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Boas práticas de armazenamento fortalecem a produtividade e segurança na pecuária

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Na pecuária, o desempenho do rebanho depende de fatores como alimentação adequada, controle de doenças e parasitas, bem-estar animal e monitoramento constante. Além disso, o armazenamento adequado de rações, suplementos e medicamentos é crucial para prevenir perdas, manter a qualidade dos produtos e garantir a produtividade da fazenda.

Segundo Bruno Marson, diretor técnico industrial da Connan, “manter os produtos armazenados corretamente evita perdas financeiras, contaminações e riscos de doenças no rebanho”.

Higiene e organização: pilares do armazenamento seguro

As boas práticas de armazenagem incluem higiene, controle de temperatura e organização física do espaço, adaptadas ao tipo de produto:

  • Rações e suplementos: devem ser guardados em locais secos e arejados, preferencialmente em embalagens originais ou recipientes herméticos, sobre paletes e afastados das paredes para evitar umidade e pragas.
  • Medicamentos e vacinas: exigem atenção rigorosa à temperatura, seguindo as instruções do fabricante, muitas vezes necessitando de refrigeração em locais separados de produtos químicos.
  • Defensivos agrícolas e químicos: precisam ser armazenados em áreas isoladas, ventiladas, com piso impermeável e sinalização de risco, conforme normas de segurança.
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A legislação brasileira, incluindo diretrizes da Anvisa, fornece orientações sobre boas práticas aplicáveis a produtos agropecuários e de origem animal.

Controle de temperatura e prevenção de contaminações

Marson reforça que a temperatura adequada é fundamental, especialmente para vacinas e medicamentos. O uso de câmaras frias e refrigeradores deve seguir as recomendações do fabricante, garantindo que as embalagens protejam os produtos de umidade e contaminações externas.

No caso de grãos e rações a granel, é importante adotar medidas preventivas contra pragas, como uso de iscas, bloqueio de possíveis acessos e inspeções periódicas.

Rotação de estoque e gestão eficiente

Outra prática recomendada é a organização dos produtos para facilitar inspeção e limpeza, além da implementação da rotação de estoque (PEPS – primeiro a entrar, primeiro a sair), garantindo que produtos mais antigos sejam utilizados antes do vencimento.

A gestão de resíduos e o controle de pragas também são essenciais para manter o ambiente seguro e produtivo, evitando infestação e preservando a integridade dos insumos.

Benefícios para a produtividade e rentabilidade

Seguindo essas orientações, os produtores garantem que os produtos permaneçam em condições ideais, contribuindo para o bem-estar do rebanho, produtividade e rentabilidade da fazenda, conclui Marson.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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