Connect with us


Agro

Chuvas abrem janela ideal para o plantio de pastagens: veja orientações da Embrapa

Publicado em

Início das chuvas marca o período ideal para o plantio

Com o retorno das chuvas, produtores rurais devem aproveitar a janela climática para garantir boa germinação e desenvolvimento das sementes forrageiras. De acordo com especialistas da Embrapa Gado de Corte, de Campo Grande (MS), o sucesso da formação de pastagens depende de um planejamento técnico cuidadoso, que envolve a escolha da espécie, o preparo do solo e o manejo correto no primeiro pastejo.

Escolha da forrageira deve considerar clima, solo e finalidade

Segundo a Embrapa, a seleção da espécie de capim deve levar em conta fatores como características de solo e clima da propriedade, necessidades do rebanho, finalidade da pastagem (pastejo, feno, silagem ou feno em pé) e nível de intensificação produtiva desejado.

A adaptação da planta às condições locais é essencial para garantir vigor inicial, longevidade da pastagem e sustentabilidade do sistema.

O zootecnista Haroldo Pires de Queiroz, da Embrapa, recomenda o uso do aplicativo Pasto Certo, ferramenta gratuita que auxilia o produtor na comparação entre cultivares, dimensionamento de piquetes e cálculo da quantidade de sementes.

“Produzir com eficiência começa pela compatibilidade entre a planta e as condições ambientais do local”, destaca Queiroz.

Preparo do solo e análise química são etapas fundamentais

Antes do plantio, é essencial realizar uma análise detalhada do solo para identificar necessidades de calagem e adubação. O especialista explica que a coleta deve incluir amostras representativas da área, avaliando pH, níveis de cálcio, magnésio, fósforo, potássio e matéria orgânica.

Leia mais:  Fim da alíquota zero de PIS/Cofins encarece insumos e pressiona custos de produção no agronegócio em 2026

Esses dados orientam o tipo de preparo — seja descompactação, correção química ou nivelamento —, contribuindo para um solo mais fértil e com melhores condições de germinação.

Monitoramento climático garante melhores resultados

O acompanhamento de dados meteorológicos confiáveis é outro ponto essencial para o sucesso do plantio. Queiroz recomenda o uso do Boletim Agroclimático Mensal do INMET e das Normais Climatológicas (1991–2020), que indicam as médias de chuva por região.

A regularidade das chuvas deve ser observada antes do início da semeadura, evitando falhas na germinação.

Profundidade e qualidade das sementes fazem diferença

Cada cultivar apresenta exigências específicas de plantio. O técnico alerta que sementes plantadas muito profundamente podem ter dificuldade de emergência, enquanto o plantio raso aumenta as perdas por ressecamento.

A quantidade de sementes deve respeitar o peso e o grau de pureza, garantindo densidade adequada de plantas. Outro ponto essencial é utilizar sementes certificadas, com alto valor cultural e procedência comprovada, assegurando a qualidade da pastagem.

Primeiro pastejo define a uniformidade da pastagem

De acordo com Queiroz, o primeiro pastejo tem papel determinante na uniformidade da cobertura vegetal.

“Esse manejo permite que as plantas cresçam em ritmo semelhante, acelerando a cobertura do solo e reduzindo a competição entre indivíduos”, explica.

Além disso, o primeiro pastejo evita o acamamento do capim, melhora a entrada de luz e estimula o perfilhamento, resultando em pastagens mais densas, resistentes ao pisoteio e com maior capacidade de rebrota.

Leia mais:  Mastite em Vacas Leiteiras: Manejo e Higiene Deficientes Elevam Riscos e Prejuízos
Materiais e cursos da Embrapa auxiliam produtores

Para quem deseja aprofundar o conhecimento sobre o tema, Queiroz indica as publicações “Passo a passo para a boa formação de uma pastagem”, “Principais cuidados na formação de pastagens” e “Formação e manejo de pastagens”.

A Embrapa também oferece o curso gratuito “Fazendo Certo: a escolha da forrageira”, disponível na plataforma de capacitação online e-Campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

Published

on

A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

Leia mais:  Agrishow 2026 registra R$ 11,4 bilhões em negócios e queda de 22% reflete cenário desafiador do agro

A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

Leia mais:  Brasil apresenta avanços em transparência e sustentabilidade do café em evento sobre o EUDR na Colômbia

Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262