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Cacau entra em novo ciclo global com superávit, mas volatilidade e riscos ainda sustentam preços elevados

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Mercado global de cacau entra em fase de transição

O mercado mundial de cacau iniciou 2026 em um novo ciclo, marcado pela transição de um cenário de déficit para superávit na oferta. Após o forte choque de preços registrado entre 2024 e 2025, os fundamentos começam a indicar uma normalização, embora ainda acompanhada de elevada volatilidade.

Essa mudança ocorre, principalmente, devido à retração da demanda global — evidenciada pela queda na moagem — e não por uma recuperação robusta da produção, o que mantém o mercado sensível a oscilações.

Produção global cresce e impulsiona retorno do superávit

A safra 2024/25 registrou aumento significativo na produção mundial de cacau, com crescimento de cerca de 11%, favorecido por melhores condições climáticas na África e na América do Sul.

Com isso, o balanço global voltou ao campo positivo:

  • Superávit de aproximadamente 82 mil toneladas em 2024/25
  • Expectativa de 287 mil toneladas de excedente em 2025/26

A recomposição dos estoques globais também avança, indicando um mercado mais equilibrado no médio prazo, desde que as condições climáticas permaneçam favoráveis, especialmente no Oeste Africano.

Queda da demanda limita avanço dos preços

Apesar do aumento da oferta, o principal fator de ajuste no mercado foi a retração da demanda. O consumo industrial caiu diante dos preços elevados da matéria-prima, refletindo diretamente na redução da moagem nos principais polos consumidores.

Na Europa, por exemplo:

  • A moagem caiu 8,3% no quarto trimestre de 2025
  • No acumulado do ano, houve retração de 5,9%, atingindo o menor nível desde 2015

Esse movimento indica um racionamento via preços, com indústrias ajustando formulações e reduzindo o uso de cacau.

Preços do cacau passam por forte correção após pico histórico

O mercado internacional viveu uma forte oscilação recente. Antes de 2024, os preços operavam entre US$ 2.000 e US$ 3.000 por tonelada. Esse padrão foi rompido com a disparada das cotações, que chegaram a superar US$ 10.000 por tonelada entre o fim de 2024 e o início de 2025.

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Com a normalização parcial da oferta e queda da demanda, os preços recuaram ao longo de 2025 e 2026:

  • Em fevereiro de 2026, contratos chegaram a ficar abaixo de US$ 3.000/t
  • Atualmente, as cotações oscilam entre US$ 3.000 e US$ 4.000/t

Mesmo com a correção, o mercado segue volátil e sensível a fatores climáticos e revisões de oferta.

África concentra riscos estruturais do mercado

A produção global de cacau permanece altamente concentrada na África Ocidental, responsável por mais de 70% da oferta mundial.

Essa concentração traz riscos estruturais relevantes, como:

  • Envelhecimento das lavouras
  • Baixa adoção de tecnologia
  • Problemas fitossanitários
  • Dependência de condições climáticas favoráveis

Mesmo com o retorno do superávit, esses fatores mantêm um prêmio de risco elevado no mercado.

Mercado brasileiro: queda da moagem pressiona preços internos

No Brasil, o cenário combina redução da demanda industrial com aumento da oferta interna.

Em 2025:

  • A moagem caiu 14,6%, totalizando 195,9 mil toneladas
  • O recebimento de amêndoas cresceu 3,7%, somando 186,1 mil toneladas

Esse descompasso pressionou o mercado doméstico, levando o prêmio do cacau brasileiro a operar em campo negativo em relação ao mercado internacional.

Preços ao consumidor seguem elevados no Brasil

Apesar da queda recente nas cotações internacionais, os preços do chocolate continuam elevados no Brasil, refletindo o repasse tardio dos custos ao longo da cadeia produtiva.

  • Em fevereiro de 2026, a inflação do chocolate acumulou alta de 26,4% em 12 meses
  • No mesmo período, o IPCA geral ficou em 3,8%
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A tendência é de alívio gradual, mas ainda com impacto relevante para o consumidor final, especialmente em períodos de maior demanda, como a Páscoa.

Perspectivas para 2025/26: superávit deve se ampliar

As projeções indicam continuidade do ciclo de recuperação da oferta global, com destaque para a produção na África Ocidental, especialmente em países como Costa do Marfim e Gana.

O aumento da produção, combinado com crescimento moderado da demanda, deve:

  • Ampliar o superávit global
  • Elevar os estoques
  • Reduzir a pressão sobre os preços no curto prazo

Ainda assim, o mercado deve permanecer sensível a eventos climáticos e revisões de safra.

Fatores de risco: clima, demanda e cenário global

Entre os principais pontos de atenção para o mercado de cacau estão:

  • Condições climáticas no Oeste Africano
  • Evolução da moagem global (demanda)
  • Possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño em 2026
  • Riscos fitossanitários nas principais regiões produtoras

No Brasil, o clima também será determinante, especialmente na região sul da Bahia, onde eventos climáticos podem impactar diretamente a produção.

Mercado segue volátil mesmo com melhora dos fundamentos

Embora o mercado de cacau caminhe para um cenário mais equilibrado, com retorno do superávit, a combinação de fatores estruturais, climáticos e de demanda ainda sustenta um ambiente de elevada volatilidade.

A tendência é de preços mais acomodados em relação aos picos recentes, mas ainda acima da média histórica, com o comportamento do mercado condicionado à evolução da safra global e da demanda industrial ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conectividade 4G e 5G no campo cresce 81% no Brasil e acelera digitalização do agronegócio

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A cobertura de redes móveis 4G e 5G em áreas agrícolas do Brasil registrou crescimento expressivo entre 2024 e 2025, avançando de 18,7% para 33,9%, segundo o Indicador de Conectividade Rural da ConectarAGRO. O aumento de 81% evidencia a aceleração da transformação digital no campo e em setores que dependem de operações distribuídas em larga escala.

A expansão da conectividade ocorre em um momento em que a digitalização de cadeias produtivas ganha força no país. Setores como agronegócio, logística, energia e utilities ampliam investimentos em automação, análise de dados e sistemas de monitoramento em tempo real, impulsionados pela maior disponibilidade de redes móveis em áreas antes com baixa cobertura.

Conectividade impulsiona gestão inteligente no agronegócio e na logística

Com o avanço do 4G e 5G, cresce também o volume de dados gerados por máquinas, veículos e equipes em campo. No agronegócio, a conectividade já permite maior integração entre operações agrícolas, gestão de frotas e sistemas de monitoramento remoto, ampliando a eficiência operacional.

A logística brasileira, que movimenta cerca de R$ 1,5 trilhão por ano, também é um dos principais setores beneficiados pela evolução da conectividade. O uso de dados em tempo real permite otimizar rotas, reduzir custos operacionais e melhorar a previsibilidade das entregas, especialmente em um país de dimensões continentais.

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Dados em tempo real se tornam ativos estratégicos nas operações

A digitalização das operações transformou veículos e máquinas em fontes contínuas de informação. Dados de localização, desempenho, consumo de combustível, manutenção e segurança passaram a ser coletados em tempo real, permitindo maior controle operacional.

No entanto, o principal desafio das empresas não está mais na coleta de dados, mas na capacidade de transformar essas informações em decisões rápidas e eficientes. A visibilidade operacional passou a ser um diferencial competitivo em mercados cada vez mais dinâmicos.

Segundo especialistas do setor, o acesso imediato às informações permite reduzir o tempo de inatividade, melhorar o planejamento logístico e aumentar a eficiência no uso de recursos, especialmente em operações distribuídas.

Operações em campo exigem tecnologia robusta e conectividade contínua

A necessidade de acesso contínuo a dados é ainda mais crítica em setores que atuam em ambientes remotos ou de alta complexidade operacional, como mineração, energia, utilities, transporte e agronegócio.

Nesses segmentos, a continuidade das operações depende diretamente da capacidade de comunicação entre campo e centros de controle. Por isso, cresce o uso de dispositivos robustos, projetados para suportar condições extremas e garantir acesso a sistemas corporativos mesmo em ambientes adversos.

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Além de ampliar a produtividade, essas soluções contribuem para a segurança operacional, reduzem falhas e aceleram a resolução de incidentes, fatores essenciais para operações de grande escala.

Transformação digital redefine gestão de frotas e operações móveis

A evolução da conectividade e o aumento do volume de dados disponíveis estão redefinindo a gestão de frotas no Brasil. O foco das empresas deixa de ser apenas a mobilidade e passa a ser a inteligência operacional baseada em dados.

Nesse contexto, a capacidade de transformar informações em decisões estratégicas se torna determinante para aumentar a eficiência, reduzir custos e garantir competitividade em um ambiente cada vez mais digital e integrado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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