Paraná
CGE intensifica contato com estudantes para desenvolver o exercício diário da cidadania
O Programa CGE Itinerante, da Controladoria-Geral do Estado (CGE), começou um trabalho voltado aos estudantes de escolas públicas. A proposta, nesta fase, é orientar alunos, principalmente do ensino médio, sobre os instrumentos de controle da administração pública, como Portal da Transparência e Ouvidoria. Está prevista ampliação da abordagem, com campanhas para melhorar as relações interpessoais no ambiente escolar.
Em uma semana, a equipe foi a oito escolas em cidades diferentes de três Núcleos Regionais de Educação. Participaram dos encontros 164 estudantes e 169 pais ou responsáveis. São convidados os integrantes do grêmio estudantil e representantes de turma, que serão multiplicadores das informações na comunidade escolar.
Eles recebem orientação sobre como acessar e buscar informações relacionadas à escola dentro do Portal da Transparência e como questionar o Governo do Estado, caso não concorde com alguma ação.
“Estamos fortalecendo esse direito nos jovens, para que se tornem cidadãos mais conscientes de seus papéis na vida em sociedade e participativos nas decisões da administração pública. Na próxima fase, vamos abordar também outros assuntos, como bullying e as relações humanas dentro da escola”, afirmou a controladora-geral do Estado, Luciana Silva.
ATRIBUIÇÕES – A Constituição e a Lei de Acesso à Informação preveem o controle da sociedade sobre a gestão pública. A iniciativa que tem o intuito de reforçar este direito junto aos estudantes é da Coordenadoria de Transparência e Controle Social, que coordena o programa em parceria com a Coordenadoria de Ouvidoria. Matheus Gruber, coordenador de Transparência, destacou que o incentivo ao controle social faz parte das atribuições delegadas à CGE.
Até então, o Programa CGE Itinerante fazia entrevistas com usuários de serviços públicos estaduais, para que eles avaliassem o atendimento a suas necessidades. O controle social é instrumento para a administração pública examinar suas ações e programas e, se for o caso, adotar novas estratégias para melhor atendera a população.
“Quem mais sabe identificar falhas e melhorar serviços é quem faz uso deles. Por isso, o CGE Itinerante promove pesquisas de satisfação com quem acabou de ser atendido, e agora começa nova fase para estimular os estudantes a se envolverem com a gestão”, comentou Gruber.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR ajuíza ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra vereadora de Matinhos e seu esposo, investigados pela prática de “rachadinha”
No Litoral do estado, o Ministério Público do Paraná ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra uma vereadora de Matinhos e seu esposo, investigados pela possível prática de “rachadinha”. Eles teriam exigido de assessores ocupantes de cargos em comissão lotados no gabinete da parlamentar valores referentes a diárias pagas pela Câmara Municipal a pretexto de participação em cursos e atividades na capital.
Os fatos apurados teriam ocorrido entre 2025 e 2026. Pelos mesmos delitos, a vereadora e seu esposo já foram denunciados pelo crime de concussão (quando um agente público exige vantagem indevida em razão do cargo que exerce), e a ação penal já foi recebida pelo Judiciário. (Processo 0002180-03.2026.8.16.0116).
Coação – As investigações tiveram início a partir de representação feita por uma assessora da vereadora, que seria uma das vítimas da prática criminosa. De acordo com o apurado, os assessores eram coagidos a solicitar à Câmara Municipal o pagamento de diárias para a realização de cursos em Curitiba, devendo entregar à parlamentar, em dinheiro ou por Pix, o saldo remanescente (os valores restantes das diárias que não foram utilizadas para o custeio de despesas pessoais e que deveriam ser devolvidos aos cofres da Câmara).
A maior parte das cobranças era feita em reuniões na residência da vereadora e de seu marido, para as quais os assessores eram convocados e orientados a deixarem seus celulares do lado de fora do ambiente.
Além da condenação dos dois por ato de improbidade administrativa, a Promotoria de Justiça requer o imediato afastamento do cargo da vereadora e a decretação da indisponibilidade de bens de ambos no montante de R$ 45.299,64, valor equivalente ao enriquecimento ilícito supostamente obtido pelos investigados.
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Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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