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Preço da Mandioca Dispara com Oferta Limitada e Ociosidade Industrial Crescente

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A última semana registrou um cenário de oferta limitada de mandioca em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Pesquisadores apontam que o baixo interesse na comercialização das raízes do 1º ciclo, motivado pela menor rentabilidade, aliado às condições de clima seco, que paralisaram atividades em diversos campos, sustentou a valorização do produto.

Entre os dias 8 e 12 de setembro, a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia alcançou R$ 487,54 (R$ 0,8479 por grama de amido), o maior valor registrado em oito semanas. O aumento semanal foi de 4,3%, configurando a maior elevação desde outubro de 2021.

Redução na produção e ociosidade industrial

O Cepea estima que o volume de mandioca esmagada nas fecularias tenha sido de 43,7 mil toneladas na última semana, 8% abaixo da semana anterior. No acumulado da primeira quinzena de setembro, o total ficou 20% inferior ao mesmo período de agosto.

Como consequência da menor moagem, a ociosidade industrial aumentou, atingindo 60,8% da capacidade instalada, segundo levantamento do centro de pesquisas.s

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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