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Circulação de turistas estrangeiros aumentou 36% no primeiro trimestre no Paraná

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O Paraná registrou no primeiro trimestre deste ano a entrada de 360.397 turistas estrangeiros, o que representa um aumento de 36,3% em relação ao primeiro trimestre de 2023, quando 264.235 visitantes de ouros países vieram ao Estado. Somente no mês de março, o aumento foi de 74% – 89.266 pessoas contra 51.222 no mesmo mês do ano passado.

Os dados são de registros feitos pela Embratur, em parceria com o Ministério do Turismo (MTur) e a Polícia Federal (PF). Eles somam desembarques por vias terrestre, marítima e aérea. Segundo o levantamento, o Paraná é o 4º estado que mais recebeu turistas internacionais de janeiro a março, ficando atrás de São Paulo (657.288), Rio Grande do Sul (561.520) e Rio de Janeiro (491.587). A maioria entrou no Estado por via terrestre (344 mil).

Para o secretário estadual do Turismo (Setu), Márcio Nunes, o crescimento é reflexo de políticas públicas, como a chegada de navios de cruzeiros ao Estado, através do Porto de Paranaguá, que contaram com grande aprovação do público. De acordo com ele, os atrativos de natureza do Paraná têm chamado cada vez mais a atenção de turistas internacionais. Desde 2022, o Estado já recebeu 1,6 milhão de turistas estrangeiros.

“O Paraná possui muitas opções nesse segmento. O turismo acontece quando se cria o desenvolvimento, quando o dinheiro circula de um estado ou de um país para outro. Ou seja, no momento em que se consegue transformar atrativos naturais em geração de emprego e renda, melhorando a vida das pessoas”, disse Nunes. Ele ainda afirmou que a expectativa é ampliar o movimento nos próximos meses após as confirmações da conexão direta Curitiba – Assunção, Curitiba – Buenos Aires e Curitiba – Santiago.

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De acordo com Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná, órgão vinculado à Secretaria estadual do Turismo, os números também refletem o trabalho de aproximação com instituições que atuam com o turismo de outros países. “O aumento da vinda de espanhóis para o Paraná, por exemplo, pode ser entendido como reflexo da nossa participação na 44ª edição da Feira Internacional do Turismo (Fitur), onde conseguimos estreitar essa relação com empresas que atuam na emissão de turistas mundo afora”, disse.

PAÍSES – O Paraguai permanece na posição de país que mais enviou turistas ao Paraná nos três primeiros meses deste ano, com 165.142. Em seguida, aparecem Argentina (97.544), Estados Unidos (13.456), Chile (11.126), Reino Unido (6.002), Uruguai (5.646), Espanha (5.542), Alemanha (5.427), Coreia do Sul (4.971) e França (4.855).

Houve aumento significativo no número de turistas da Espanha (145%) e da Coreia do Sul (139%) em relação ao ano passado. Outros países que tiveram aumento no envio de turistas ao Paraná foram Estados Unidos (83%), França (81%), Reino Unido (80%) e Chile (69%).

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CRESCIMENTO MENSAL – Além de março, que teve crescimento de 74%, janeiro e fevereiro deste ano superaram, em 27%, os mesmos meses de 2023. Foram 164.530 turistas no primeiro mês deste ano, contra 129.310 em 2023. Em fevereiro o Paraná recebeu 106.601 turistas estrangeiros, contra 83.703 no ano passado

BRASIL – O Brasil, de acordo com a Embratur, registrou o melhor mês de março em relação à entrada de turistas internacionais da série histórica, iniciada em 1989. Foram 740.483 visitantes, número 1,6% maior que o recorde anterior, de 2018, antes da pandemia, quando foram contabilizadas 728.742 turistas estrangeiros. Na comparação com março de 2023, quando o Brasil recebeu 577.215 turistas de fora, o crescimento foi de 28,8%. Em comparação com março de 2019, pouco antes do início da pandemia, o crescimento foi de 21,1%.

Fonte: Governo PR

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Ponte de Guaratuba aposenta ferry boat após mais de 60 anos de travessias

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A liberação definitiva do tráfego de veículos pela Ponte de Guaratuba, na manhã deste domingo (3), significou também a aposentadoria do ferry boat que fazia a travessia da Baía de Guaratuba há mais de 60 anos. O serviço iniciou a operação na década de 1960 como uma alternativa para ligar as duas margens da baía, já que o acesso a Guaratuba só era possível por Santa Catarina ou utilizando embarcações menores apenas para pedestres.

O contrato de concessão do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) com a empresa responsável pelo serviço permanece por mais 90 dias. Com o encerramento da travessia, as áreas de entorno, que eram utilizadas para a atracagem, serão fechadas para finalização da obra. “Agora é a aposentadoria do ferry boat. Depois de mais de 60 anos ele está em condições de se aposentar porque as pessoas vão passar por cima da ponte”, disse o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti. 

O primeiro ferry boat a fazer a travessia na Baía de Guaratuba é de 1960, criado pelo governador Moisés Lupion. A embarcação, de madeira, media 27 metros de comprimento por 10 metros de largura e contava com dois motores GM de 130 cavalos. A balsa transportava 12 veículos e cerca de 100 pessoas e não comportava ônibus.

Com a construção da ponte, que tem 1.240 metros de extensão e recebeu investimento de R$ 400 milhões do Governo do Estado, as estruturas que abrigam hoje o ferry boat terão nova função. O governo planeja uma revitalização completa do local e construir um complexo náutico para fomentar o turismo no Litoral.

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HISTÓRICO – Antes da implantação do ferry boat, o acesso dos moradores de Guaratuba a Caiobá, às demais praias do Estado e também a Curitiba era muito precário. Era preciso dar a volta por Garuva, em Santa Catarina, usando uma estradinha de terra que ficava praticamente intransitável quando chovia. O asfalto só chegou em 1966. Outra opção, mais rápida, era fazer a travessia por barcos, serviço que era operado por pequenas lanchas da Empresa Balneária, ou tomar ônibus em Caiobá e Matinhos.

De acordo com o DER/PR, a primeira embarcação para o transporte de veículos foi construída pelo imigrante português João Lopes Rodrigues, com motor e material doado pelo Estado, e era semelhante às antigas caravelas portuguesas. Ela foi batizada com o nome de Ayrton Cornelsen, em homenagem ao então diretor do DER/PR.

O serviço foi aprimorado ao longo dos anos, com a modernização e ampliação no número de embarcações e melhorias também nos atracadouros. Atualmente, a travessia era feita  por seis embarcações: os ferry boats Piquiri, Guaraguaçu, Nhundiaquara e os conjugados Balsa Vitória/ Rebocador Inter XV, Balsa Grega II / Rebocador Granfino e Balsa Equip400/Rebocador Sol de Verão.

COMPLEXO NÁUTICO – A previsão é de que as obras do Complexo Náutico de Guaratuba iniciem em 2027 por meio de um contrato de concessão do terreno à iniciativa privada. O prazo de execução é de até cinco anos, mas ele poderá ser antecipado pela futura concessionária a ser contratada.

O projeto vem sendo trabalhado pela Secretaria do Estado do Planejamento (Sepl) desde o ano passado. Ele prevê a construção de um complexo com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de mais de 30 mil metros quadrados – que inclui o atual canteiro de obras da ponte –, com a maior parte destinada ao uso público.

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A marina, principal estrutura do empreendimento, contará com 303 vagas molhadas (para embarcações atracadas na baía) e 400 vagas secas (para embarcações alocadas internamente). Também está previsto estacionamento para 208 veículos, espaços de convivência, lazer e serviços, incluindo restaurantes, lojas e estrutura para eventos.

O investimento será de aproximadamente R$ 100 milhões, por meio da cessão do terreno para a instalação do futuro complexo. As obras deverão ser custeadas pela concessionária do espaço, a ser definida via processo licitatório. Também caberá à empresa vencedora a manutenção do local pelo período do contrato, com duração de 30 anos.

A licitação será feita na modalidade de concorrência pública, o que deve gerar uma economia de R$ 20 milhões para o Estado ao longo das três décadas, segundo os estudos da Sepl, além de garantir maior competitividade entre os interessados. Após a conclusão do projeto, o processo de concessão e a fiscalização do contrato serão conduzidos pela Secretaria da Infraestrutura e Logística (Seil), já que as áreas do ferry boat pertencem ao Estado e são administradas pelo DER/PR.

Fonte: Governo PR

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