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Chuvas abrem janela ideal para o plantio de pastagens: veja orientações da Embrapa

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Início das chuvas marca o período ideal para o plantio

Com o retorno das chuvas, produtores rurais devem aproveitar a janela climática para garantir boa germinação e desenvolvimento das sementes forrageiras. De acordo com especialistas da Embrapa Gado de Corte, de Campo Grande (MS), o sucesso da formação de pastagens depende de um planejamento técnico cuidadoso, que envolve a escolha da espécie, o preparo do solo e o manejo correto no primeiro pastejo.

Escolha da forrageira deve considerar clima, solo e finalidade

Segundo a Embrapa, a seleção da espécie de capim deve levar em conta fatores como características de solo e clima da propriedade, necessidades do rebanho, finalidade da pastagem (pastejo, feno, silagem ou feno em pé) e nível de intensificação produtiva desejado.

A adaptação da planta às condições locais é essencial para garantir vigor inicial, longevidade da pastagem e sustentabilidade do sistema.

O zootecnista Haroldo Pires de Queiroz, da Embrapa, recomenda o uso do aplicativo Pasto Certo, ferramenta gratuita que auxilia o produtor na comparação entre cultivares, dimensionamento de piquetes e cálculo da quantidade de sementes.

“Produzir com eficiência começa pela compatibilidade entre a planta e as condições ambientais do local”, destaca Queiroz.

Preparo do solo e análise química são etapas fundamentais

Antes do plantio, é essencial realizar uma análise detalhada do solo para identificar necessidades de calagem e adubação. O especialista explica que a coleta deve incluir amostras representativas da área, avaliando pH, níveis de cálcio, magnésio, fósforo, potássio e matéria orgânica.

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Esses dados orientam o tipo de preparo — seja descompactação, correção química ou nivelamento —, contribuindo para um solo mais fértil e com melhores condições de germinação.

Monitoramento climático garante melhores resultados

O acompanhamento de dados meteorológicos confiáveis é outro ponto essencial para o sucesso do plantio. Queiroz recomenda o uso do Boletim Agroclimático Mensal do INMET e das Normais Climatológicas (1991–2020), que indicam as médias de chuva por região.

A regularidade das chuvas deve ser observada antes do início da semeadura, evitando falhas na germinação.

Profundidade e qualidade das sementes fazem diferença

Cada cultivar apresenta exigências específicas de plantio. O técnico alerta que sementes plantadas muito profundamente podem ter dificuldade de emergência, enquanto o plantio raso aumenta as perdas por ressecamento.

A quantidade de sementes deve respeitar o peso e o grau de pureza, garantindo densidade adequada de plantas. Outro ponto essencial é utilizar sementes certificadas, com alto valor cultural e procedência comprovada, assegurando a qualidade da pastagem.

Primeiro pastejo define a uniformidade da pastagem

De acordo com Queiroz, o primeiro pastejo tem papel determinante na uniformidade da cobertura vegetal.

“Esse manejo permite que as plantas cresçam em ritmo semelhante, acelerando a cobertura do solo e reduzindo a competição entre indivíduos”, explica.

Além disso, o primeiro pastejo evita o acamamento do capim, melhora a entrada de luz e estimula o perfilhamento, resultando em pastagens mais densas, resistentes ao pisoteio e com maior capacidade de rebrota.

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Materiais e cursos da Embrapa auxiliam produtores

Para quem deseja aprofundar o conhecimento sobre o tema, Queiroz indica as publicações “Passo a passo para a boa formação de uma pastagem”, “Principais cuidados na formação de pastagens” e “Formação e manejo de pastagens”.

A Embrapa também oferece o curso gratuito “Fazendo Certo: a escolha da forrageira”, disponível na plataforma de capacitação online e-Campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do boi gordo perde força antes do Dia das Mães e mercado aponta acomodação da arroba

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O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em ritmo mais lento e com sinais de acomodação nos preços, mesmo diante da proximidade do Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o consumo de carnes no Brasil. O cenário reflete uma combinação de demanda doméstica moderada, maior competitividade das proteínas concorrentes e cautela das indústrias frigoríficas nas compras de animais para abate.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, frigoríficos de estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais tentaram alongar escalas de abate com ofertas em patamares mais baixos. Em contrapartida, em Mato Grosso houve encurtamento das escalas, levando parte da indústria local a reajustar preços para garantir abastecimento.

Mercado acompanha limite da cota chinesa

Além do comportamento do consumo interno, o setor pecuário monitora com atenção a evolução da cota de exportação de carne bovina para a China. A expectativa é de que o limite atual seja atingido em meados de junho, o que aumenta as incertezas sobre o ritmo dos embarques brasileiros durante o terceiro trimestre de 2026.

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira e qualquer alteração no fluxo de exportações tende a impactar diretamente a formação de preços da arroba no mercado doméstico.

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Preço da arroba do boi gordo por estado

Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram estabilidade na maior parte das praças pecuárias monitoradas até o dia 7 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00 por arroba, queda de 2,78% frente aos R$ 360,00 da semana anterior;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340,00 por arroba, recuo de 1,45%;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00 por arroba, estável;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00 por arroba, sem alterações;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 por arroba, estável;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 por arroba, sem mudanças em relação ao mês anterior.
Carne bovina perde competitividade no atacado

No mercado atacadista, os preços também apresentaram acomodação, mesmo em um período tradicionalmente favorável ao consumo, impulsionado pela entrada dos salários e pelas compras relacionadas ao Dia das Mães.

Segundo Iglesias, os atuais níveis de preços da carne bovina limitam novas altas mais intensas, já que parte da população encontra dificuldade para absorver reajustes adicionais no varejo.

A carne bovina continua perdendo competitividade frente às proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango, que segue ganhando espaço no consumo doméstico.

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Os cortes bovinos registraram os seguintes preços médios na semana:

  • Quarto do dianteiro: R$ 23,00 por quilo, queda de 2,13%;
  • Cortes do traseiro: R$ 28,00 por quilo, recuo de 1,75%.
Exportações de carne bovina seguem fortes em abril

Apesar da acomodação do mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo robusto.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 251,944 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em abril, considerando 20 dias úteis.

A receita obtida pelo país somou US$ 1,572 bilhão, com média diária de US$ 78,625 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.241,50.

Na comparação com abril de 2025, os números mostram:

  • Alta de 29,4% na receita média diária;
  • Crescimento de 4,3% no volume médio diário embarcado;
  • Avanço de 24,1% no preço médio da tonelada.

O desempenho das exportações segue sendo um dos principais fatores de sustentação para o setor pecuário brasileiro, especialmente em um momento de maior cautela no consumo doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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