Paraná
Sequenciamento genético no Paraná abre caminho para medicina de precisão no SUS
Um projeto desenvolvido no Paraná está transformando a forma como doenças genéticas são diagnosticadas e tratadas no sistema público de saúde. Por meio do sequenciamento completo do genoma, pesquisadores, médicos e famílias já vivenciam impactos concretos na redução do tempo de diagnóstico e na definição de tratamentos mais precisos.
Coordenado no âmbito do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Saúde Pública de Precisão (NAPI SPP), uma iniciativa da Fundação Araucária, o estudo analisa o material genético de pacientes para identificar alterações associadas a doenças. As análises são realizadas no Centro de Saúde Pública de Precisão (CSPP), localizado em Curitiba.
Com investimento superior a R$ 10,9 milhões do Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária, o NAPI Saúde Pública de Precisão reúne 33 pesquisadores de 18 instituições e busca posicionar o Paraná na vanguarda da genômica clínica no Brasil.
“Essa rede colaborativa de pesquisa talvez seja uma das que mais impacta na qualidade do atendimento de saúde, não só do Paraná, mas do Brasil e internacionalmente”, afirma o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa. “É, com certeza, um dos maiores desafios científicos e tecnológicos, e os resultados já alcançados demonstram o potencial dessa iniciativa, especialmente quando vemos casos concretos em que a pesquisa contribui para transformar e até salvar vidas”.
- R$ 7,6 milhões: Estado lança edital para fortalecer educação tutorial nas universidades
-
Governo do Paraná investiu R$ 609,7 milhões em ciência e tecnologia em 2025
A expectativa é de que os resultados do projeto contribuam para a futura implementação da tecnologia como política pública no SUS, ampliando o acesso ao diagnóstico rápido e preciso para a população.
Segundo o articulador do NAPI SPP e pesquisador da Fiocruz Paraná, Fabio Passetti, a tecnologia permite uma avaliação detalhada caso a caso, auxiliando diretamente as equipes médicas na tomada de decisão clínica. “O sequenciamento do genoma completo possibilita identificar alterações genéticas específicas e, com isso, orientar o manejo clínico dos pacientes”, explica.
De acordo com ele, o projeto já apresenta resultados expressivos, especialmente em UTIs neonatais, onde a análise genética tem contribuído para diagnósticos mais rápidos e intervenções precoces, inclusive com indicação de transplante em casos críticos.
A partir do encaminhamento dos pacientes pela equipe médica dos hospitais e consentimento ético das famílias que desejam participar do estudo, é feita uma coleta de sangue e realizada a análise do sequenciamento de genoma completo no laboratório. “É completamente inovador, ainda não está implementado no SUS, mas temos conversado com o Ministério da Saúde e com a Secretaria Estadual de Saúde para que, em algum momento, se transforme de um projeto de pesquisa para uma política pública”, destaca Fabio Passetti.
Atualmente, o NAPI SPP reúne uma rede de dez hospitais do Paraná que atendem pacientes do SUS, com foco em casos sem diagnóstico definido e suspeita de doenças genéticas, como as doenças raras. Um dos principais avanços é a redução significativa do tempo de resposta: enquanto pacientes podem levar de oito a dez anos para obter um diagnóstico por métodos tradicionais, o sequenciamento genético pode apresentar resultados em até seis meses.
A aplicação da tecnologia se dá em pacientes destes hospitais hospitais parceiros, com autorização de familiares e encaminhamento pelas equipes médicas.
Para o neurologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe, Daniel Almeida do Valle, a tecnologia representa um avanço decisivo na prática médica. “O exame permite diagnosticar pacientes que antes permaneciam sem resposta, além de organizar melhor o tratamento, evitar exames desnecessários e indicar terapias mais adequadas”, afirma.
Ele destaca ainda que o apoio da Fundação Araucária tem sido essencial para viabilizar o acesso a exames de alta complexidade no SUS. “Em muitos casos, conseguimos antecipar em anos uma investigação que talvez nunca chegasse a um diagnóstico sem o sequenciamento do genoma”, completa.
- Apoio do Estado: curativo que identifica tipo sanguíneo em minutos passa por testes finais
- Professores do Paraná são selecionados para intercâmbio em Utah, nos EUA
CIÊNCIA QUE SALVA VIDAS – A importância do exame também é sentida pelas famílias. A mãe da pequena Isabela, de seis meses, Karolyne Antonia da Silva de Paula, relata que o sequenciamento genético foi determinante para identificar a Síndrome de Gorlin na filha, após a descoberta de um tumor cardíaco ainda na gestação.
“Não sabíamos a condição real que o genoma nos proporcionou. Mostrou que ela tem uma condição genética que é o desenvolvimento de células desordenadas no corpo. Então, pode causar tumores na mandíbula, câncer de pele, tumor no coração, tumor no cérebro”, conta.
A coleta do sangue da bebê foi realizada no dia 31 de outubro de 2025 e no dia 05 de fevereiro de 2026 já receberam o resultado para encaminhamentos da equipe médica. Resultado que poderia demorar até dez anos foi obtido em em quatro meses. “A agilidade para realizar esse exame pode salvar a vida da minha filha. Com isso, ela consulta agora com mais especialistas, tem mais acompanhamentos. E caso surja algum tumor ou um câncer de pele, pode ser tratado precocemente”, afirma Karolyne.
PARA PARTICIPAR – Hospitais do Paraná que tenham UTI neonatal do SUS e queiram participar do projeto podem entrar em contato com o NAPI Saúde Pública de Precisão pelo e-mail [email protected].
CENTRO DE SAÚDE PÚBLICA DE PRECISÃO – Lançado em 2020, o Centro de Saúde Pública de Precisão (CSPP) é uma iniciativa do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), sendo um dos principais objetivos para o Tecpar no Plano de Governo do Governo do Paraná (2023-2026). A unidade é especializada em sequenciamento genético para apoio a elucidação de doenças raras e outras condições genéticas complexas com foco em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: Governo PR
Paraná
MON inaugura obra nova na área externa e promove “caça às artes” com prêmios no sábado
O Museu Oscar Niemeyer entregará ao público mais uma obra inédita do “MON sem Paredes – Arte ao Ar Livre” neste sábado (25), a partir das 10h. É a escultura “Afenufu vivalulu amulufu fufulufu”, do artista avaf (assume vivid astro focus), que integra escorregador, balanço e outros elementos para interação das crianças.
Também serão inauguradas réplicas táteis de obras que fazem parte do projeto: “Giroscópico”, do artista Arthur Lescher, e “Estruturas Dissipativas/Trepa-Trepa”, do artista Rommulo Conceição. Em breve, as obras “Té Danzante”, de Joana Vasconcelos, e “Ao Redor de uma Árvore”, de Gustavo Utrabo, também terão suas versões táteis.
As réplicas fazem parte das iniciativas do programa MON para Todos, desenvolvido pelo Museu Oscar Niemeyer para ampliar o acesso das pessoas com deficiência ao acervo e às atividades oferecidas pela instituição.
CAÇA ÀS ARTES – No mesmo dia e horário haverá uma caça às artes na área externa do museu, aberta ao público. Será uma experiência interativa pelos jardins, convidando as pessoas a explorar as obras do projeto “MON sem Paredes” de forma dinâmica e guiada.
Os primeiros 500 visitantes poderão retirar gratuitamente um mapa ilustrado na bilheteria do Museu. Educadores da equipe do MON estarão no percurso para informar sobre as obras, enriquecendo a experiência.
Para participar, o público irá percorrer o percurso sugerido no mapa e registrar a sua obra favorita do “MON sem Paredes” nas redes sociais com a hashtag #MONSemParedes. Os 100 primeiros participantes que completarem o desafio e apresentarem o post na MON Loja ganharão um sorvete.
“MON SEM PAREDES” – Democrático e inclusivo, o “MON sem Paredes – Arte ao Ar Livre”, inaugurado em 2024, rompeu o limite físico das paredes do Museu e abraçou a população. A iniciativa se transformou num convite permanente para que o público externo se inspire e se sinta instigado a entrar no Museu.
Com curadoria de Marc Pottier e realização do MON, fazem parte do projeto obras como a escultura “Aurum”, da artista Rizza Bomfim, e o “Robô Interativo” dos arquitetos Dilva e Orlando Busarello, que resgata a memória afetiva de uma Curitiba de décadas atrás, quando a obra teve longa permanência no Centro da cidade, na Praça Osório.
O “MON sem Paredes” também conta com obras de Gustavo Utrabo, Artur Lescher, Rommulo Conceição, Alexandre Vogler, Narcélio Grud e Joana Vasconcelos, entre outros artistas.
“Em consonância com o movimento da cidade de oferecer mais atrativos na região central, transformamos o entorno do Museu num amplo espaço cultural. Dessa forma, alcançamos cada vez mais pessoas, sejam moradores ou visitantes, fazendo com que a região respire arte”, diz a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.
A iniciativa realizou recentemente a sua primeira edição itinerante, no Parque Estadual de Vila Velha, inaugurando um novo capítulo do “MON sem Paredes”, aproximando-se de novos públicos.
“Podemos dizer que o MON está cada vez mais comprometido não apenas com a preservação e difusão da arte, mas definitivamente também com sua democratização e acessibilidade”, diz a diretora. “Quando levamos obras de arte até onde está a população, além de sensibilizarmos o grande público, que talvez não tenha o hábito de entrar em museus, oferecemos ambientes de pausa, de desaceleração e de reconexão interior, promovendo o bem-estar”.
MON – O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço:
Museu Oscar Niemeyer
25/4, às 10h
Inauguração da obra “Afenufu vivalulu amulufu fufulufu”, do artista avaf (assume vivid astro focus)
Inauguração de réplicas táteis de obras do MON sem Paredes
Caça às artes – participação gratuita
Fonte: Governo PR
-
Política Nacional6 dias agoReconhecimento do circo como manifestação cultural vai à sanção
-
Paraná7 dias agoNova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná
-
Polícial7 dias agoPRF escolta mulher em trabalho de parto até maternidade no Paraná
-
Polícial7 dias agoPMPR reforça busca por inovação e atuação estratégica em segurança pública durante a LAAD Security & Milipol Brazil 2026
-
Paraná6 dias agoParaná tem redução de 10% nos homicídios e 22% nos roubos no 1º trimestre de 2026
-
Esportes7 dias agoPalmeiras vence Sporting Cristal e lidera o Grupo F da Libertadores
-
Educação7 dias agoMEC realiza encontro de especialização em educação digital
-
Polícial7 dias agoPolícia Militar do Paraná lança mais uma etapa da Operação Omnis em todo o estado
