Paraná
Casa do Empreendedor vai reunir serviços e apoio a novos negócios em Itapejara D’ Oeste
Quem tem uma ideia na cabeça e vontade de transformar esse sonho em um negócio precisa, muitas vezes, de mais do que coragem. Precisa de espaço, orientação, estrutura e oportunidades. É com esse propósito que o programa Casa do Empreendedor está sendo implantado em Itapejara D’ Oeste, no Sudoeste do Paraná, com a criação de um espaço pensado para aproximar os serviços públicos de quem trabalha, empreende e movimenta a economia do município.
A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo do Governo do Estado para fortalecer a infraestrutura de apoio aos negócios nos municípios. Em março, o Governo anunciou a construção de 359 barracões industriais e 29 espaços de coworking, em uma parceria entre as secretarias das Cidades (Secid) e da Indústria, Comércio e Serviços (Seic). As estruturas têm como objetivo ampliar a capacidade dos municípios de atrair novos investimentos e fortalecer as ligações entre empresas e cadeias produtivas locais.
Com investimento de R$ 1.193.500,00, a obra já alcançou 50% de conclusão. O empreendimento está localizado na esquina das ruas Santos Dumont e Abilon de Souza Naves, no Centro, e representa mais um passo na criação de um ambiente adequado para o desenvolvimento de novas ideias, negócios e oportunidades.
Em Itapejara D’ Oeste, esse conceito ganha forma na nova Casa do Empreendedor, que terá dois pavimentos e reunirá diferentes serviços em um mesmo endereço. O projeto contempla recepção e Agência do Trabalhador, cinco salas destinadas ao empreendedorismo, três salas para startups, espaço de coworking, hall de espera, copa, lavanderia e sanitários feminino, masculino e acessíveis para pessoas com deficiência (PCD), além de áreas de circulação e paisagismo.
Para o secretário de Estado das Cidades, Fernando Giacobo, a iniciativa reforça a importância de investir em estruturas que aproximem o poder público de quem gera trabalho e renda. “Quando o município oferece um ambiente adequado, com serviços reunidos e apoio ao empreendedor, cria condições para que boas ideias se transformem em negócios e oportunidades para a população.”
O secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Felipe Flessak, ressalta que os barracões e espaços de coworking, voltados a municípios do Paraná com menores IDHs, são investimentos que visam multiplicar as oportunidades de desenvolvimento. “Esse investimento gera renda e emprego, levando esperança aos habitantes menores municípios. O Governo do Paraná estimula o desenvolvimento, descentraliza oportunidades para atender a população que mais precisa, fazendo a diferença na vida de todos os paranaenses”, disse ele.
COWORKING – O coworking será um dos espaços voltados diretamente à criação e ao desenvolvimento de negócios. A proposta é oferecer uma estrutura compartilhada para profissionais, empreendedores e iniciativas que precisam de um ambiente adequado para trabalhar, trocar experiências e desenvolver projetos. Com isso, a Casa do Empreendedor poderá funcionar também como um ponto de conexão entre diferentes iniciativas e oportunidades do município.
“Queremos que a Casa do Empreendedor seja um espaço de apoio para quem está começando, mas também para quem já empreende e busca crescer. A ideia é facilitar o acesso aos serviços e criar condições para que novas oportunidades surjam em Itapejara D’Oeste”, destaca Leonardo Malacarne, diretor do Departamento de Indústria e Comércio do município.
Na prática, a proposta é criar um ambiente onde o empreendedor possa encontrar suporte para diferentes momentos de sua jornada, desde quem está começando a tirar uma ideia do papel até quem já possui um negócio e busca novas possibilidades de crescimento.
CASA DO EMPREENDEDOR – A Casa do Empreendedor foi planejada para ser mais do que um prédio público. As salas destinadas ao empreendedorismo e às startups poderão receber iniciativas e projetos que ajudem a fortalecer o ecossistema de inovação e de pequenos negócios do município.
Para quem procura uma oportunidade de trabalho, a presença da Agência do Trabalhador no mesmo espaço também facilita o acesso a serviços e informações, aproximando quem está na informalidade das oportunidades disponíveis.
O projeto envolve uma série de etapas de construção e instalação. Estão previstos serviços de fundação e estrutura, alvenaria, divisórias, muros e fechamentos, cobertura, esquadrias, vidros e espelhos. A expectativa é que a nova estrutura ajude a fortalecer os pequenos negócios, incentivar novos empreendimentos e ampliar o acesso da população a serviços que podem contribuir para a geração de trabalho e renda.
Fonte: Governo PR
Paraná
Monitoramento no Porto de Paranaguá registra quase 25 mil aves e reforça conservação no Litoral
O equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental segue como prioridade nas ações da Portos do Paraná. Prova disso são os resultados atualizados do Programa de Monitoramento da Avifauna nos primeiros nove meses de 2026, que contabilizou a presença de 24.941 indivíduos pertencentes a 149 espécies de aves na região portuária. O levantamento funciona como um indicador da saúde ecológica do Litoral paranaense diante das atividades portuárias.
Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, destaca que a eficiência logística do Estado caminha lado a lado com a responsabilidade socioambiental. “Nossos programas voltados à preservação do meio ambiente são reconhecidos internacionalmente. Somos o único porto do mundo convidado pela ONU a participar, desde 2019, das edições da COP. E no próximo mês estaremos presentes novamente na COP31, na Turquia.”
O monitoramento ocorre de forma ininterrupta desde 2016. Os biólogos realizam censos mensais que combinam caminhadas terrestres e um transecto embarcado, percurso de barco que se estende desde Pontal do Sul, na Ilha do Mel, até o município de Antonina.
De acordo com o biólogo Elliezer Correia, responsável pela execução do programa, o grupo das aves é estratégico para a conservação por funcionar como um indicador biológico imediato. “A comunidade de avifauna é bem diversa e serve como o que podemos chamar de sentinelas ambientais. As aves respondem muito mais rápido às alterações do ambiente do que outros grupos. Se houver qualquer acidente ou derramamento de óleo no entorno do porto que ninguém tenha visto, as aves que se alimentam nos baixios serão as primeiras a sofrer. Quando a contagem mensal aponta uma diminuição abrupta na riqueza ou abundância de uma espécie, acende-se um alerta de que algo está errado no ecossistema”, explica Elliezer.
DIVERSIDADES E ABUNDÂNCIA DE ESPÉCIES – Os dados coletados entre janeiro e setembro de 2026 reforçam a alta diversidade biológica da área monitorada. A ordem dos Passeriformes, que engloba aves continentais e de mangue, manteve a liderança em diversidade, com 66 espécies registradas. Em seguida, destacam-se os Charadriiformes, representados por 19 espécies de aves de praias e lodaçais, e os Pelecaniformes, grupo que inclui garças e espécies afins, que somaram 12 espécies no período.
Em relação à abundância no semestre, a espécie mais numerosa foi o biguá (Nannopterum brasilianum), com 8.495 indivíduos observados. A segunda colocação ficou com o urubu-preto (Coragyps atratus), com 1.955 indivíduos, seguido pelo trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), que contabilizou 1.733 indivíduos.
“O biguá é historicamente a espécie mais abundante no nosso monitoramento, somando mais de 60 mil registros desde 2016. Como eles formam grandes bandos e são fáceis de identificar, é comum registrarmos mais de mil indivíduos em uma única campanha embarcada”, detalha o biólogo.
HISTÓRICO E DESTAQUE CONSERVACIONISTA – Além de acompanhar as espécies mais frequentes, o programa monitora aves raras ou de passagem, influenciadas pelos ciclos migratórios. Um dos principais destaques do levantamento contínuo iniciado em 2016 é o guará, ave de grande importância para a conservação que estava praticamente ausente no início das pesquisas e passou a apresentar aumento gradual de abundância nos últimos anos.
“O guará passou muito tempo sumido da região. No início do programa, em 2016, quase não tínhamos registros dele. Nos últimos anos, percebemos um aumento gradual na sua abundância. Sua volta está ligada a fatores como a preservação dos manguezais para nidificação e a conscientização contra a caça”, conclui Elliezer Correia.
Os dados acumulados ao longo desta década de censos mensais servem de base técnica para que o Porto de Paranaguá continue desenvolvendo planos de recuperação ambiental e medidas mitigadoras, contribuindo para que a infraestrutura portuária paranaense cresça em harmonia com a natureza.
Fonte: Governo PR
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