Educação
Ceará acompanha avanço do ensino médio público
Mais estudantes do Ceará estão avançando e concluindo o ensino médio na rede pública. Entre 2022 e 2025, a taxa de abandono escolar no estado caiu de 3% para 1,5%, enquanto a reprovação recuou de 0,6% para 1%. No mesmo período, o indicador que mede o atraso escolar foi reduzido de 18% para 11,8%, evidenciando avanços na permanência e na trajetória escolar dos estudantes.
Os dados fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), e divulgada nesta sexta-feira, 26 de junho.
Brasil – Entre 2022 e 2025, a reprovação no ensino médio público caiu 62% no país, o abandono escolar diminuiu 61% e a distorção idade-série, indicador que mede o atraso escolar, foi reduzida em 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação cresceu 11%, evidenciando avanços na permanência e no sucesso escolar dos estudantes.
Os novos dados do Censo Escolar 2025 permitem calcular as taxas de rendimento escolar. Todos os indicadores apontam uma trajetória de melhoria do ensino médio público observada desde 2023, período em que o MEC ampliou e implementou programas estruturantes, como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além de avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O Pé-de-Meia, lançado no início de 2024, é outra política que está contribuindo para a evolução dos indicadores educacionais. Com 489.722 estudantes do Ceará beneficiados desde a criação do programa, 49,7% são do sexo feminino e 50,3%, do sexo masculino.
“Os resultados demonstram que mais estudantes estão conseguindo permanecer na escola, avançar de série e concluir seus estudos no tempo adequado. O cenário reflete uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência, à aprendizagem e ao aprimoramento das condições de oferta da educação básica. Observamos, ainda, uma melhoria simultânea nos indicadores de abandono, repetência e atraso escolar no Brasil”, afirma o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Outros importantes indicadores educacionais também mostram progresso no ensino médio da rede pública. O Enem registrou aumento de 46% nas inscrições realizadas por concluintes de escolas públicas, de 2022 a 2025.
Além disso, nesse período, mais estudantes têm conseguido permanecer no ensino médio. “Um resultado novo, produzido pelo Inep, observa o que aconteceu com os estudantes que deveriam voltar à escola no ano seguinte e indica que a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28% entre 2022 e 2025, o que significa que mais jovens permaneceram estudando. Esse avanço faz bastante diferença: se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio – ou seja, um número muito grande de jovens que poderia estar fora da escola seguiu estudando”, explica Manuel Palacios, presidente do Inep.
Pnad – Dados apurados por outras instituições de pesquisa também corroboram a melhoria no ensino médio da rede pública. Mais estudantes estão em sala de aula, conforme os dados da Pnad Contínua Educação 2025, recentemente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Houve aumento na taxa ajustada de frequência escolar líquida entre os jovens, que passou de 76,8% em 2024 para 80,6% em 2025, o maior valor da série histórica desde 2016.
Com isso, de 2024 a 2025, a proporção de jovens de 15 a 17 anos fora do ensino médio caiu de 23,2% para 19,4%. A redução equivale a 16,3%, registrada em apenas um ano, e supera a observada nos quatro anos anteriores. De 2019 a 2022, a proporção de jovens fora do ensino médio caiu de 28,6% para 24,7%, ou seja, uma queda de 13% em quatro anos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
Educação
EPT: 117 anos transformando futuros
Há 117 anos, a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) faz parte da história do Brasil. Criada a partir das 19 escolas de aprendizes e artífices, instituídas em 23 de setembro de 1909, durante o governo do presidente Nilo Peçanha, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica acompanhou as transformações do país e ampliou sua atuação para diferentes territórios, públicos e áreas de conhecimento.
A data, que marca o início dessa trajetória, também é celebrada como o Dia Nacional da Educação Profissional e Tecnológica. Mais do que lembrar a criação das primeiras escolas, 23 de setembro representa a evolução de uma política educacional que hoje articula formação profissional, ciência, tecnologia, pesquisa, extensão e inovação.
A EPT está presente tanto na educação básica quanto na superior. Ao total, são 3,1 milhões de matrículas na educação profissional técnica de nível médio, segundo o Censo Escolar da Educação Básica, e cerca de 2 milhões de estudantes em cursos tecnológicos de graduação, conforme o Censo da Educação Superior. A oferta é realizada pelas redes federal, estaduais, distrital e municipais, pelos sistemas nacionais de aprendizagem e por instituições privadas de educação superior. A expansão e a qualidade na oferta da EPT contemplam os objetivos 12 e 13 do novo Plano Nacional de Educação (PNE).
Para o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Marcelo Bregagnoli, uma das características da modalidade é justamente sua capacidade de aproximar a formação às necessidades de cada território.
“A educação profissional e tecnológica tem esta característica: olhar para os arranjos produtivos e sociais locais e para as demandas que existem no território. Com isso, ela contribui para o desenvolvimento, para a geração de emprego e renda e para a melhoria da qualidade de vida”.
Institutos Federais – Essa trajetória ganhou um novo marco em 2008, por meio da Lei nº 11.892, que instituiu a Rede Federal e criou os institutos federais. Assim, a formação passou a ser desenvolvida de forma integral, articulando ensino, pesquisa, extensão e inovação, além de levar cursos gratuitos para estudantes de todos estados do país. Destaca-se ainda que o carro-chefe dos institutos federais são os cursos técnicos integrados ao ensino médio.
Atualmente, a Rede Federal conta com 755 unidades, entre campi e polos de inovação. Em cada território, os cursos assumem características próprias, sintonizados com os arranjos sociais e econômicos de cada região.
Inserção na comunidade – Um exemplo pode ser encontrado no Instituto Federal de Brasília (IFB), no Campus Estrutural. Ali, estudantes do curso técnico integrado em meio ambiente participam de pesquisas, ações de extensão e projetos que relacionam o conhecimento aprendido em sala de aula aos desafios da comunidade.
A estudante Francielly Pereira, de 17 anos, descobriu essa dimensão da formação ao participar de um projeto de pesquisa sobre resíduos sólidos. A experiência levou à criação do Zerocast, iniciativa de comunicação voltada à divulgação de conteúdos sobre sustentabilidade e gestão de resíduos.
“Eu percebi que aquilo que a gente aprende pode realmente fazer uma diferença, pode contribuir para um mundo melhor”, conta Francielly, que cursa o técnico integrado em Meio Ambiente.
A experiência representa uma das possibilidades oferecidas pela EPT: aprender uma profissão sem deixar de desenvolver pesquisa, pensamento crítico e participação social.
Para a professora Adrielen Moraes, do Campus Estrutural (IFB), a integração entre formação e realidade é fundamental para esse processo. Segundo ela, os projetos permitem que os estudantes deixem de ser apenas receptores do conhecimento e passem a atuar na identificação de problemas e na construção de soluções.
“Eles chegam aqui muitas vezes inseguros e saem com um diploma, envolvidos com ciência, pesquisa, esporte, música, cultura. Saem prontos para serem protagonistas”, afirma.
Uma rede que se transforma com o país – Ao longo de mais de um século, a Rede Federal passou por diferentes momentos e se adaptou às necessidades de uma sociedade em transformação. Hoje, o desafio continua sendo fazer com que a educação acompanhe as mudanças do mundo do trabalho, incorpore novas tecnologias e, ao mesmo tempo, permaneça conectada às pessoas e aos territórios.
Dos primeiros 19 estabelecimentos criados em 1909 até as quase 800 unidades atuais, são 117 anos de uma história construída por estudantes, professores, técnicos, pesquisadores e comunidades de todas as regiões do Brasil. Uma história que continua em movimento e que, a cada nova geração formada, transforma conhecimento em possibilidades de futuro.
Ingresso – O acesso à educação profissional e tecnológica pode ocorrer por meio de diferentes formas de seleção, de acordo com a instituição, o curso e o nível de ensino. A oferta é realizada pelas redes federal, estaduais, distrital e municipais, pelos sistemas nacionais de aprendizagem e por instituições privadas de educação superior.
Na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que reúne institutos federais, Cefets, escolas técnicas vinculadas a universidades federais, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná e o Colégio Pedro II, o acesso ocorre conforme os critérios definidos por cada instituição e divulgados em edital. São ofertados cursos de qualificação profissional, técnicos de nível médio e de graduação, com possibilidades de ingresso por processos seletivos próprios e, no caso da educação superior, também pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), conforme as regras estabelecidas para cada instituição e curso.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec
Fonte: Ministério da Educação
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