Paraná
Cada R$ 1 investido com Paraná Competitivo gera R$ 3,79 no PIB do Estado, aponta Ipardes
Cada R$ 1 investido com o Paraná Competitivo gera R$ 3,79 no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Os dados são de uma pesquisa encomendada pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) ao Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que mostra o impacto do programa na economia paranaense e revelam como a política de atração de empresas se tornou um dos pilares do desenvolvimento estadual.
Criado em 2011, o Paraná Competitivo concede incentivos fiscais e tributários para atrair novos investimentos, estimular a expansão de empresas existentes e fomentar o desenvolvimento econômico do Estado, gerando empregos, renda e inovação.
O estudo leva em conta os resultados do programa entre 2019 e 2025 e evidencia o efeito multiplicador dos incentivos fiscais para a geração de novas riquezas na economia paranaense. Assim, se uma empresa investe R$ 100 milhões para a instalação de uma nova fábrica no Estado, por exemplo, o impacto total no PIB do Estado pode chegar a R$ 379 milhões em atividade econômica.
Apenas em 2025, o Paraná Competitivo atraiu R$ 15 bilhões em investimentos privados. Isso significa, seguindo a projeção apresentada pelo Ipardes, um acréscimo ao PIB paranaense de R$ 56,8 bilhões ao longo dos próximos anos.
ALAVANCA DO SUCESSO – Esse forte efeito multiplicador do Paraná Competitivo ajuda a explicar o desempenho recente do Estado no panorama brasileiro. Desde 2023, o Paraná ocupa a quarta colocação no ranking nacional do PIB, com um total de R$ 670 bilhões, ultrapassando o Rio Grande do Sul e apresentando crescimento acima da média nacional no período.
“Esse multiplicador mostra que cada valor aplicado pelo Estado não fica restrito à obra ou ao projeto inicial. Ele se espalha pela economia, gera empregos, movimenta empresas e retorna em forma de crescimento e arrecadação. É um ciclo virtuoso que fortalece o Paraná no presente e prepara o Estado para o futuro”, afirma o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.
De modo geral, esse efeito ocorre porque o investimento inicial desencadeia uma série de impactos. Primeiro, há o efeito direto: recursos aplicados em uma obra ou projeto movimentam empresas, fornecedores e trabalhadores. Em seguida, vem o efeito indireto, quando setores ligados à cadeia produtiva, como indústria, energia e transporte, também passam a produzir mais. Por fim, há o efeito induzido, em que os salários pagos aos trabalhadores retornam para o comércio e serviços, ampliando ainda mais a circulação de renda.
Exemplos concretos desse ciclo são evidenciados em fábricas instaladas com aporte do Paraná Competitivo nos municípios de Cerro Azul (Seara Alimentos Ltda.), Laranjal (Coasul Cooperativa Agroindustrial), São José das Palmeiras, Rio Bom e Diamante D’Oeste (Cooperativa Agroindustrial Lar) e Francisco Alves (C. Vale Cooperativa Agroindustrial). Nesses casos de cidades de pequeno porte, além de melhorar a infraestrutura e a integração regional, as obras movimentam empresas, geram empregos e impulsionam diversos setores econômicos locais, proporcionando o desenvolvimento desses municípios.
“É assim que o Paraná transforma investimento em desenvolvimento real por todas as regiões do Estado”, acrescenta Ortigara.
EFEITOS DO PIB – O mesmo estudo do Ipardes projeta ainda um acréscimo acumulado de cerca de R$ 212 bilhões no PIB estadual — ou seja, com uma média de R$ 13 bilhões por ano ao longo da próxima década.
Mais do que um indicador técnico, esse multiplicador do PIB traduz o impacto concreto das políticas públicas na vida da população. Ele evidencia que o investimento planejado gera desenvolvimento, melhora a infraestrutura, amplia oportunidades e consolida o Paraná como uma das economias mais dinâmicas do País.
“A pesquisa que realizamos em parceria com a Secretaria da Fazenda mostra, entre outras coisas, os resultados muito positivos do Paraná Competitivo e de outras políticas de incentivo adotadas pelo Estado. São números muito bons e que refletem a boa gestão que temos aqui no Estado do Paraná”, afirma o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.
Fonte: Governo PR
Paraná
Paraná é o primeiro estado da força-tarefa brasileira a entrar em operação na Venezuela
A equipe de bombeiros paranaenses integrante da força-tarefa brasileira enviada à Venezuela foi a primeira a iniciar os trabalhos em campo na manhã deste sábado (27), em La Guaira, região de Vargas, uma das áreas mais afetadas pelo terremoto que atingiu o país na quarta-feira (24). Os militares do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), acompanhados de dois cães de busca, realizam o reconhecimento das estruturas atingidas, avaliando a estabilidade das edificações e localizando e sinalizando possíveis vítimas sob os escombros para orientar as operações de resgate.
O cenário encontrado pelos bombeiros é de destruição e grande comoção. Segundo relatos enviados pela equipe, milhares de pessoas permanecem nas ruas em busca de familiares e pedindo ajuda enquanto as equipes de resgate avançam entre edificações danificadas. Os trabalhos seguem de forma ininterrupta.
CHEGADA À VENEZUELA – A equipe brasileira desembarcou em Caracas na noite de sexta-feira (26), após uma escala para reabastecimento em Boa Vista (RR). Logo na chegada, os bombeiros passaram pelo Centro de Recepção e Partida (RDC), estrutura utilizada nas missões internacionais coordenadas pelo Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (INSARAG), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), que agiliza a entrada das equipes estrangeiras, dos cães de busca e dos equipamentos especializados, além de coordenar a distribuição das primeiras áreas de atuação.
Durante a madrugada, os bombeiros montaram a base operacional, incluindo acampamento e toda a estrutura logística necessária para garantir a autonomia da missão. Nas primeiras horas da manhã, a equipe do Paraná foi a primeira da força-tarefa brasileira a ser deslocada para o campo, iniciando os trabalhos na região de La Guaira.
MISSÃO INTERNACIONAL – A mobilização do Paraná teve início poucas horas após o terremoto que atingiu a Venezuela. Na noite de quinta (25), o CBMPR enviou dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados. A equipe partiu em dois grupos, com embarques realizados no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, e em Guarapuava, seguindo para a Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, onde se reuniu aos demais integrantes da missão brasileira.
Nesta sexta (26), a força-tarefa embarcou em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino à Venezuela. A missão reúne bombeiros militares do Paraná, São Paulo e Minas Gerais, além de equipes de apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e profissionais da área da saúde, totalizando 44 integrantes.
Os bombeiros paranaenses integram o BRA-01, equipe brasileira especializada em Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), formada pelos Corpos de Bombeiros Militares do Paraná, São Paulo e Minas Gerais e em processo de certificação internacional junto ao INSARAG, órgão vinculado a ONU.
A preparação para esse padrão internacional é reforçada por treinamentos permanentes da Força-Tarefa de Resposta a Desastres do CBMPR, que inclui também exercícios conjuntos com outros Estados.
O comando do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, em Curitiba, segue acompanhando a missão e a atuação da equipe brasileira conforme avançam as operações de busca e resgate.
Fonte: Governo PR
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