Agro
Brasil lidera ranking global de produtividade leiteira com uso de tecnologia em fazendas do Paraná
O Brasil alcançou posição de destaque mundial na produção de leite por vaca, impulsionado pelo uso de tecnologia e gestão eficiente. Duas fazendas localizadas no Paraná conquistaram o primeiro e o segundo lugar em um ranking global que avalia a produtividade média em sistemas de ordenha robotizada.
O levantamento é da Lely, especializada em soluções automatizadas para o setor. A empresa atua em mais de 50 países e reúne dados de mais de 25 mil fazendas e cerca de 50 mil robôs em operação no mundo.
Fazendas brasileiras lideram produtividade global
A liderança do ranking ficou com a Fazenda Melkstad, que alcançou média de 54,5 quilos de leite por vaca ao dia em 2025. Na sequência aparece a Fazenda Melkland, da família Delezuk, com média de 53,1 quilos por animal.
Os resultados colocam o Brasil à frente de países tradicionalmente reconhecidos pela alta eficiência na produção leiteira, como nações europeias e os Estados Unidos.
Eficiência produtiva é resultado de manejo e tecnologia
Para o gerente do setor de ordenha robotizada da Fazenda Melkstad, Odair Trautenmuller, o desempenho é consequência direta de uma operação cada vez mais eficiente.
Segundo ele, o aumento no número de vacas em sistema robotizado, aliado ao cuidado com saúde e bem-estar animal, permitiu elevar a produção média. O resultado evidencia a evolução do modelo produtivo adotado na propriedade.
Evolução consistente garante destaque à Fazenda Melkland
Na Fazenda Melkland, o segundo lugar no ranking global é fruto de uma trajetória de crescimento contínuo. A propriedade saiu da 10ª posição em 2023 para a 4ª em 2024, até alcançar o topo em 2025.
A economista e sócia-proprietária Lorena Delezuk destaca que o reconhecimento reflete o trabalho integrado da equipe, com foco em alimentação de qualidade, conforto animal e uso adequado da tecnologia.
Já o produtor Lucas Delezuk reforça que a consistência no manejo diário é determinante para os resultados, aliada à tradição familiar e ao compromisso com a atividade leiteira.
Tecnologia potencializa desempenho na pecuária leiteira
Os resultados evidenciam que a alta produtividade não depende apenas da tecnologia, mas de um sistema integrado de produção. Fatores como nutrição, sanidade, genética e ambiência são trabalhados de forma conjunta, enquanto a automação atua como ferramenta para maximizar o desempenho dos animais.
Como funciona o ranking global da Lely
O ranking global da Lely considera a produção média anual de leite por vaca em fazendas que utilizam sistemas robotizados da empresa.
O levantamento é baseado em dados consolidados de produtores de diferentes países, permitindo uma comparação direta entre sistemas produtivos em nível global.
O Brasil tem presença relevante na lista: 18 produtores nacionais estão entre os 200 melhores do mundo, com destaque para propriedades nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Profissionalismo e gestão impulsionam resultados
De acordo com a gerente do Lely Center Carambeí, Natali Schllemer, o desempenho das fazendas brasileiras reflete um trabalho estruturado, que integra tecnologia, manejo e suporte técnico.
Já o diretor global de Lely Centers próprios, Gert Aerts, ressalta o alto nível de profissionalismo dos produtores brasileiros, destacando o uso adequado da tecnologia e o cuidado com os animais como diferenciais competitivos.
Brasil avança e ganha protagonismo na produção leiteira
O avanço da pecuária leiteira brasileira em eficiência produtiva demonstra uma transformação estrutural no setor. A combinação entre gestão, inovação tecnológica e bem-estar animal tem colocado o país em posição de destaque no cenário global, consolidando um modelo de produção cada vez mais competitivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Missão na China pode gerar até US$ 110 milhões em negócios para cafés especiais do Brasil
A participação de empresários brasileiros do setor de cafés especiais em uma missão comercial na China e na feira internacional Hotelex Shanghai 2026 pode resultar em até US$ 109,89 milhões em negócios para o Brasil.
Ao todo, 19 empresas participaram da iniciativa, que gerou 436 contatos comerciais com importadores chineses. Desse total, US$ 1,34 milhão já foi fechado durante o evento, enquanto outros US$ 108,55 milhões estão projetados para os próximos 12 meses.
Estratégia fortalece presença do café brasileiro na China
A ação foi realizada por meio do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”, conduzido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
A iniciativa tem como objetivo ampliar a presença dos cafés especiais brasileiros no mercado chinês e consolidar uma estratégia estruturada para expansão na Ásia, aumentando as oportunidades comerciais para o setor.
Qingdao se destaca como hub logístico e estratégico
Na cidade de Qingdao, a missão teve foco institucional e técnico, incluindo visitas a cafeterias, torrefações e estruturas logísticas. A agenda permitiu uma análise aprofundada do mercado local e de suas tendências.
A região se mostrou estratégica do ponto de vista logístico, especialmente por contar com uma zona de livre comércio estruturada e conectada a diversos mercados asiáticos, o que a posiciona como potencial plataforma de importação e distribuição de café.
Segundo a BSCA, o mercado local apresenta sinais de evolução, com maior sofisticação, abertura para novos produtos e crescente interesse por cafés de maior qualidade.
Base de promoção reforça presença brasileira
Um dos principais resultados da missão foi a inauguração da “Base de Promoção do Café Especial do Brasil” em Qingdao.
A estrutura funcionará como plataforma permanente para ações de visibilidade, relacionamento comercial e fortalecimento da presença do café brasileiro no mercado chinês.
A programação também incluiu um fórum com representantes do governo local, entidades e empresas, no qual foram discutidas oportunidades de cooperação entre Brasil e China.
Durante o encontro, foram apresentados os diferenciais dos cafés especiais brasileiros, além da realização de sessões de degustação (cupping) com produtos certificados, destacando atributos como qualidade, rastreabilidade e consistência.
Hotelex Shanghai amplia conexões comerciais
Em Xangai, durante a Hotelex Shanghai 2026 — uma das principais feiras de hospitalidade da Ásia —, os empresários brasileiros intensificaram o contato direto com compradores, importadores, torrefações e cafeterias.
O estande brasileiro registrou forte presença de público qualificado e permitiu avançar negociações iniciadas durante a missão comercial, evidenciando a eficácia da estratégia integrada entre visitas técnicas e participação em eventos internacionais.
Cafés brasileiros ganham destaque pela diversidade sensorial
Os cafés especiais apresentados na feira tiveram alta aceitação, com destaque para perfis sensoriais diferenciados.
Bebidas com notas frutadas e cítricas despertaram interesse do público, contribuindo para ampliar a percepção sobre o Brasil como origem de cafés de alta qualidade e maior valor agregado.
Também foi identificado um crescimento na demanda por cafés mais complexos, inclusive para preparo em espresso, sinalizando a evolução do mercado chinês e sua abertura a novos perfis de consumo.
Todos os produtos apresentados contavam com certificação da BSCA, reforçando atributos como padronização, confiabilidade e rastreabilidade.
Missão consolida avanços e abre novas oportunidades
De acordo com avaliação dos participantes, a missão e a presença na feira geraram avanços importantes em três frentes principais: fortalecimento institucional, ampliação das conexões comerciais e validação do potencial dos cafés especiais brasileiros na China.
A iniciativa também estabeleceu bases sólidas para a continuidade das ações no país asiático e para o aprofundamento da presença brasileira em outros mercados da região.
Brasil amplia posicionamento estratégico na Ásia
A avaliação final do setor é de que o Brasil avança de forma consistente em um mercado promissor e em expansão.
Além de reforçar a qualidade e diversidade dos cafés nacionais, a missão contribuiu para estruturar relações institucionais e abrir novas frentes estratégicas, especialmente nas áreas de logística e posicionamento comercial.
O movimento fortalece a competitividade do café especial brasileiro e amplia sua conexão com importantes centros consumidores globais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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