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Brasil lidera Compromisso Global de Resfriamento e lança roteiro para combater o calor extremo no mundo

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A mesa redonda ministerial sobre o Compromisso Global de Resfriamento (Global Cooling Pledge, em inglês), coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), avançou na agenda institucional nesta terça-feira (18/11), na Zona Azul da COP30, em Belém (PA). Copresidido pelo Brasil e pelos Emirados Árabes Unidos, o painel revisou o progresso coletivo do compromisso global e estabeleceu as bases de governança para alcançar a meta de reduzir as emissões relacionadas ao resfriamento do planeta em pelo menos 68% até 2050. O Compromisso Global de Resfriamento — iniciativa de 72 países signatários — foi um dos mais importantes resultados da agenda de ação presidencial da COP28, realizada em Dubai, em 2023.

O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e co-presidente do Compromisso Global de Resfriamento, Adalberto Maluf, conduziu a mesa redonda ministerial. Maluf sublinhou que, para o Brasil, sediar a COP30 significa colocar as pessoas, a natureza e soluções climáticas eficientes no centro da agenda global.

“O resfriamento sustentável captura isso perfeitamente: um ganha-ganha tanto para a mitigação quanto para a adaptação ao calor que pessoas e economias do mundo necessitam”, afirmou o secretário.

O Brasil colocou o calor extremo no centro da COP30. “É agora o desafio climático mais letal que enfrentamos, responsável por mais de 500 mil mortes todos os anos”, destacou o secretário.

Maluf lembrou que a Amazônia chegou a registrar durante alguns meses no ano passado temperaturas 5,1°C acima da média histórica, e que ondas de calor foram a principal causa de fechamento de escolas relacionadas no país. “O calor extremo não é apenas uma ameaça ambiental, mas uma crise de saúde pública, equidade social e econômica.”

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De acordo com o relatório Observatório Global de Resfriamento 2025, elaborado pela Cool Coalition, liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a situação se torna mais grave pelo fato de o resfriamento já consumir um quinto da eletricidade global, e a projeção da capacidade instalada é que triplique até 2050, dobrando as emissões para 7,2 gigatoneladas de CO2.

“Este caminho é incompatível com nossa transição energética e nossos objetivos climáticos coletivos”, concluiu Maluf.

Beat the Heat

A mesa redonda ministerial serviu para consolidar a iniciativa Mutirão contra o Calor Extremo — Beat the Heat, lançada em 11 de novembro, em Belém (PA), pela Presidência da COP30 e a Cool Coalition.

Maluf afirmou que a iniciativa transforma ambição em implementação, traduzindo o Compromisso Global de Resfriamento e os compromissos das NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) em ação local.

Mais de 185 cidades já aderiram ao compromisso global, sendo 80 somente no Brasil, além de 70 organizações nacionais e internacionais, como instituições financeiras multilaterais, organizações filantrópicas, empresas privadas e fundações.

Em 2024, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lançou o Chamado à ação sobre calor extremo, destacando os impactos multissetoriais da crise climática induzida por combustíveis fósseis, que torna a Terra mais perigosa e letal. O calor extremo ameaça bilhões de pessoas, desestabiliza economias, amplia as desigualdades e sabota os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

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No Brasil, o mutirão será implementado com o apoio do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), coordenado pelo MMA, Ministério das Cidades e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Pós-COP30

O painel alcançou objetivos institucionais que darão sustentação legal e operacional ao Compromisso Global de Resfriamento. Entre os avanços, a mesa redonda ministerial buscou operacionalizar o mecanismo Viabilizando a Implementação do Compromisso para o Resfriamento (EPIC, na sigla em inglês), lançado na semana passada na COP30, para que os países signatários possam conciliar prioridades nacionais e locais com soluções, conhecimento e financiamento.

A mesa redonda ministerial também estabeleceu formalmente o comitê intergovernamental sobre resfriamento para que todo país possa participar na governança e implementação do compromisso global.

Além disso, o Comunicado de Belém sobre Calor Extremo foi adotado como um apelo compartilhado para agir pela vida, fechar a lacuna de resfriamento e integrar mitigação e adaptação por meio do Beat the Heat. Até o momento, 35 países haviam endossado publicamente o chamado. O documento estará disponível no site da Cool Coalition a partir de 19 de novembro.

“Espero que Belém seja lembrada não apenas como a sede da COP30, mas como o lugar em que firmamos um roteiro claro e escolhemos agir juntos para resfriar nosso planeta, proteger nossa gente e mostrar que a cooperação continua sendo nossa forma mais forte de liderança climática”, finalizou Maluf.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas

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O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.

“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS
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Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:

  • Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
  • Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
  • Santa Casa de Porto Alegre (RS)
  • Hospital José Silveira (BA)
  • Instituto de Câncer de Londrina (PR)
  • Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
  • Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
  • Fundação Assistencial da Paraíba (PB)

Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.

Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil

No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.

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Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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