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Câmara aprova MP que libera R$ 15 bilhões em crédito para exportadores e agroindústrias afetadas por tarifaço

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A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1345/26, que autoriza a liberação de até R$ 15 bilhões em linhas de crédito destinadas a empresas exportadoras afetadas por instabilidades geopolíticas e pelo aumento unilateral de tarifas no comércio internacional. O texto segue agora para análise do Senado Federal.

A proposta integra o conjunto de ações do chamado Plano Brasil Soberano e foi baseada no relatório da comissão mista que analisou a MP, de autoria do senador Alan Rick (Republicanos-AC), com inclusão de agroindústrias e do setor de mineração entre os beneficiários.

Crédito busca fortalecer exportações e ampliar competitividade

As linhas de financiamento previstas na MP abrangem capital de giro, aquisição de máquinas, ampliação da produção e investimentos em inovação tecnológica. O objetivo é mitigar os impactos de choques externos sobre a competitividade das exportações brasileiras.

Os recursos serão operacionalizados por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e instituições financeiras habilitadas, que assumirão o risco das operações, incluindo risco de crédito.

Agro, pecuária e mineração entram no novo pacote de apoio

O texto amplia o escopo de beneficiários e passa a incluir empresas exportadoras do setor agropecuário, florestal, pesqueiro e aquícola, além de suas cooperativas e associações legalmente constituídas.

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Também poderão acessar as linhas empresas de mineração e fornecedores da cadeia exportadora industrial.

A medida permite ainda o financiamento de subprodutos e derivados com valor econômico, inclusive aqueles submetidos a beneficiamento ou primeira industrialização.

Investimentos incluem inovação e adequação a exigências internacionais

Entre as finalidades do crédito estão:

  • Capital de giro
  • Aquisição de bens de capital
  • Ampliação da capacidade produtiva
  • Investimentos em inovação tecnológica
  • Adequação a requisitos sanitários e ambientais

No caso do agronegócio, a MP contempla investimentos para atender exigências internacionais de rastreabilidade e certificações sanitárias e fitossanitárias.

Um dos exemplos citados é a adequação de protocolos exigidos por mercados como a União Europeia para exportação de carne bovina livre de resíduos de antibióticos.

Plano atualiza mecanismos do Fundo de Garantia à Exportação

A MP 1345/26 reformula dispositivos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), ampliando sua capacidade de financiar exportadores e modernizando a estrutura do seguro de crédito.

O novo modelo também altera o funcionamento do Fundo Garantidor de Crédito à Exportação (FGCE), que passa a atuar com cobertura inicial das indenizações utilizando recursos próprios antes da utilização do FGE em casos de maior impacto.

Segundo o governo, o objetivo é aumentar a competitividade do Brasil no comércio exterior, alinhando o país a práticas já adotadas por economias como China, Índia, Reino Unido e França.

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Micro e pequenas exportadoras ganham mais acesso ao seguro de crédito

A medida também amplia a proteção para micro, pequenas e médias empresas exportadoras. Operações de crédito direto passam a ser elegíveis ao seguro de crédito à exportação, desde que enquadradas nas diretrizes da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Além disso, o texto não exige mais contrapartidas de manutenção de empregos para acesso às linhas de financiamento, flexibilizando regras que existiam na legislação anterior.

Governo aposta em reação a choques globais e novas barreiras comerciais

A MP surge em um contexto de maior tensão no comércio internacional, marcado por disputas tarifárias e reorganização de fluxos globais de exportação. O governo argumenta que a medida busca reduzir a vulnerabilidade das empresas brasileiras e ampliar a diversificação de mercados.

Com a aprovação na Câmara, a expectativa agora se volta à votação no Senado, que definirá a consolidação do novo pacote de crédito para exportadores e setores estratégicos da economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Custos de produção agrícola nos EUA devem atingir novos recordes em 2027 e pressionam rentabilidade do setor

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Os custos de produção das principais culturas agrícolas dos Estados Unidos deverão alcançar novos patamares históricos na safra de 2027, reforçando a pressão sobre a rentabilidade dos produtores. A projeção é da AMR Business Intelligence, com base nas estimativas mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Embora exista expectativa de alguma redução nos preços de combustíveis e fertilizantes nos próximos ciclos, a tendência é que esse alívio seja insuficiente para conter o avanço das despesas totais das propriedades rurais. O aumento dos custos deverá ser impulsionado principalmente por sementes, defensivos agrícolas, manutenção de equipamentos, mão de obra, maquinário e arrendamento de terras.

Arroz, milho, soja e algodão lideram alta dos custos

As estimativas indicam que o arroz continuará entre as culturas com maior custo de produção, alcançando US$ 1.427 por acre, o equivalente a aproximadamente US$ 3.526 por hectare em 2027.

Na sequência aparecem:

  • Amendoim: US$ 1.248 por acre;
  • Algodão: US$ 1.001 por acre;
  • Milho: US$ 952 por acre.

As projeções também mostram que soja, sorgo e trigo deverão registrar os maiores custos de produção da série histórica, refletindo o aumento contínuo das despesas operacionais nas principais cadeias agrícolas norte-americanas.

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Combustíveis e fertilizantes pressionam a safra de 2026

Na safra de 2026, os maiores reajustes continuam concentrados nos gastos com combustíveis, lubrificantes, eletricidade e fertilizantes.

Segundo a análise, as despesas com energia cresceram até 41% na produção de sorgo e mais de 34% nas lavouras de milho, trigo e arroz. Já os custos com fertilizantes avançaram entre 9% e 13%, influenciados pela volatilidade dos mercados de energia e pelos impactos logísticos provocados pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Apesar de pequenas reduções observadas nos preços de sementes e defensivos agrícolas, esses recuos não foram suficientes para compensar o aumento registrado nas demais categorias de custos.

Produtores enfrentam dificuldades para investir na produção

O cenário também evidencia as dificuldades financeiras enfrentadas pelos agricultores norte-americanos. Pesquisa realizada pela American Farm Bureau Federation com mais de 5.700 produtores revelou que cerca de 70% deles não conseguiram adquirir todo o volume de fertilizantes considerado necessário para a safra de 2026.

A limitação no acesso aos insumos essenciais pode comprometer a produtividade das lavouras e ampliar os desafios de rentabilidade em um ambiente de custos elevados e margens cada vez mais estreitas.

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Custos mais que dobraram em duas décadas

A evolução dos custos agrícolas mostra uma escalada consistente desde 2005. De acordo com o levantamento, as despesas de produção mais do que dobraram em diversas culturas ao longo dos últimos 20 anos.

Os maiores aumentos acumulados foram registrados em:

  • Soja: alta de 165%;
  • Milho: aumento de 146%;
  • Trigo: crescimento de 106%;
  • Arroz: avanço de 103%.

Diante desse cenário, cresce a pressão do setor produtivo por medidas de apoio, incluindo a aprovação de uma nova Farm Bill, a manutenção da autorização anual para comercialização da gasolina com etanol E15 e novos programas de assistência aos produtores.

A próxima atualização das estimativas oficiais de custos agrícolas nos Estados Unidos está prevista para novembro e deverá servir como novo indicador para as perspectivas da safra de 2027.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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