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Brasil x China: delegação brasileira fortalece diálogo durante agenda cultural e gastronômica em Harbin

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A delegação brasileira chefiada pela secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, foi recebida nesta segunda-feira (15) em Harbin – a “Cidade do Gelo”, na China, onde participa do Global Tourism Economy Forum 2025. Antes da abertura oficial do evento, a comitiva cumpriu uma agenda cultural e gastronômica organizada pelo Escritório de Relações Exteriores da Província chinesa de Heilongjiang.

Na programação, a delegação visitou uma das ruas mais emblemáticas da cidade, historicamente conhecida como “Rua da China”. Com 1,4km de extensão e edificações seculares que datam de 1906, o local é um dos principais cartões-postais de Harbin e recebe, na alta temporada, mais de 300 mil turistas por dia.

Gastronomia como ponte entre culturas

O receptivo incluiu ainda um encontro gastronômico em um dos restaurantes mais tradicionais da cidade, com 140 anos de existência. A província de Heilongjiang é estratégica para a segurança alimentar chinesa, sendo responsável por mais de 20% da produção de alimentos da China.

“Quando somos recebidos com comida, ficamos muito felizes. Esse é um hábito muito parecido com o nosso no Brasil. Sem dúvidas é uma grande recepção. Temos certeza de que essa não será apenas uma visita e o Fórum irá ampliar a cooperação internacional no turismo entre Brasil x China”, afirmou Ana Carla Lopes

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Durante o almoço, foram discutidas oportunidades no intercâmbio cultural e gastronômico entre os dois países. A secretária-executiva aproveitou a ocasião e fez um convite a chefs de cozinha de Harbin para participarem do Fórum Mundial do Turismo Gastronômico da ONU, que será realizado no Brasil, em março de 2026, na cidade de Santarém (PA).

“Queremos fazer um grande laboratório de sabores. A proposta é lançar um desafio criativo entre chefes de diferentes culturas que valorize a diversidade e mostre como a gastronomia também é uma poderosa ferramenta de conexão entre os povos”, enfatizou a chefe da delegação brasileira.

O vice-diretor do Escritório de Relações Exteriores da Província de Heilongjiang, Mr. Yang Hongpeng, celebrou a aproximação entre os dois países e ficou animado com o convite para o desafio gastronômico.

“O nosso presidente, Xi Jinping, diz que o intercâmbio entre pessoas é o mais importante em uma relação. Estamos muito felizes e animados com o Ano Cultural Brasil–China e queremos aproveitar essa oportunidade para expandir o mercado de turismo entre os dois países. Temos grandes chefes em Harbin. Nossa província só está aguardando a carta-convite para confirmar presença”, garantiu.

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Participaram também do receptivo os chefes das assessorias de Relações Internacionais e de Comunicação do Ministério do Turismo, João Ricardo Viegas e Timóteo Lopes, respectivamente, além de representantes do governo local: Mr. Liu Zheng, diretor da Divisão de Assuntos Americanos e da Oceania; Ms. Kong Tianyuan, vice-diretora da Divisão de Assuntos Asiáticos; e Ms. Yin Li, pesquisadora da Divisão de Assuntos Americanos e da Oceania.

Fórum Global de Turismo Econômico

Pela primeira vez realizado fora de Macau, o Global Tourism Economy Fórum acontece na chamada “Cidade do Gelo”, em Heilongjiang, refletindo a crescente influência da província no turismo cultural e sua ampliação da cooperação internacional.

O Fórum reúne mais de 1.000 convidados de cinco continentes, incluindo o Secretário-Geral da ONU Turismo, autoridades governamentais, ministros da cultura e do turismo, executivos de empresas Fortune Global 500, além de especialistas e representantes do setor turístico mundial.

Timóteo Lopes

Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

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Fonte: Ministério do Turismo

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Brasil

Tecnova mobiliza R$ 588 milhões para transformar conhecimento em negócios em todo o País

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Soluções que podem melhorar serviços, gerar empregos, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a competitividade da economia brasileira começam, muitas vezes, dentro de pequenas empresas. Para ampliar essas oportunidades, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram nesta terça-feira (16) o Tecnova 2026/2027. Considerado o maior programa de subvenção econômica voltado a micro e pequenas empresas inovadoras do País, contará com cerca de R$ 588 milhões, sendo R$ 360 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e aproximadamente R$ 228 milhões em contrapartidas estaduais e distrital. 

O programa apoiará mais de 700 empresas em todas as unidades da Federação. Os recursos serão destinados ao desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica com base científica, além de ações de aceleração e internacionalização. A iniciativa integra a estratégia do Governo do Brasil de ampliar a capacidade nacional de transformar pesquisa em produtos, processos e serviços capazes de chegar ao mercado e à sociedade. 

Durante a cerimônia, Luciana Santos destacou o papel do programa na aproximação das políticas públicas dos empreendedores que desenvolvem novas tecnologias. “O programa tem uma característica que considero muito bonita e poderosa: ele chega perto de onde a inovação nasce. Ele chega às micro e pequenas empresas brasileiras que carregam grandes ideias, mas que muitas vezes não encontram condições financeiras necessárias para assumir o risco de inovar”, afirmou a ministra. 

A ministra também ressaltou a dimensão nacional da iniciativa e o esforço para ampliar o acesso aos recursos em diferentes regiões. “O Tecnova 2026/2027 nasce da convicção de que o Brasil precisa continuar ampliando sua capacidade de transformar conhecimento em desenvolvimento”, disse. Segundo ela, a distribuição dos investimentos busca fortalecer ecossistemas de inovação em todo o território brasileiro e ampliar oportunidades para empresas de diferentes perfis e realidades. 

Nesta quarta edição, o Tecnova incorpora mudanças para simplificar a operação do programa nas unidades federativas. Entre as novidades estão a criação de um novo modelo de convênio para descentralização dos recursos, atualização do manual operacional, adoção de fluxo contínuo para análise de propostas, flexibilização das ações de aceleração e internacionalização e um novo modelo de acompanhamento dos projetos baseado em indicadores de desempenho. 

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Para o presidente da Finep, Luis Antonio Elias, o Tecnova se consolidou como uma das principais iniciativas de apoio à inovação empresarial no País. “O Tecnova aproxima conhecimento, inovação e desenvolvimento. É um programa que cria oportunidades para transformar boas ideias em soluções capazes de gerar empregos, competitividade e crescimento em todas as regiões do Brasil”, destacou.   

Outro destaque da nova edição é a distribuição regional dos recursos. Cerca de 58% dos investimentos federais serão destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com o objetivo de ampliar as oportunidades para empresas inovadoras instaladas fora dos principais centros econômicos do país e fortalecer ecossistemas regionais de ciência, tecnologia e inovação. 

Para a ministra, a medida reforça o compromisso do governo com um desenvolvimento mais equilibrado. “A inovação brasileira não pode ter CEP privilegiado. Há talento, criatividade e capacidade de inovação em todas as regiões do País. O que muitas vezes falta é oportunidade, financiamento e confiança”, destacou. 

Para o diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep, Carlos Aragão, a nova edição representa um marco para o programa. “Pela primeira vez, o Tecnova chega a todas as unidades da Federação com um volume de recursos dessa dimensão. É um passo importante para fortalecer a inovação em todo o País.” 

Projeto Ciência de Dados pelo Brasil 

Durante a cerimônia, a ministra lançou o projeto Ciência de Dados pelo Brasil, iniciativa voltada ao fortalecimento da produção e do uso de dados e indicadores de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) nos estados brasileiros. A ação integra o Pacto Nacional em Favor dos Indicadores Estaduais de CT&I e será executada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), com financiamento do FNDCT, por meio da Finep.   

Com investimento superior a R$ 13 milhões e execução prevista para 36 meses, o projeto apoiará a consolidação da Rede Nacional de Indicadores Estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação, promovendo metodologias comuns para a produção de dados, ampliando a comparabilidade das informações e fortalecendo a tomada de decisão baseada em evidências.   

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A iniciativa prevê ainda a capacitação de cientistas de dados, o fortalecimento da governança de dados e o desenvolvimento de infraestrutura tecnológica para integração de informações estratégicas. “Estamos investindo R$ 13 milhões para apoiar a implementação de uma rede de pesquisa, de dados e de indicadores nessa área, em articulação com as Fundações de Amparo à Pesquisa e as secretarias estaduais. Queremos formar cientistas de dados nos estados para que possamos ter indicadores confiáveis e metodologias pactuadas por todos”, afirmou a ministra. 

O objetivo é criar um ecossistema capaz de sistematizar os avanços científicos em prol do desenvolvimento do Brasil. “O projeto é uma estratégia para fortalecer a soberania informacional do País sobre o resultado da própria ciência e isso será feito de forma colaborativa entre todos os entes federativos brasileiros, estaduais e federal”, disse o diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Tiago Braga. 

Fortalecimento da ciência de dados no Brasil 

Na ocasião, o MCTI também divulgou o crescimento de 30% do investimento público em ciência e tecnologia (C&T) e de 35% pesquisa e ao desenvolvimento (P&D), de 2021 a 2024. O Dispêndio Nacional em C&T e P&D — Setores Governamental e Empresarial 2014-2024, também revelou que os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) aumentaram 216%. 

A recuperação interrompe uma trajetória de retração observada de 2015 a 2021 e sinaliza a recomposição da capacidade do Estado de financiar atividades científicas, apoiar o desenvolvimento tecnológico e sustentar políticas públicas de longo prazo. Em 2024, os investimentos governamentais alcançaram R$ 88,7 bilhões em ciência e tecnologia e R$ 72,9 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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