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Agro

Centro-Sul amplia moagem de cana e vendas de etanol em janeiro, aponta Unica

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Moagem de cana cresce 154% no Centro-Sul em janeiro

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) divulgou que as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 608,93 mil toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de janeiro da safra 2025/26 (abril a março). O volume representa alta de 154,39% em comparação ao mesmo período do ciclo anterior, quando foram moídas 239 mil toneladas.

Durante o período, 22 usinas estavam em operação, sendo quatro dedicadas exclusivamente à cana, dez voltadas ao etanol de milho e oito unidades flex. No mesmo intervalo da safra 2024/25, 19 unidades estavam ativas.

Produção de açúcar recua mais de 36%

Mesmo com o avanço da moagem, a produção de açúcar apresentou retração na quinzena. Foram produzidas 5 mil toneladas, uma queda de 36,31% em relação às 7 mil toneladas registradas no mesmo período da safra anterior.

A redução é reflexo da maior destinação da cana para o etanol, comportamento típico do período de entressafra da cana-de-açúcar.

Etanol mantém ritmo de alta com destaque para o hidratado

A fabricação total de etanol no Centro-Sul atingiu 439,44 milhões de litros na segunda metade de janeiro. Desse total, 255,83 milhões de litros foram de etanol hidratado, crescimento de 7,59%, e 183,61 milhões de litros de etanol anidro, avanço de 11,81% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

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As vendas internas de etanol hidratado alcançaram 1,60 bilhão de litros, reforçando o bom desempenho do biocombustível no mercado doméstico.

Etanol de milho ganha espaço e responde por mais de 90% da produção

A produção a partir do milho segue em expansão e representou 90,67% do total de etanol fabricado na segunda quinzena de janeiro. Foram 398,45 milhões de litros, frente aos 387,67 milhões registrados no mesmo intervalo da safra 2024/25 — um aumento de 2,78%.

O dado confirma o avanço do modelo híbrido de produção (cana e milho), que tem garantido maior regularidade na oferta de etanol ao longo do ano.

Qualidade da cana registra leve queda no ATR

O Açúcar Total Recuperável (ATR), indicador de qualidade da cana, foi de 121,18 kg por tonelada na segunda quinzena de janeiro, inferior aos 136,25 kg/t observados no mesmo período da safra passada — uma redução de 11,06%.

Na quinzena, 93,37% da cana processada teve como destino a produção de etanol, reforçando o foco do setor no biocombustível neste início de temporada.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mercado de trigo mantém preços firmes no Brasil em maio apesar da baixa liquidez nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o mês de maio com ritmo lento de negociações, mas com preços sustentados pela escassez de produto disponível nas principais regiões produtoras do país. A restrição de oferta, especialmente de trigo com padrão de qualidade adequado para moagem, limitou movimentos de baixa e manteve vendedores firmes ao longo do período.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, mesmo diante de compradores mais cautelosos e com dificuldades para repassar custos ao mercado de farinha e farelo, a oferta reduzida continuou sendo o principal fator de sustentação das cotações.

Segundo ele, o mercado permaneceu seletivo, mas sem pressão consistente para recuos nos preços. A disponibilidade limitada de trigo panificável foi determinante para manter o equilíbrio entre oferta e demanda.

Paraná registra valorização de 2% em maio

No Paraná, principal referência da formação de preços do trigo no mercado interno, a média FOB interior fechou maio em R$ 1.430 por tonelada, acumulando valorização de 2% no mês.

Nos últimos dias de maio, as cotações apresentaram estabilidade, refletindo um ambiente mais acomodado, embora ainda sustentado pela baixa disponibilidade de cereal no mercado físico.

No acumulado de 2026, os preços do trigo no estado avançam 22%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, a valorização chega a 2%.

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Apesar da baixa fluidez nos negócios, o mercado paranaense consolidou uma recuperação importante ao longo do ano, apoiado principalmente pela restrição de oferta e pela busca dos moinhos por matéria-prima de melhor qualidade.

Rio Grande do Sul tem alta mais intensa e mercado segue pouco líquido

No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais expressivo durante maio. A média FOB interior subiu 5% no mês, encerrando o período em R$ 1.360 por tonelada.

A firmeza das cotações também foi observada na reta final do mês, com negócios pontuais realizados em patamares mais elevados e maior resistência por parte dos vendedores.

Segundo Bento, o mercado gaúcho continua operando com baixa liquidez, mas o encurtamento da oferta disponível e o escalonamento dos preços conforme os prazos de pagamento reforçaram a sustentação das referências internas.

Em 2026, o trigo gaúcho já acumula valorização de 32%, enquanto o avanço frente ao mesmo período de 2025 é de 5%.

Trigo argentino segue sustentando mercado brasileiro

No cenário internacional, a Argentina — principal fornecedora de trigo ao Brasil e referência importante para a formação da paridade de importação — encerrou maio com preços estáveis em US$ 250 por tonelada.

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Mesmo sem variações no mês, o cereal argentino acumula alta de 11% em 2026 e avanço de 4% na comparação anual.

Para o analista, o comportamento do mercado externo mostra que o custo de reposição via Mercosul continua acima dos níveis observados no início do ano, fator que segue oferecendo sustentação ao mercado brasileiro.

Além disso, a qualidade do trigo argentino permanece como variável estratégica para os moinhos nacionais, especialmente diante da necessidade de abastecimento com cereal panificável de melhor padrão.

Mercado de trigo segue atento à oferta e à qualidade do cereal

Com estoques internos mais ajustados e compradores priorizando lotes de melhor qualidade, o mercado brasileiro de trigo deve continuar operando com viés firme no curto prazo.

A combinação entre oferta restrita, custos elevados de importação e necessidade de trigo de padrão superior para moagem segue limitando pressões baixistas, mesmo em um ambiente de comercialização ainda lenta no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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