Paraná
Campanha do Ministério Público do Paraná contra violência sexual tem alcance de 39,5 mil alunos e professores
A quarta edição da campanha de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes promovida pelo Ministério Público do Paraná em escolas de todo o estado alcançou neste ano 34.634 estudantes de 713 instituições de ensino distribuídas por 195 municípios paranaenses.
Realizadas durante a semana do 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes –, as atividades mobilizaram 172 Promotores(as) e Procuradores(as) de Justiça, que promoveram palestras e conversas com alunos e professores dos 4º e 5º anos do ensino fundamental, levando informações para a prevenção e o enfrentamento do abuso e da exploração sexual.
Além dos estudantes, a campanha também envolveu diretamente 4.942 profissionais das escolas, entre professores, diretores e pedagogos, impactando um total de 39.576 integrantes da comunidade escolar.
“Aquela palestra salvou minha vida”
A Promotora de Justiça Vera de Freitas Mendonça realizou palestras em escolas da comarca de Loanda. Ela destaca que em 2026 expandiu as ações para quatro municípios, alcançando um número expressivo de estudantes e educadores. “O grande diferencial dessa mobilização foi a integração total com as redes de proteção locais. A presença desses profissionais nas palestras mostrou na prática aos estudantes quantas pessoas trabalham diariamente para garantir a sua segurança”, ressalta.
Vera Mendonça conta que nessas oportunidades sempre compartilha com os alunos casos reais de agressores que foram identificados a partir do relato de uma criança, mostrando que o sistema funciona e que elas serão acolhidas e protegidas.
Para a Promotora de Justiça, todo o esforço se justifica diante do alcance real da prevenção. “Recentemente, colhemos o fruto de uma semente plantada em uma palestra anterior. Motivado pelo que ouviu, um menino teve a coragem de relatar ao Conselho Tutelar que era vítima de abuso e afirmou: ‘Aquela palestra salvou minha vida’. Suas palavras ao conselheiro resumem o valor do nosso trabalho”, conta.
Resultados concretos
De acordo com a Promotora de Justiça Viviane Moraes Gerelus, da 2ª Promotoria do Foro Regional de Nova Esperança, a cada ano, a mobilização causada pela campanha impacta um pouco mais. “Sinto que vamos transformando, pela percepção das crianças, o futuro dessas pequenas comunidades.”
Ao analisar os resultados da iniciativa ao longo dos anos, Viviane aponta para uma virada significativa. “No início da campanha, os relatos eram de anos de violações de direito e, atualmente, a grande maioria de relatos espontâneos indica reações e pedidos de ajuda da criança numa única tentativa. O balanço disso é que as nossas crianças sabem do perigo e sabem como pedir ajuda. Esse fato vai impactar o seu desenvolvimento, reduzindo e até eliminando traumas”, observa.
Segundo o Promotor de Justiça Felipe Miguel de Souza, que promoveu a campanha em Rio Negro, a iniciativa foi um sucesso. “Olhinhos brilhantes e atentos acompanharam a exposição do tema e, como lhes é característico, com sinceridade, assumiram o compromisso de informar suas famílias sobre tudo que viram e ouviram na palestra. O Ministério Público dentro da escola é sinal claro do pleno funcionamento de toda a rede de proteção, sempre lembrando que somos todos contra o abuso sexual de crianças e adolescentes”, enfatiza. Durante a visita do MP, os alunos fizeram uma apresentação musical sobre o tema.
Realização
Idealizada pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Criança e do Adolescente e da Educação (Caopcae), em conjunto com a Assessoria de Comunicação do MPPR, e com apoio da Escola Superior, a iniciativa busca criar espaços seguros para que crianças possam compreender situações de violência, identificar riscos e buscar ajuda quando necessário.
A Promotora de Justiça Heloise Bettega Kuniyoshi Casagrande, que atua no Caopcae, aponta a relevância da atuação do Ministério Público não apenas nas frentes de responsabilização dos criminosos e proteção das vítimas, mas também na seara preventiva.
“O sucesso da quarta edição da campanha, com material renovado e modernizado, uma vez mais demonstra a importância da presença do MPPR nas escolas e o relevante engajamento dos membros no sentido de entregar o poder da informação às crianças. O Caopcae agradece a todos os participantes. A união de esforços surtiu seus efeitos e certamente ressoará em todos os envolvidos.”
Materiais de apoio
Para subsidiar as apresentações, foram disponibilizados aos membros materiais de apoio como vídeos, modelos de slides, orientações para abordagem do tema e conteúdo informativo destinado aos profissionais da educação.
Na edição de 2026 também foi produzida a websérie A revelação espontânea na violência sexual contra crianças e adolescentes: entender para proteger, gravada pela psicóloga do MPPR Patrícia Lages. A iniciativa será transformada em e-book.
Para complementar a discussão sobre os instrumentos de combate à violência sexual, o Caopcae e a Escola Superior realizam em 30 de junho a live “Violência sexual contra crianças e adolescentes – proteção e combate”, evento destinado a todos os integrantes do MPPR e comunidade em geral.
Redes sociais
As redes sociais do MPPR também promoveram posts especiais sobre o tema:
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Seca recua em várias regiões do Paraná, aponta monitor nacional
Com o recuo da seca fraca, o extremo Noroeste, Norte, Norte Novo e região Central do Paraná são as áreas que não têm mais nenhum registro de seca relativa no Estado. É o que aponta o Monitor de Secas, divulgado nesta quarta-feira (17). O estudo da Agência Nacional de Águas é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar – Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná.
Também houve recuo da área com seca moderada no Norte Pioneiro, Noroeste, Campos Gerais, norte da Região Metropolitana de Curitiba e de cidades no Sul, próximas à divisa com Santa Catarina. Por outro lado, foi registrado avanço da seca moderada em cidades do Sudoeste e Oeste que ficam na área de fronteira com o Paraguai e a Argentina.
“A chuva foi acima da média no último bimestre em algumas regiões, o que motivou o recuo da seca. Já na área de fronteira a chuva ficou abaixo da média nos últimos meses, o que levou ao avanço da área com registro de seca moderada”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar que participa do Monitor de Secas.
Os impactos são de curto e longo prazo no Centro-Leste e Nordeste do Paraná, ou seja, podem ter reflexos na agricultura, e de curto prazo nas demais áreas, interferindo também nas atividades agrícolas.
O Boletim Agroclimático do Simeagro, divulgado em maio, aponta que o milho, já em proximidade de colheita, estava com uma área cultivada estimada em 2,9 milhões de hectares – a maior área já registrada para a cultura no Paraná. Já o trigo, favorecido pelas condições de umidade do solo, avançou para 67% da área prevista no Estado.
CHUVAS – Em maio, entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram volumes de chuva abaixo da média histórica para mês. Em 18 delas, o volume médio histórico foi atingido nos primeiros dez dias de maio.
Com mais chuva, a temperatura média ficou dentro a abaixo da média histórica em todo o Paraná. As temperaturas mais baixas de maio de 2026 também foram as mais baixas do ano até o momento, registradas entre os dias 11 e 13, datas em que também houve registro de geada em cidades da metade sul do Estado, e chuva congelada em General Carneiro.
A temperatura mais baixa foi -2,4°C, às 7h do dia 11, no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava. A sensação térmica chegou a -7°C em General Carneiro na mesma data, devido ao vento na região.
MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.
O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.
No Brasil, no mapa divulgado nesta quarta-feira (17), não há registro de seca extrema ou seca excepcional em nenhum estado. A seca grave está concentrada em uma pequena área de São Paulo. A seca moderada, além de atingir o Oeste e Sudoeste do Paraná, é registrada no Noroeste de Santa Catarina e em áreas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Leste do Mato Grosso do Sul, Oeste do Rio de Janeiro, Sudeste do Tocantins, em várias áreas do Nordeste e em pequenas áreas ao Oeste da Amazônia.
A seca fraca está espalhada por todas as regiões do país. Os únicos estados que não têm nenhum registro de seca relativa no mapa de maio do Monitor de Secas são Roraima, Amapá e Mato Grosso.
Fonte: Governo PR
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