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Agro

Brasil na Vitrine: ApexBrasil promove alimentos e bebidas nacionais em Xangai durante CIIE 2025

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ApexBrasil leva produtos nacionais ao varejo chinês

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realiza, ao longo de novembro, a iniciativa Brasil na Vitrine, em parceria com a rede varejista chinesa Hotmaxx. O projeto promove a venda e degustação de alimentos e bebidas brasileiras em Xangai, com foco na visibilidade e fortalecimento da presença do Brasil no mercado chinês.

A ação acontece simultaneamente à China International Import Expo (CIIE) 2025, uma das maiores feiras de importação do mundo, consolidando a participação brasileira em um evento estratégico para a expansão de exportações.

Marcas brasileiras em destaque na loja Hotmaxx

Na prática, o Brasil na Vitrine disponibiliza produtos brasileiros já presentes no país na loja da Hotmaxx localizada no Xinlin Plaza, em Xangai. Nove marcas participam da iniciativa: Miolo, Unique Café, Nova Aliança, Weber Haus, Casa Perini, Salton, Only, Aurora e Attiva, oferecendo vinhos, espumantes, cafés, sucos, destilados e água mineral.

A iniciativa representa uma nova etapa na inserção do Brasil no varejo chinês, criando oportunidades para futuras parcerias comerciais e ampliação de mercado.

Cerimônia de abertura reúne autoridades e degustações

A abertura oficial ocorrerá em 7 de novembro, na loja da Hotmaxx, com a presença de autoridades e representantes das instituições envolvidas. Entre os convidados estão o cônsul-geral do Brasil em Xangai, embaixador Augusto Pestana, o gerente-geral da ApexBrasil para a Ásia-Pacífico, Victor Queiroz, e o cofundador da Hotmaxx, Liu Kai.

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O evento contará com um momento de degustação e interação com o público local, promovendo maior contato entre consumidores chineses e produtos brasileiros. A organização é realizada pelo Escritório da ApexBrasil em Pequim e pela Shanghai Xinguo Technology Co., Ltd., operadora da Hotmaxx.

Hotmaxx: rede em rápido crescimento na China

Fundada em 2020 em Xangai, a Hotmaxx é uma das redes de supermercados que mais cresce na China, com mais de 800 lojas em 100 cidades e parceria com 3 mil marcas. A rede registrou volume de vendas de 5 bilhões de RMB (US$ 680 milhões) e planeja abrir 5 mil novas unidades, expandindo para o Japão e países da ASEAN nos próximos anos.

Sua parceria com a ApexBrasil reforça o interesse do varejo chinês por produtos brasileiros de qualidade, especialmente no segmento de alimentos e bebidas.

ApexBrasil na CIIE 2025: dois pavilhões dedicados ao setor

Em sua 8ª participação na CIIE, que acontece de 5 a 10 de novembro, a ApexBrasil apresenta dois pavilhões voltados ao setor de alimentos e bebidas, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a Embaixada do Brasil em Pequim e o Consulado-Geral do Brasil em Xangai.

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O Pavilhão de Empresas reúne 37 companhias brasileiras apoiadas pela ApexBrasil, além de 20 empresas de carne bovina representadas pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

O Pavilhão Nacional promove ações de imagem e degustação de produtos emblemáticos do Brasil, como churrasquinho, açaí e café, em parceria com Mixue e Luckin Coffee.

A expectativa é gerar mais de US$ 280 milhões em negócios durante a feira.

CIIE: uma vitrine estratégica para o Brasil

Organizada pelo governo chinês, a CIIE 2025 reúne mais de 3.500 expositores de mais de 120 países e recebe centenas de milhares de visitantes. O evento consolidou-se como a principal vitrine global de importação, oferecendo ao Brasil um espaço estratégico para fortalecer suas exportações na China — atualmente o maior parceiro comercial do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Investimentos em pesquisa elevam produtividade e competitividade do agro de Mato Grosso do Sul

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Os investimentos em pesquisa agropecuária seguem como um dos principais pilares para o aumento da produtividade e da competitividade do agronegócio em Mato Grosso do Sul. Com atuação consolidada no nordeste do Estado, a Fundação Chapadão vem ampliando sua área de abrangência e fortalecendo parcerias com instituições públicas e privadas para o desenvolvimento de tecnologias voltadas às principais culturas agrícolas.

Às vésperas de completar 29 anos de atuação, a instituição atende municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Alcinópolis, Cassilândia, Paranaíba e Coxim, com expansão gradual de projetos para outras regiões do norte sul-mato-grossense.

Soja e milho seguem como foco central das pesquisas regionais

O presidente da Fundação Chapadão, Ilton Henrichsen, destaca que as condições climáticas da região norte de Mato Grosso do Sul favorecem a consolidação das culturas de soja e milho, que permanecem como prioridade das pesquisas.

Segundo ele, a estabilidade climática reduz impactos de veranicos mais frequentes em outras regiões, o que contribui para maior previsibilidade produtiva.

“A soja e o milho estão muito consolidados na nossa região. Por isso, as pesquisas continuarão focadas no desenvolvimento de novas cultivares, no aumento da produtividade e em soluções para os desafios que surgem a cada safra”, afirma.

Cana-de-açúcar e diversificação agrícola entram no radar científico

Além das grandes culturas, a expansão da cana-de-açúcar em áreas consideradas marginais e a presença de usinas na região têm ampliado a demanda por novas linhas de pesquisa.

Henrichsen ressalta que a cultura já é uma realidade em parte do território e deve ganhar mais espaço nos estudos técnicos.

“A cana já é uma realidade em parte da região e existe uma demanda crescente por conhecimento técnico”, destaca.

Outras cadeias produtivas, como citros em municípios como Cassilândia e Paranaíba, também aparecem como potenciais áreas de expansão da pesquisa agropecuária regional.

Fundação Chapadão nasceu para enfrentar crise de nematoides na soja

De acordo com o diretor-executivo da instituição, André Bartolomeu Piesanti, a Fundação Chapadão surgiu no fim da década de 1990 a partir de um problema crítico enfrentado por produtores rurais: a infestação de nematoides que comprometia a viabilidade da soja.

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O movimento de produtores, aliado a instituições como a Embrapa e o Governo do Estado, deu origem a uma estrutura de pesquisa voltada à solução de problemas reais do campo.

Mais de 500 mil hectares são atendidos com pesquisas aplicadas

Atualmente, a Fundação desenvolve pesquisas em uma área superior a 500 mil hectares, com foco em:

  • validação de cultivares
  • manejo de pragas e doenças
  • fertilidade do solo e nutrição vegetal
  • controle de nematoides
  • sementes e genética
  • tecnologias para mitigação de efeitos climáticos

Segundo Piesanti, a validação regional de cultivares é essencial para orientar decisões do produtor.

“Analisamos potencial produtivo, comportamento diante de doenças, melhor época de plantio e adaptação ao clima”, explica.

Investimentos públicos sustentam avanço da pesquisa agropecuária

A Fundação Chapadão recebe apoio financeiro do Governo de Mato Grosso do Sul para manutenção das atividades de pesquisa. Os recursos são utilizados principalmente em insumos, materiais de campo e execução de experimentos.

Segundo a instituição, os aportes somaram cerca de R$ 2,5 milhões por safra em 2023 e 2024, subindo para R$ 3,7 milhões na safra 2024/2025, com previsão de aproximadamente R$ 2,7 milhões para 2026/2027.

Sustentabilidade e rastreabilidade ganham centralidade no agro

Além da produtividade, a sustentabilidade ambiental se tornou um dos eixos centrais das pesquisas. Piesanti destaca que mercados internacionais exigem cada vez mais rastreabilidade e comprovação de boas práticas.

A evolução tecnológica, segundo ele, permite maior transparência na origem da produção, com exemplos como a rastreabilidade total do algodão.

“Hoje o comprador estrangeiro quer saber de onde veio o produto”, afirma.

Inteligência artificial acelera transformação digital no campo

A incorporação da inteligência artificial ao agronegócio é outro destaque apontado pela Fundação. A tecnologia já é aplicada no monitoramento de lavouras, mecanização e análise de dados.

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A instituição ainda não possui estrutura dedicada exclusivamente à IA, mas busca parcerias para integrar ferramentas de análise preditiva, identificação de riscos e apoio à tomada de decisão.

“A IA pode prever cenários e identificar riscos antes que eles aconteçam”, observa Piesanti.

Ciência, genética e análise de dados ampliam impacto das pesquisas

Para o engenheiro agrônomo Fábio Lima Abrantes, a inteligência artificial já contribui para transformar grandes volumes de dados em informações estratégicas para o produtor rural.

Na área de genética, as pesquisas avaliam desde cultivares comerciais até materiais em desenvolvimento, considerando resistência a doenças, tolerância ao déficit hídrico e adaptação climática.

O trabalho da Fundação abrange mais de 600 mil hectares, com impacto direto em municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Coxim e Sonora.

Laboratórios garantem diagnóstico e suporte técnico ao produtor

A estrutura laboratorial da Fundação Chapadão desempenha papel fundamental no suporte às pesquisas e ao atendimento dos produtores rurais.

Segundo a engenheira agrônoma Aniele Versotto Teixeira, os laboratórios realizam diagnósticos de doenças, análises de produtos biológicos e testes de viabilidade de microrganismos utilizados no controle de pragas.

“Isso permite uma recomendação mais precisa e assertiva”, explica.

A manutenção dessa estrutura exige investimentos contínuos em equipamentos, insumos e capacitação técnica, reforçando a importância do apoio institucional.

Pesquisa agropecuária sustenta competitividade do Mato Grosso do Sul

O conjunto de ações evidencia o papel estratégico da pesquisa científica no avanço do agronegócio sul-mato-grossense. A integração entre instituições, governo e setor produtivo tem impulsionado ganhos de produtividade, sustentabilidade e inovação no campo.

Com o avanço de tecnologias como genética aplicada, análise de dados e inteligência artificial, a tendência é de maior eficiência e competitividade na agricultura regional nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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