Paraná
CastraPet retorna à Ilha do Mel com mutirão extra de castração de cães e gatos
A Ilha do Mel, em Paranaguá, no Litoral, vai receber pela segunda vez o Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos (CastraPet Paraná), ação coordenada pelo Instituto Água e Terra (IAT). A edição extra do projeto ocorre nos dias 13 (sábado), em Encantadas, e 14 (domingo), em Brasília. Os atendimentos são exclusivos para cães e gatos de moradores da comunidade, de organizações da sociedade civil ou de protetores independentes. A expectativa é castrar pelo menos 200 animais.
As inscrições para participar do mutirão estão abertas e podem ser feitas nos escritórios da Unidade de Administração da Ilha do Mel (Unadim), órgão vinculado ao Governo do Estado, de Brasília e Encantadas, até quinta-feira (11), entre 9h e 17h.
A intervenção, explica a coordenadora do CastraPet Paraná, Girlene Jacob, é uma medida importante para controle populacional e a saúde dos pets. Além da castração, os animais são microchipados e receberão medicação pós-operatório, sem custo para o tutor. “A castração é essencial para a qualidade de vida do animal, trazendo para ele maior expectativa de vida, redução de riscos de câncer, infecções e comportamento mais calmo e menos agressivo”, diz a médica veterinária.
Paralelamente, o IAT, em conjunto com a secretaria do Meio Ambiente local e ONGs especializadas, organiza um mutirão para a captura de animais errantes, aqueles que se encontram em locais públicos sem o acompanhamento do proprietário, sem identificação ou com indícios de abandono.
Esses gatos serão marcados, esterilizados e devolvidos, seguindo as diretrizes do programa C.E.D. (capturar, esterilizar e devolver), do governo federal, de controle de populações de animais de vida livre de forma efetiva, humanitária, ética e sustentável. Após o procedimento, os animais serão soltos na mesma colônia em que já viviam.
“Esses gatos não castrados se reproduzem rapidamente, podendo impactar na vida selvagem. Os felinos, por instinto predador, caçam aves, pequenos mamíferos e répteis, muitas vezes ameaçando espécies nativas e desequilibrando os ecossistemas locais”, destaca Girlene.
A primeira edição do CastraPet na Ilha do Mel ocorreu em dezembro do ano passado. Na ocasião, 300 animais foram beneficiados pelo programa.
“Essa iniciativa não é só para o bem dos pets, mas também para proteger a fauna silvestre que vive na ilha. O controle de população de cães e gatos ajuda a manter o equilíbrio do ecossistema e preserva a Unidade de Conservação. A castração é um ato de amor e responsabilidade”, afirma a coordenadora.
Para mais informações: Unadim/Brasília: (41) 9-9116-0189 e Unadim/Encantadas: (41) 9-8413-4224.
5º CICLO – O mutirão extra do CastraPet não integra o 5º ciclo do programa, previsto para começar ainda neste ano. A nova fase vai passar por 318 municípios do Estado, com investimento de R$ 19.790.000,00 por parte do Governo do Estado. Ao final desta etapa, em 2026, a proposta voltada para a Saúde Única terá alcançado todas as 399 cidades paranaenses, cobrindo 100% do território. Desde 2020, quando o projeto teve início, 104.378 pets foram castrados.
Fonte: Governo PR
Paraná
MP implementa fluxo de atendimento a mulheres vítimas de violência
O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Bandeirantes, implementou na comarca o Fluxo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar, com o objetivo de fortalecer a atuação integrada da rede de proteção e agilizar o acesso das vítimas aos serviços necessários para assegurar sua proteção.
A iniciativa surgiu a partir de uma demanda apresentada ao MPPR pela Secretaria de Assistência Social de Bandeirantes, pelo Conselho de Segurança, pela Diretoria da Mulher do município, pela Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal e pelo Núcleo Maria da Penha da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). Os órgãos relataram dificuldades no atendimento e na proteção integral das mulheres em situação de violência.
A partir da demanda, a 2ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para estruturar o fluxo e reuniu representantes de diferentes órgãos que integram a rede de proteção. A primeira reunião de sensibilização ocorreu em 10 de agosto e, em 31 de agosto, foi realizada nova reunião, voltada à implementação do fluxo.
Como funciona
De acordo com o Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho, responsável pela iniciativa, o fluxo de atendimento busca integrar os diferentes serviços que atuam na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e amplia a comunicação prevista pela legislação.
Pela lei, os serviços de saúde públicos e privados devem notificar os casos à Vigilância Epidemiológica, que, por sua vez, comunica a autoridade policial. No fluxo estruturado pelo Ministério Público, além dos serviços de saúde, as Polícias Civil e Militar também passaram a comunicar os casos à Vigilância Epidemiológica, considerando que frequentemente são os primeiros órgãos a ter contato com as vítimas.
A partir dessas comunicações, a Vigilância Epidemiológica aciona imediatamente os demais integrantes da rede de proteção, como assistência social, atendimento psicológico e Ministério Público. Com isso, a identificação do caso não se limita à comunicação à autoridade policial, mas desencadeia uma atuação articulada para oferecer à vítima os serviços necessários, como atendimento social e psicológico, além do acompanhamento pelo Ministério Público.
Os casos comunicados pelas polícias também passam a ser registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Dessa forma, o fluxo contribui não apenas para o atendimento e a proteção das vítimas, mas também para o levantamento de dados mais completos sobre a violência doméstica, auxiliando o planejamento de políticas públicas.
Articulação da rede
Como parte da implantação do fluxo, em 18 de setembro foi realizada uma roda de conversa na Faculdade Unopar, em Bandeirantes, com a participação do Ministério Público e de outros integrantes da rede de proteção. A atividade teve como foco os estudantes de Psicologia da instituição, que poderão participar do atendimento às mulheres encaminhadas pelos serviços municipais.
Durante o encontro, foram discutidas as possibilidades de atuação da Psicologia no atendimento às vítimas e sua contribuição para que elas possam romper o ciclo de violência doméstica e familiar.
O fluxo implementado em Bandeirantes também resulta de uma experiência que vem sendo desenvolvida em outras comarcas. O mesmo modelo já foi implementado em Terra Roxa e Jaguapitã, com a articulação dos serviços locais de proteção.
A experiência de Jaguapitã também foi apresentada pelo Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho em um encontro “Mão na massa”, promovido pela Escola Superior do Ministério Público do Paraná, com orientações práticas para integrantes interessados em estruturar fluxos semelhantes em suas comarcas.
Fonte: Ministério Público PR
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