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Brasil lança Grupo de Amigos da Bioeconomia durante o Fórum Mundial da Alimentação em Roma

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O governo do Brasil, em parceria com a União Europeia, lançou na sexta-feira (17/10) o Grupo de Amigos da Bioeconomia para Agricultura e Alimentação Sustentáveis durante o Fórum Mundial da Alimentação, promovido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma na Itália.

A iniciativa tem o propósito de fortalecer o entendimento comum sobre o papel da bioeconomia na transformação dos sistemas agroalimentares e apoiar sua integração nas estratégias nacionais de segurança alimentar e de uso sustentável dos recursos naturais.

O grupo se ampara nos Princípios de Alto Nível sobre Bioeconomia, lançados durante a presidência brasileira do G20, em 2024, e reafirma a importância do fortalecimento das cadeias produtivas da bioeconomia como estratégia de ação climática, no contexto da COP30, a Conferência do Clima da ONU que ocorre em Belém (PA) em novembro. A iniciativa funcionará como um mecanismo voluntário de cooperação entre países e promoverá a troca de experiências, a definição de estratégias comuns e a realização de ações conjuntas para a promoção da bioeconomia.

Em vídeo exibido no evento de lançamento do grupo, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima Marina Silva, destacou seu caráter colaborativo. “O grupo nasce com a missão de fortalecer o diálogo político e técnico em torno da bioeconomia promovendo inovação, inclusão social e sustentabilidade”, afirmou.

Ela reforçou ainda que a bioeconomia representa um novo paradigma de desenvolvimento regenerativo, circular e justo, que reconhece os limites do planeta, valoriza a biodiversidade e oferece caminhos concretos para combater a fome, a pobreza e a crise climática. “Que este seja o primeiro passo de uma jornada coletiva  por sistemas alimentares mais resilientes, produtivos e sustentáveis”, salientou.

A secretária nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Carina Pimenta, acompanhou o lançamento do grupo em Roma. Ao discursar, ressaltou que ele representa uma contribuição valiosa para o fortalecimento do multilateralismo e da cooperação internacional. “O Grupo de Amigos reforça o apoio multilateral e a orientação para o trabalho de bioeconomia da FAO, ancorando-o em prioridades compartilhadas e apoiando os Estados-membros a incorporar a bioeconomia à transformação dos sistemas agroalimentares”, pontuou.

Segundo a secretária, o Brasil vem promovendo um conjunto de iniciativas para a construção de uma bioeconomia global, entre elas os Princípios de Alto Nível e o Grupo de Amigos. Durante a COP30,, lançará ainda a nova iniciativa global chamada Bieconomy Challenge.

Confira a íntegra do discurso da secretária Nacional de Bioeconomia do MMA, Carina Pimenta, no evento de lançamento do  Grupo de Amigos da Bioeconomia para Agricultura e Alimentação Sustentáveis

O dinamismo da nossa bioeconomia global surge de sua pluralidade. Na verdade, existem muitas “bioeconomias” ao redor do mundo e dentro de nossos países. Elas são moldadas pela diversidade de territórios, culturas, biomas, conhecimento tradicional e capacidades científicas e tecnológicas. 

O Brasil defende uma abordagem aberta e orientada para resultados que celebra caminhos diversos, constrói interoperabilidade entre políticas e permite cooperação entre países para aumentar a inclusão social e o uso sustentável da biodiversidade. 

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Sob a Presidência brasileira do G20 no ano passado, os Chefes de Estado concordaram com os Princípios de Alto Nível sobre Bioeconomia, que fornecem a base política para um diálogo plural e inclusivo. 

Sem prescrever um modelo único, eles estabelecem um terreno comum em torno da sustentabilidade, inovação, inclusão social, trabalho decente, uso eficiente de recursos biológicos e condições justas de mercado. 

Assim, os Princípios de Alto Nível delineiam os contornos da nova economia que precisamos construir: regenerativa, inclusiva e sustentável. 

Esses Princípios agora servem como bússola para alinhar estratégias nacionais, orientar políticas de investimento, calibrar estruturas regulatórias e facilitar o comércio de bens e serviços de base biológica. 

Elogiamos a Presidência sul-africana do G20 por manter o momentum e por priorizar a implementação prática e a cooperação em bioeconomia. 

Com base nessa fundação, podemos avançar agendas concretas na FAO e em outros órgãos multilaterais relevantes.  

A FAO é o fórum certo para essa iniciativa. A organização elevou a bioeconomia como prioridade estratégica, implementou projetos e produziu análises fundamentais, fortalecendo a expertise técnica e enriquecendo o diálogo político global. 

A FAO foi participante ativa na Iniciativa do G20 sobre Bioeconomia em 2024 e agora está contribuindo para o Desafio da Bioeconomia, uma iniciativa multissetorial que faz parte da Agenda de Ação da COP 30, e será lançada oficialmente em Belém. 

O Desafio da Bioeconomia estabelece uma agenda de 3 anos para bioeconomia e visa avançar o engajamento do setor privado e da sociedade civil em métricas, investimentos, mercados e sociobioeconomia. 

Embora nem todas as dimensões da bioeconomia estejam dentro de seu mandato, os comitês técnicos e órgãos de governança da FAO fornecem uma estrutura para o diálogo político contínuo sobre abordagens, indicadores e políticas de bioeconomia nos setores de agricultura, silvicultura, pesca e segurança alimentar. 

O lançamento do Plano de Investimento em Bioeconomia da Amazônia, no Fórum Hand in Hand, na quarta-feira, demonstra como a FAO pode ajudar a alinhar políticas, investimentos e capacidades para fornecer inclusão produtiva e uso sustentável da biodiversidade no campo. 

O trabalho da FAO em bioeconomia florestal aumenta a contribuição das florestas e o papel das comunidades na produção de recursos, bens e serviços renováveis, ao mesmo tempo em que protege nossas florestas e riqueza natural. 

A organização está apoiando várias iniciativas-chave relacionadas à bioeconomia, visando promover a restauração de áreas degradadas, como a Agricultura Resiliente 

Implementação para degradação líquida zero da terra, a Iniciativa RAIZ, projetada para acelerar investimentos para restauração agrícola em larga escala; e a Iniciativa Florestas Produtivas, visando apoiar sistemas agroflorestais bem projetados para promover restauração ecológica, segurança alimentar e nutricional, geração de renda e ação climática. 

Uma bioeconomia sustentável em contextos megabiodiversos também significa que recursos e incentivos precisam alcançar aqueles que são diretamente responsáveis por proteger e conservar florestas, particularmente povos indígenas e comunidades locais. 

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Como esse compromisso claro precisa ser transformado em ação, a Presidência brasileira da COP-30 também propôs o estabelecimento do Mecanismo de Florestas Tropicais Para Sempre (Tropical Forest Forever Facility) para fornecer incentivos sustentados de longo prazo para conservar e expandir florestas tropicais. 

Liderado por 12 países — incluindo o Brasil — o TFFF tem o potencial de beneficiar mais de 70 nações tropicais. Não se trata de doações, mas de investimento. O TFFF visa garantir fluxos financeiros perenes para proteger a natureza e compensar serviços ecossistêmicos, reconhecendo o papel vital dos Povos Indígenas e comunidades tradicionais. 

Uma vez operacional, poderia gerar cerca de 4 bilhões de dólares por ano, quase três vezes o volume atual de financiamento florestal internacional. A FAO também está contribuindo para o desenvolvimento desta iniciativa crítica. 

O Grupo de Amigos chega no momento certo e no lugar certo. 

Com base nos Princípios de Alto Nível e outros acordos e iniciativas relevantes, nossos governos podem catalisar um diálogo intergovernamental inclusivo que reúna diferentes regiões e partes interessadas para aumentar o valor agregado das políticas de bioeconomia para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável. 

Um número crescente de países está adotando novas políticas e estratégias para bioeconomia ou revisando suas estruturas existentes. Isso inclui o Brasil. 

Após a adoção da Estratégia Nacional do Brasil no ano passado, o Governo Brasileiro lançará em breve seu Plano de Desenvolvimento da Bioeconomia, uma estrutura abrangente para ampliar o uso sustentável da biodiversidade em diferentes segmentos de nossa economia, da agricultura e floresta à energia e saúde, e gerar oportunidades inclusivas em nossos territórios e biomas. 

Em todo o mundo, o setor privado e a sociedade civil reconhecem o valor agregado da abordagem da bioeconomia para alinhar políticas, capacidades e recursos em apoio à sustentabilidade, eficiência e inovação no uso de recursos biológicos. 

O Grupo de Amigos reforça o apoio multilateral e a orientação para o trabalho de bioeconomia da FAO, ancorando-o em prioridades compartilhadas e apoiando os estados membros a incorporar a bioeconomia na transformação dos sistemas agroalimentares. 

Não é apenas um passo em direção a melhores políticas de bioeconomia, mas também uma contribuição valiosa para fortalecer o multilateralismo e a cooperação internacional. 

Os países europeus desempenharam um papel de liderança no avanço das políticas de bioeconomia, e temos orgulho de nos juntar a esse esforço coletivo e ao lançamento de hoje junto com a Comissão Europeia. 

Vocês podem contar com o compromisso total do Brasil para avançar a agenda da bioeconomia. Convidamos calorosamente todos os Membros da FAO a se juntarem ao Grupo de Amigos e trabalharem juntos para avançar esse esforço coletivo em espírito de parceria e propósito compartilhado.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 
 

 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil destaca transição justa, igualdade salarial e regulação digital em conferência da OIT

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, concluiu sua agenda oficial na 114ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT), realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça, com participação em reuniões estratégicas sobre transição justa, igualdade salarial e regulação do trabalho em plataformas digitais.

O último dia de atividades, que ocorreu nesta quinta-feira (11), teve início com a participação do ministro na Reunião do Conselho Consultivo Internacional Ministerial sobre Transição Justa. No encontro, Luiz Marinho destacou o papel do Brasil na articulação de políticas que integram desenvolvimento econômico, inclusão social e sustentabilidade ambiental. O ministro ressaltou que o país tem contribuído para o avanço dessa agenda ao alinhar metas climáticas à geração de empregos e à promoção do trabalho decente.

Na sequência, o ministro participou de reunião da Coalizão Internacional pela Igualdade Salarial (EPIC), que reúne governos e organizações comprometidos com a promoção da igualdade de remuneração entre homens e mulheres. Durante o encontro, foi debatida a construção de uma plataforma de intercâmbio de experiências entre países, com foco no fortalecimento do compromisso político global com a igualdade salarial.

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Luiz Marinho destacou a experiência brasileira e a relevância do tema na agenda nacional. “No Brasil, a igualdade salarial é uma prioridade. Sob a liderança do presidente Lula, o país transformou esse compromisso em ação concreta com a sanção e a implementação da Lei da Igualdade Salarial”, ressaltou.

A agenda incluiu também a participação do Brasil na reunião da Coalizão Global para a Justiça Social, espaço voltado à articulação internacional de políticas públicas para a redução das desigualdades e a promoção do trabalho digno.

Cooperação internacional e trabalho em plataformas digitais

Ao final do dia, o ministro participou da reunião de encerramento da comissão normativa sobre economia de plataformas, que aprovou uma convenção internacional para regulamentar o trabalho no setor.

O instrumento reconhece as transformações promovidas pelas plataformas digitais e, ao mesmo tempo, busca enfrentar desafios relacionados à proteção social e às condições de trabalho.

A convenção estabelece princípios e direitos fundamentais, incluindo proteção à saúde e à segurança, remuneração mínima, acesso à seguridade social e maior transparência nos sistemas algorítmicos.

“Ao assegurar aos trabalhadores de plataformas digitais os princípios e direitos fundamentais no trabalho, bem como proteções específicas, a Convenção busca promover melhorias concretas nas condições de vida de milhões de trabalhadores em todo o mundo”, enfatizou Marinho.

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Para o ministro, a aprovação do instrumento representa um marco importante na agenda internacional do trabalho. “Uma conquista significativa e o passo inicial para a construção de políticas de defesa dos trabalhadores de plataformas digitais.”

Encerramento da participação brasileira

A atuação do Brasil na 114ª Conferência Internacional do Trabalho reforça o protagonismo do país nos debates globais sobre trabalho, emprego e desenvolvimento sustentável, com destaque para temas como transformação tecnológica, inclusão social e justiça no mundo do trabalho.

Ao longo da programação em Genebra, o ministro Luiz Marinho participou de reuniões multilaterais, encontros bilaterais e sessões plenárias, contribuindo para a construção de consensos e para o fortalecimento da cooperação internacional em torno do trabalho decente.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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