Connect with us


Brasil

Brasil reforça tradição acolhedora a refugiados com nova parceria internacional e expansão do patrocínio comunitário

Publicado em

Brasília, 19/11/2025 – Durante reunião realizada na capital federal, na quarta-feira (19), a Secretaria Nacional de Justiça (Senajus) assinou um Protocolo de Intenções com a Pathways International, entidade com experiência em mais de 20 países em programas de patrocínio comunitário para refugiados. O instrumento abre caminho para ampliar a capacidade de acolhimento de pessoas refugiadas e migrantes no Brasil, por meio do Programa Brasileiro de Patrocínio Comunitário.

Para o secretário Nacional de Justiça, Jean Uema, é preciso combinar a tradição acolhedora do Brasil com novas ferramentas que garantam atendimento adequado a esses grupos. “Nesse sentido, o patrocínio comunitário é uma política que deve ser cada vez mais estimulada. Sabemos que esse modelo tem resultados muito positivos em outros países. Por isso, queremos aprofundá-lo no Brasil, somando esforços do Governo, da sociedade civil, de entidades internacionais e da iniciativa privada.”

Em 2024, o Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou o primeiro edital de Chamamento Público para credenciar organizações da sociedade civil. Assim, inaugurou o Programa Brasileiro de Patrocínio Comunitário para nacionais afegãos, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e com apoio técnico do Acnur e da OIM, além de outros parceiros internacionais. Com os resultados positivos do primeiro ano, a nova parceria busca ampliar a política de forma responsável e monitorada.

Segundo o secretário Nacional de Justiça, a ideia é criar mecanismos que facilitem a participação da iniciativa privada, tanto como apoiadora quanto como beneficiária do programa.

Desde o início do atual Governo, reforçou Uema, há um esforço para manter a tradição brasileira de acolhimento, considerando a capacidade de investimento do País. Ele destacou que a migração não deve ser tratada como problema, mas como fator de enriquecimento cultural, social e econômico. A avaliação é que, por ser um país historicamente formado por migrantes, o Brasil continua encontrando oportunidades de desenvolvimento na chegada de novos grupos, como ocorre em outras nações.

Leia mais:  Ministro Silvio Costa Filho anuncia investimentos para os portos de Santa Catarina nesta terça-feira (22)

“Queremos reforçar o entendimento de que a migração agregou muita riqueza ao Brasil e pode, sim, trazer contribuições efetivas ao nosso patrimônio cultural, social e econômico”, afirmou.

Já a diretora-executiva da Pathways e presidente da Iniciativa Global de Patrocínio para Refugiados (Global Refugee Sponsorship Initiative), Jennifer Bond, falou sobre a liderança do Brasil no tema. “O trabalho extraordinário que o Brasil tem feito com as pessoas afegãs inspirou doadores e parceiros internacionais a conhecer o programa e a apoiar o Governo brasileiro e as organizações da sociedade civil na sua expansão.”

O protocolo assinado tem como objetivo fortalecer vias seguras e dignas de admissão e acolhida humanitária no Brasil para pessoas que precisam de proteção internacional, por meio do Programa Brasileiro de Patrocínio Comunitário (PRVC-PC). A iniciativa também conecta o País a redes e recursos globais e reforça a liderança brasileira na construção de soluções duradouras para refugiados.

Saiba mais

O primeiro edital do programa foi concebido, no contexto dos acontecimentos de agosto de 2021, para promover reassentamento, admissão e acolhida humanitária de nacionais do Afeganistão, apátridas e pessoas afetadas por situação de grave ou iminente instabilidade institucional, de grave violação de direitos humanos ou de direito internacional.

Leia mais:  Posse dos conselhos das Resex Filhos do Mangue e Viriandeua marca novo capítulo na gestão participativa nas UCs do litoral paraense

O programa é implementado por meio de projetos apresentados por organizações da sociedade civil sem fins lucrativos de natureza social. Ele se organiza em três etapas principais: antes da viagem, as organizações apoiam a obtenção de documentos e a logística no país de origem; na chegada ao Brasil, acompanham de perto as famílias durante o primeiro ano; e, na fase de integração e autonomia, oferecem apoio para que as pessoas acessem seus direitos, encontrem trabalho e criem vínculos com a comunidade.

Atualmente, cinco organizações foram habilitadas no primeiro edital: Panahgah, Instituto Estou Refugiado, Mais, Vila Minha Pátria e Rede sem Fronteiras. Juntas, devem acolher cerca de 1,5 mil afegãos. Desses, 301 já chegaram ao Brasil e estão distribuídos por aproximadamente 30 cidades de diferentes regiões do País. Essa distribuição é um ponto positivo do projeto, pois mostra o papel essencial das organizações da sociedade civil no acolhimento local e no fortalecimento das comunidades.

Com os resultados obtidos até o momento, o Ministério da Justiça e Segurança Pública trabalha para que o Programa de Patrocínio Comunitário se converta em política permanente. As ações estão alinhadas à nova Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia, instituída em outubro de 2025, e reforçam o papel do Brasil como país acolhedor, comprometido com soluções humanas, seguras e solidárias.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook

Brasil

Ministério da Justiça e Segurança Pública notifica Google e Apple sobre aplicativos de bets ilegais

Published

on

Brasília – 18/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) enviou ofícios à Google Brasil e à Apple, nesta sexta-feira (17,) solicitando esclarecimentos sobre a disponibilização de aplicativos de apostas ilegais — os chamados bets — em suas respectivas lojas virtuais, a Play Store e a App Store, sem autorização do Ministério da Fazenda.

Os Ofícios nº 455 e nº 456/2026, assinados pelo Secretário Nacional de Direitos Digitais e pelo Secretário Nacional do Consumidor, foram produzidos a partir de monitoramento de rotina da Coordenação-Geral de Classificação Indicativa da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (SEDIGI).

O levantamento identificou, em caráter preliminar, inúmeros aplicativos disponíveis para download que aparentemente promovem, ofertam ou viabilizam o acesso a apostas de quota fixa e outras modalidades lotéricas sem autorização regulatória emitida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

De acordo com os ofícios, os aplicativos identificados não estão sequer dissimulados sob o pretexto de outras funcionalidades, sendo encontrados com facilidade por meio de termos de busca simples, como a expressão “jogo do Tigrinho”. Exemplos dos aplicativos levantados constam nos anexos dos documentos.

Leia mais:  "Transição justa é sobre pessoas, não apenas economia ou tecnologia", afirma Luiz Marinho em Seminário Pré-COP30

O Ministério aponta que as condutas identificadas, em juízo preliminar, contrariam a legislação de proteção dos direitos da criança e do adolescente na internet — especificamente o art. 6°, inciso IV, da Lei nº 15.211/2025 — e o Código de Defesa do Consumidor (arts. 10, 18 e 39, inciso IV), podendo resultar em responsabilização solidária de toda a cadeia de fornecedores. Destaca-se ainda o art. 21 do Decreto 12.880/ 2026, que regulamenta o ECA Digital e determina expressamente que lojas de aplicações e sistemas operacionais devem impedir a disponibilização de produtos ou serviços que promovam acesso a loterias não autorizadas pelos órgãos competentes.

As empresas notificadas devem apresentar esclarecimentos circunstanciados e acompanhados de documentação comprobatória sobre as políticas internas aplicáveis à distribuição de aplicativos de apostas; os procedimentos de triagem prévia adotados para verificar autorizações regulatórias e mecanismos de verificação de idade; e uma relação nominal atualizada de todos os aplicativos das categorias Loterias, Apostas, Cassino, Bets e correlatas atualmente disponíveis para usuários no Brasil, com indicação do desenvolvedor responsável, classificação indicativa e autorização regulatória declarada.

Leia mais:  Posse dos conselhos das Resex Filhos do Mangue e Viriandeua marca novo capítulo na gestão participativa nas UCs do litoral paraense

O Ministério ressalta que a lista oficial das operadoras de apostas de quota fixa regularmente autorizadas no âmbito federal é mantida pelo Ministério da Fazenda e está disponível para consulta pública em gov.br/fazenda (acrescentar link), o que torna a verificação da regularidade dos aplicativos uma providência de baixa complexidade operacional.

Os ofícios têm natureza informativa e instrutória, não constituindo, por si sós, aplicação de sanção. Contudo, as respostas apresentadas — ou sua ausência — poderão permitir a instauração de procedimento administrativo próprio.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262