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Chuvas atrasam colheita da soja 2025/26 em Goiatuba (GO), que atinge apenas 3% da área plantada

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Colheita avança lentamente devido ao excesso de chuvas

A colheita da safra 2025/26 de soja no município de Goiatuba (GO), uma das principais regiões produtoras do sul goiano, começou de forma lenta. De acordo com a Emater local, apenas 3% dos 90 mil hectares cultivados foram colhidos até o momento.

O rendimento médio inicial das lavouras está entre 3.900 e 4.200 quilos por hectare, mas as chuvas intensas têm dificultado a entrada das colheitadeiras no campo.

Chuvas acumulam 300 mm em cinco dias e devem continuar

Segundo o engenheiro-agrônomo Alceu Marques Filho, chove na região há cerca de uma semana, com acúmulo de 300 milímetros apenas nos últimos cinco dias.

A previsão indica que o tempo chuvoso deve persistir até o dia 10, quando as condições climáticas tendem a se estabilizar, permitindo a retomada dos trabalhos de colheita.

Lavouras estão em diferentes estágios de desenvolvimento

Além da área já colhida, as demais lavouras apresentam diferentes fases de desenvolvimento:

  • 20% em maturação final;
  • 60% em enchimento de grãos;
  • 20% em formação de vagens.
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A expectativa dos técnicos é que a produtividade média final supere 3.600 quilos por hectare, mantendo o padrão de rendimento da região.

Goiás amplia área plantada, mas enfrenta ritmo lento na colheita

Levantamento da Safras & Mercado indica que o plantio da safra 2025/26 de soja em Goiás alcançou 4,94 milhões de hectares, alta de 1,9% sobre os 4,85 milhões da safra anterior.

Até o dia 30 de janeiro, a colheita no estado atingia 0,5% da área, bem abaixo dos 6% registrados no mesmo período de 2024 e da média de 7% dos últimos cinco anos.

Produção estadual deve cair em 2025/26

Apesar do leve aumento na área plantada, a produção total de soja em Goiás deve cair 3,1% na safra 2025/26, totalizando 19,17 milhões de toneladas, contra 19,78 milhões de toneladas no ciclo anterior.

O rendimento médio das lavouras também tende a recuar, passando de 4.100 para 3.900 quilos por hectare, conforme estimativas da Safras & Mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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