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BRDE apoia processo que vai selecionar iniciativas de segurança hídrica

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Estão abertas as inscrições para a Teia de Soluções | CAMP Viva Água – Impactos positivos para a segurança hídrica, processo que vai selecionar, capacitar e apoiar financeiramente projetos ambientais em territórios estratégicos de cinco estados brasileiros. A iniciativa tem participação direta do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), parceiro institucional da Fundação Grupo Boticário na realização do projeto.

O diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, destaca que a parceria reforça o compromisso do banco com o desenvolvimento sustentável na Região Sul e no país. “O BRDE tem uma atuação histórica no financiamento de projetos que unem impacto socioeconômico e conservação ambiental. Ao integrar a Teia de Soluções, ampliamos a capacidade de impulsionar iniciativas que fortalecem a segurança hídrica e ajudam comunidades a enfrentar os desafios climáticos com planejamento e inovação”, afirma.

A chamada pública disponibiliza até R$ 10,5 milhões para ações voltadas à conservação da natureza, adaptação climática, geração de renda e melhoria da qualidade de vida. Podem participar proponentes da Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. As inscrições seguem abertas até as 18h de 13 de fevereiro de 2026, pelo site camp.teiadesolucoes.com.br.

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A iniciativa é fruto da cooperação entre a Fundação Grupo Boticário, o BRDE, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e a Fundação Araucária, com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI).

Os projetos deverão propor soluções para dois desafios centrais: Infraestrutura Natural para Água, com foco na integração da natureza a estratégias de segurança hídrica; e Empreendedorismo e Água, voltado a modelos de negócio sustentáveis relacionados ao uso responsável dos recursos hídricos. Todas as propostas devem considerar cenários futuros de mudança climática para garantir eficácia de longo prazo.

O gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, Guilherme Karam, explica que o CAMP Viva Água tem como premissas a conservação da natureza e o estímulo ao desenvolvimento socioeconômico. “O programa, que visa capacitação e apoio financeiro, busca soluções que gerem impactos positivos e duradouros para a conservação, promovendo também benefícios para as pessoas e comunidades ao redor. A natureza é a nossa melhor aliada para garantir o futuro da água. E cuidar da água é cuidar da vida”, diz.

O processo de seleção ocorrerá em duas etapas. Na primeira fase, os inscritos enviam propostas simplificadas, vídeo-pitch e documentação. As iniciativas selecionadas avançam para uma fase de capacitação online, em que deverão detalhar a solução e entregar produtos específicos antes de uma nova rodada de avaliação.

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EXPANSÃO – A edição marca também a expansão do Movimento Viva Água, anunciado durante a COP30. Com a inclusão de bacias estratégicas em São Paulo (Sistema Cantareira) e na Bahia (rios Joanes e Jacuípe), o movimento passa a atuar em quatro territórios – São Paulo, Bahia, Paraná e Rio de Janeiro – alcançando mais de 15 milhões de pessoas. Até 2030, a expectativa é chegar a seis territórios e impactar 25 milhões de brasileiros.

Criada para estimular a cocriação de soluções ambientais inovadoras, a Teia de Soluções já capacitou mais de 1.200 pessoas e aprimorou quase 300 iniciativas desde 2020, reunindo especialistas de diferentes áreas e regiões do país.

Serviço:

Teia de Soluções | CAMP Viva Água – Impactos positivos para a segurança hídrica

Inscrições: até 13 de fevereiro de 2026, às 18h

Informações e edital: https://camp.teiadesolucoes.com.br/

Fonte: Governo PR

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MPPR lança segunda fase de operação contra loteamentos irregulares em Ibiporã, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Londrina

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O Ministério Público do Paraná deflagrou nesta terça-feira, 2 de junho, a segunda fase da Operação Miragem, que investiga a suposta exploração de loteamentos clandestinos e intimidações a agentes públicos responsáveis pela fiscalização e investigação desses loteamentos. O Núcleo Regional de Londrina, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com a 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, cumpriu mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e de busca pessoal em investigação sobre uma associação criminosa voltada à exploração de loteamentos clandestinos, lavagem de capitais, falsidade ideológica e fraude processual. Além disso, o grupo criminoso estaria fazendo ameaças e atos de intimidação direcionados a autoridades públicas e agentes de fiscalização.

Acesse álbum com imagens

Acesse áudio do Promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa

As apurações apontam que o principal investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto Água Bonita, em área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área total de 68.100 m², subdividida ilegalmente em 62 lotes de aproximadamente 1.000 m² cada, comercializados sem qualquer licença ambiental ou alvará urbanístico.

Outro investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto dos Sonhos, também na área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área de 36.300 m², subdividida ilegalmente em 23 lotes também comercializados irregularmente, sem licença ambiental ou alvará urbanístico.

Fraude processual – Em relação ao loteamento Recanto Água Bonita, decisão judicial cível havia determinado a imediata paralisação das atividades e a apresentação em juízo de todos os contratos envolvendo os adquirentes. Entretanto, os líderes do esquema orquestraram uma fraude processual para ocultar e destruir provas, transferindo clandestinamente os contratos físicos para caixas guardadas em um sítio na zona rural e fazendo a exclusão dos arquivos digitais armazenados em nuvem. Para induzir o juízo a erro, protocolaram uma manifestação falsa afirmando que os documentos haviam sido integralmente perdidos em razão de uma suposta “corrosão e falha material do disco rígido” do computador da empresa.

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Lavagem de dinheiro – Mesmo proibidos expressamente por ordem judicial cível de receber qualquer valor decorrente da venda dos lotes, os investigados continuaram cobrando e recebendo as parcelas das vítimas. Para contornar os bloqueios judiciais das contas da empresa original, os requeridos constituíram uma empresa de fachada em nome da irmã do líder do grupo, que atuava como “laranja”. Os compradores eram induzidos em erro por meio de comunicados que alegavam uma falsa “instabilidade bancária” na conta principal e instruíam o direcionamento dos pagamentos via Pix para o CNPJ da empresa de fachada ou para a conta do escritório de advocacia da investigada. O rastreamento financeiro demonstrou que os valores eram rapidamente integrados ao patrimônio pessoal da própria advogada do grupo por meio de transferências eletrônicas sucessivas.

Ameaças e intimidação – As investigações revelaram que alguns dos integrantes do grupo adotaram posturas reiteradamente intimidatórias contra autoridades locais. Apurou-se que o líder da associação criminosa proferiu uma promessa direta de violência e morte contra o Promotor de Justiça do caso, afirmando textualmente em arquivos de áudio que iria “sumir com ele, literalmente”. Os investigados também passaram a monitorar a vida privada da autoridade, rastreando perfis em redes sociais de familiares, planejando eventual aproximação. Além disso, em conversas com outro loteador irregular da região, os alvos planejaram atos coordenados de violência, chegando inclusive a cogitar o sequestro e a morte de fiscais municipais de Ibiporã e um atentado contra o Fórum local (disparos de arma de fogo contra o transformador de energia do edifício, possivelmente com a finalidade de sabotar a realização de uma audiência pública sobre os loteamentos ilegais).

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Bloqueio de valores – As medidas judiciais foram deferidas pelo Juízo das Garantias e pelo Juízo Criminal de Ibiporã. Além das prisões preventivas, o Judiciário determinou o levantamento da inviolabilidade profissional e dos instrumentos de trabalho da advogada investigada. Foi ainda determinado o bloqueio de quaisquer valores depositados em contas bancárias relacionadas ao empreendimento irregular Recanto Água Bonita, bem como de investimentos e aplicações dos investigados e de suas empresas, além do sequestro de bens móveis e imóveis até o montante atualizado de R$ 3,5 milhões – o valor é o produto direto auferido com o esquema criminoso e visa assegurar o ressarcimento dos danos causados às 62 famílias lesadas, bem como a satisfação de multas e custas processuais.

Matéria anterior:

08/01/2026 – MPPR cumpre mandados de busca e apreensão em operação que investiga diversos crimes ligados a loteamento irregular em Ibiporã

Coletiva de imprensa
Às 9h30, na sede do Gaeco de Londrina (Rua Capitão Pedro Rufino, 605 – Jardim Europa), os responsáveis pela operação estarão disponíveis para atendimento à imprensa.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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