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Agro

Brasil precisa ampliar horizonte do Plano Safra para fortalecer agronegócio

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O agronegócio brasileiro enfrenta um desafio estratégico: a periodicidade anual do Plano Safra e do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) dificulta a tomada de decisões de longo prazo. Especialistas apontam que a falta de previsibilidade impacta investimentos em tecnologia, infraestrutura e práticas sustentáveis, essenciais para a competitividade do setor.

Maria Flávia Tavares, economista e doutora em agronegócio, afirma que o Brasil poderia se beneficiar de um modelo plurianual. “A visão de longo prazo permite políticas mais consistentes e favorece o planejamento estratégico do produtor rural”, ressalta.

Experiência internacional aponta caminho

Grandes economias adotam planos agrícolas de médio e longo prazo. Na China e na Índia, os planos são quinquenais; nos Estados Unidos, a Farm Bill é revisada a cada quatro anos; e na União Europeia, a Política Agrícola Comum passa por atualização a cada cinco anos. Esse horizonte estendido garante maior estabilidade para produtores e investidores e possibilita ajustes estruturais diante de mudanças econômicas e ambientais.

Flexibilidade versus estabilidade

O modelo anual brasileiro oferece flexibilidade, mas gera incerteza para o setor. A cada ciclo, linhas de crédito, juros e subsídios podem ser alterados, tornando difícil para o produtor planejar investimentos duradouros.

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“Repensar o horizonte do Plano Safra é fundamental para que o Brasil não apenas aumente a produção, mas também avance em inovação, sustentabilidade e consolidando-se como potência agrícola global”, conclui Tavares.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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