Paraná
CBHs Litorânea, Rio Tibagi e Baixo Iguaçu debatem a gestão da água no Paraná
Três Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) do Paraná têm reuniões agendadas para debater questões importantes sobre a gestão hídrica do Estado na próxima semana. O encontro do CBH Litorânea ocorre na terça-feira (13), a partir das 10 horas. Na quarta-feira (14), às 13h30, é a vez do CBH do Rio Tibagi. Fechando a programação, na quinta-feira (15), às 9 horas, acontece a reunião do CBH dos Afluentes do Baixo Iguaçu.
As ações integram o plano de trabalho da Diretoria de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do Instituto Água e Terra (IAT), órgão gestor do Sistema Estadual de Recursos Hídricos, que atua como Secretaria Executiva e oferece suporte técnico e financeiro aos comitês. Para mais informações sobre os CBHs e suas agendas, acesse www.iat.pr.gov.br na aba “Gestão das Águas”.
LITORÂNEA – A 13ª Reunião Extraordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica Litorânea será na terça-feira (13), às 10 horas. Entre os principais pontos da pauta estão a posse dos novos representantes para o mandato 2026–2030 e a apresentação do edital de convocação para inscrição e eleição da Mesa Diretora do Comitê para o mesmo período. O encontro será por videoconferência e contará com transmissão ao vivo pelo YouTube, aberta ao público interessado.
RIO TIBAGI – A 46ª Reunião Ordinária, na quarta-feira (14), às 13h30, ocorre de forma presencial, no Centro de Convivência da Pessoa Idosa, da Criança e do Adolescente Apoliane Daniele Sovinski, na Avenida Francisco Siqueira Kortz, 471, São Cristóvão, em Imbaú.
A pauta contempla o planejamento das atividades do comitê, incluindo o acompanhamento das ações de diferentes conselhos e dos grupos de trabalho de Regimento Interno e Plano de Bacia, além da aprovação do relatório de atividades de 2026 e do plano de trabalho de 2027.
O escopo de atuação do CBH abrange toda a extensão da Bacia do Rio Tibagi, totalizando uma área de 24.711 km², que engloba total ou parcialmente 57 municípios.
AFLUENTES DO BAIXO IGUAÇU – A 13ª Reunião Ordinária do CBH Afluentes do Baixo Iguaçu está prevista para a quinta-feira (15), às 9 horas. Na pauta estão a apreciação do relatório de atividades 2026, do plano de trabalho 2027 e a deliberação do reenquadramento do trecho do Rio Dois Vizinhos. O encontro terá transmissão ao vivo pelo canal do YouTube Comitês de Bacias Hidrográficas do Paraná.
O comitê abrange total ou parcialmente 72 municípios do Paraná e desempenha um papel estratégico na governança dos recursos hídricos da região.
GESTÃO DA ÁGUA – Os CBHs são órgãos colegiados com atribuições normativas, deliberativas e consultivas, vinculados ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH/PR), e têm o objetivo de contribuir para a aplicação da Política Estadual de Recursos Hídricos na sua área de atuação, a fim de garantir o controle social da gestão das águas, conforme estabelecido pela Lei Estadual 12.726/1999 e Decreto Estadual nº 9.130/2010.
Eles são constituídos por representantes do Poder Público, setores usuários de águas e sociedade civil, os quais compartilham responsabilidades na gestão dos recursos hídricos.
Fonte: Governo PR
Paraná
Paraná organiza atendimento a pessoas com obesidade e registra 9.287 cirurgias bariátricas desde 2022
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) organiza o atendimento às pessoas com sobrepeso e obesidade por meio da Linha de Cuidado, que integra a Atenção Primária à Saúde (APS), a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) e a Atenção Hospitalar. De 2022 a julho de 2026, o Paraná realizou 9.287 cirurgias bariátricas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a segunda maior produção do país, atrás apenas de São Paulo, com 9.367 procedimentos.
A obesidade é uma doença crônica e multifatorial que exige acompanhamento contínuo. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde, apontam que, em 2026, 73% dos adultos paranaenses com peso e altura aferidos nas unidades de saúde estavam acima do peso, sendo que 34,8% apresentaram sobrepeso e 38,2% algum grau de obesidade. Os números reforçam a importância da prevenção e do cuidado, especialmente no Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro.
“A obesidade é uma doença crônica e precisa ser tratada com cuidado contínuo, acolhimento e acompanhamento multiprofissional. O SUS deve garantir que cada pessoa seja atendida no ponto adequado da rede, com critérios claros e acesso regulado aos serviços de maior complexidade”, afirma o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
ATENDIMENTO NA REDE PÚBLICA — A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a porta de entrada do tratamento. Nela, as equipes avaliam o estado nutricional, investigam doenças associadas e identificam hábitos e fatores que influenciam o ganho de peso. O acompanhamento pode incluir consultas médicas e de enfermagem, orientação nutricional, apoio psicológico, atividade física, fisioterapia e ações individuais e coletivas de autocuidado.
De 2022 a agosto de 2026, a Atenção Primária do Paraná fez mais de 930 mil atendimentos individuais para tratamento de pessoas com obesidade, além das atividades coletivas.
CUIDADO COMPARTILHADO — O atendimento é definido conforme a condição clínica e as necessidades de cada pessoa. Casos de obesidade graus I e II sem comorbidades permanecem sob acompanhamento da APS. Quando há maior complexidade, como índice de massa corporal (IMC) entre 35 e 39,9 kg/m² com comorbidades descompensadas ou IMC igual ou superior a 40 kg/m², o cuidado pode ser compartilhado com a Atenção Ambulatorial Especializada, conforme avaliação clínica e após esgotadas as possibilidades terapêuticas na atenção primária.
Para pessoas com IMC igual ou superior a 50 kg/m², o acompanhamento pode envolver também a Atenção Hospitalar. A AAE complementa o plano terapêutico, oferece atendimento multiprofissional e avalia possíveis indicações de cirurgia bariátrica, com encaminhamento para hospitais habilitados.
A orienta um tratamento individualizado e contínuo, com incentivo à alimentação saudável, à atividade física, ao suporte psicológico e ao controle das doenças associadas.
CIRURGIA BARIÁTRICA — A cirurgia é um recurso complementar ao tratamento clínico e depende de avaliação multiprofissional e do cumprimento dos critérios previstos nos protocolos do SUS. Antes do procedimento, o paciente passa por avaliações clínicas, nutricionais, psicológicas e de outras especialidades, conforme a necessidade individual.
O Paraná realizou 1.563 cirurgias em 2022, 1.884 em 2023, 2.093 em 2024, 2.371 em 2025 e 1.376 até julho de 2026, totalizando 9.287 procedimentos no período. Segundo o Sistema Estadual de Regulação, até setembro de 2026, 725 pessoas aguardavam a cirurgia. O tempo médio entre a autorização e o procedimento é de 71 dias.
Após a cirurgia, o acompanhamento multiprofissional continua por 18 meses, com monitoramento do estado nutricional, das condições clínicas e da evolução das comorbidades. Depois desse período, o cuidado segue na Atenção Primária.
Atualmente, o Paraná conta com 19 hospitais habilitados pelo SUS para realizar cirurgias bariátricas, distribuídos por todas as macrorregiões de saúde. O encaminhamento ocorre conforme os fluxos regionais de regulação e a disponibilidade dos serviços.
Fonte: Governo PR
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