Política Nacional
CAE ouvirá auditorias independentes sobre Master
O grupo de acompanhamento das investigações do Master, instalado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), aprovou nesta terça-feira (3) três requerimentos de convites para ouvir instituições ligadas à auditoria do banco.
A reunião foi conduzida pelo senador Fernando Farias (MDB-AL), diante da impossibilidade de comparecimento do presidente da CAE e do grupo de trabalho, senador Renan Calheiros (MDB-AL), bem como do vice-presidente, senador Laércio Oliveira (PP-SE), que estão em viagem internacional.
Dois dos requerimentos, apresentados pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), convidam representantes da PricewaterhouseCoopers (PwC) Brasil (REQ 25/2026 – CAE) e da KPMG (REQ 26 – CAE) para prestar esclarecimentos sobre procedimentos de auditoria nas demonstrações financeiras do Banco Master, com foco na ausência de alertas prévios e na verificação, validação e mensuração de ativos posteriormente apontados como problemáticos ou inexistentes.
O terceiro requerimento (REQ 28/2026 – CAE), do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), também propõe convite à KPMG para detalhar os trabalhos de auditoria independente no Banco Master. No pedido, o parlamentar sugere que participem, preferencialmente, o sócio responsável pela auditoria do banco, o gerente sênior da conta e outros profissionais capazes de prestar os esclarecimentos necessários.
Mourão também solicitou o envio prévio de documentação, como relatórios de auditoria dos últimos cinco anos, pareceres, cartas de recomendação, registros de comunicações com reguladores, contratos e declaração de independência e eventuais conflitos de interesse.
Informações do BRB enviadas à comissão
Farias também comunicou aos senadores o recebimento pela comissão de documentos do Banco de Brasília (BRB) sobre a aquisição planejada do Banco Master, a pedido da senadora Damares.
— Os documentos estão disponíveis para consulta a todos os senadores na secretaria da comissão — avisou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
CCJ aprova admissibilidade de PEC que proíbe aposentadoria compulsória de juiz como forma de punição
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (8), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 291/13, do Senado, que acaba com a chamada aposentadoria compulsória de membros do Poder Judiciário como forma de punição.
A proposta mantém a previsão de que o ato de remoção ou de disponibilidade do magistrado, por interesse público, deverá ser fundado em decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas acrescenta que a suspensão poderá ser de até 90 dias e a disponibilidade poderá ser de até dois anos.
Ainda de acordo com o texto, concluído o processo administrativo disciplinar, o tribunal ou o CNJ, quando couber a pena de perda do cargo em decisão por voto de dois terços de seus membros, deverá representar ao Ministério Público, no prazo de 30 dias, para a propositura da respectiva ação judicial. Nesse caso, o magistrado deve ser afastado das funções, com vencimentos proporcionais, até o trânsito em julgado da sentença.
Se a decisão for pelo arquivamento da representação ou se a ação judicial for julgada improcedente em decisão definitiva, o magistrado retorna às suas funções, com o pagamento da diferença das verbas remuneratórias e o cômputo para todos os fins do tempo de serviço. O Ministério Público deve se pronunciar sobre a representação no prazo de 90 dias, sob pena de configurar infração disciplinar.
A PEC também estabelece que os ministérios públicos da União e dos Estados deverão se submeter a regime disciplinar único, nos termos de lei complementar específica, de iniciativa privativa do Procurador-Geral da República. Até que seja editada essa lei complementar, deverá ser aplicada a todos os membros do Ministério Público o regime disciplinar do Ministério Público da União, e não se admite, no regime disciplinar da magistratura ou do Ministério Público, a pena de aposentadoria compulsória com proventos proporcionais.
PECs rejeitadas
O relator da matéria na CCJ, deputado Helder Salomão (PT-ES), apresentou parecer pela admissibilidade dessa proposta, porém não admitiu a PEC que estava tramitando como principal e outras apensadas (PEC 505/10, PEC 86/11 e PEC 371/17), por considerar que elas continham “manifesta ofensa às cláusulas pétreas da separação dos Poderes e dos direitos e garantias individuais”.
Segundo Salomão, as PECs 505 e 371, ao autorizar a perda definitiva do cargo de magistrados por decisão administrativa de tribunais ou do CNJ, sem sentença judicial transitada em julgado, “padecem de vício material insanável”.
“A garantia da vitaliciedade, longe de constituir privilégio pessoal da magistratura ou do parquet, consubstancia verdadeira garantia institucional destinada à preservação da independência funcional e da imparcialidade dessas funções de Estado. Trata-se de prerrogativa instrumental concebida pelo constituinte originário para assegurar a autonomia do Poder Judiciário e do Ministério Público frente a eventuais pressões externas”, avaliou.
Quanto à PEC 86/11, o relator considerou que o texto não estabeleceu qual seria a disciplina apta a compatibilizar a supressão da penalidade de aposentadoria compulsória com a preservação do regime de perda do cargo que é assegurado aos membros da magistratura.
Debates
Helder Salomão elogiou a iniciativa da proposta. “A sociedade brasileira há muito reivindica o fim desse privilégio que hoje nós conhecemos como aposentadoria compulsória que, ao invés de ser um castigo como deveria ser ou uma punição melhor dizendo acaba sendo um prêmio para quem pratica ilícitos e crimes no exercício da magistratura”, disse.
A deputada Bia Kicis (PL-DF) compartilhou dessa opinião. “Você premiar alguém que abusou do cargo, que cometeu crimes e que é afastado, aposentado compulsoriamente com a sua remuneração integral, é um tapa na cara do brasileiro”, afirmou a parlamentar.
A proposta ainda precisa ser analisada por uma comissão especial que deverá ser criada para esse fim, e depois segue para apreciação do Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.
Reportagem – Paula Bittar
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
-
Agro5 dias agoCafé sobe nas bolsas em junho com atraso da colheita no Brasil, clima chuvoso e queda nos estoques globais
-
Paraná7 dias agoSanepar apresenta avanços e inovações em fórum empresarial de Ponta Grossa
-
Brasil2 dias agoDefeso Eleitoral
-
Política Nacional7 dias agoEstudantes e representantes de faculdades particulares pedem revisão de regras do Fies
-
Brasil7 dias agoCom aporte de R$ 3 bilhões do Ministério dos Transportes, construção da Ponte Salvador-Ilha de Itaparica avança
-
Educação7 dias agoMEC Idiomas tem mais de 560 mil matrículas ativas
-
Educação5 dias agoMEC autoriza reforma no Campus Franco da Rocha do IFSP
-
Brasil7 dias agoMinistério da Saúde tem dois editais abertos para ampliar investimentos em infraestrutura do SUS
