos países. Enquanto algumas nações registraram queda na cobertura da primeira dose da vacina DTP entre 2024 e 2025, o Brasil manteve a tendência de recuperação da vacinação infantil e reduziu significativamente o número de crianças zero-dose.
Em números absolutos, México (218 mil), Venezuela (185 mil), Argentina (101 mil) e Bolívia (89 mil) concentram atualmente os maiores contingentes de crianças zero-dose na região. O Brasil reduziu esse número para cerca de 50 mil crianças, resultado que reforça o processo de recuperação das coberturas vacinais no país.
As estimativas da OMS e do Unicef são elaboradas anualmente com base nos dados reportados pelos países e constituem a principal referência internacional para o acompanhamento da cobertura vacinal. As organizações ressaltam que o fortalecimento dos programas nacionais de imunização, dos sistemas de informação e das estratégias voltadas à ampliação do acesso às vacinas é fundamental para prevenir surtos de doenças imunopreveníveis e garantir a proteção da população infantil.
Vanessa Aquino e João Vitor Moura
Ministério da saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
Brasil5 dias agoTILÁPIA A PARMEGIANA
-
Paraná6 dias agoMPPR cumpre mandados de busca e apreensão em 5 municípios do Paraná e 1 do Ceará em investigação sobre corrupção e fraude à licitação em hospital de Cascavel
-
Paraná5 dias agoMinistério Público do Paraná emite recomendação administrativa com o objetivo de garantir condições adequadas de funcionamento a escola municipal em Ampére
-
Política Nacional5 dias agoInterlegis, do Senado, é premiado por Guia de Boas Práticas no Legislativo
-
Agro4 dias agoPecuária reage a exigências da União Europeia e cobra autonomia sobre uso de medicamentos
-
Política Nacional5 dias agoComissão aprova mudança em critério de divisão de ICMS para atividades agropecuárias
-
Agro4 dias agoGreening ameaça produção de 15,6 milhões de toneladas de laranja
-
Paraná5 dias agoPromotoria de Justiça de Colorado realizará atendimento descentralizado à população do distrito de Alto Alegre no dia 16 de julho, quinta-feira
