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“Capacitar nossa mão de obra é fundamental para o Brasil avançar”, afirma Luiz Marinho

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil “caminha a passos largos” para retomar a sexta posição entre as maiores economias do mundo, posto alcançado em 2011. Ele destacou que a qualificação da mão de obra será determinante para esse avanço. “O conhecimento e a qualidade da nossa mão de obra — portanto, capacitação e qualificação — são fundamentais para que alcancemos esse objetivo”, ressaltou.

A declaração foi feita durante a cerimônia que anunciou a parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Petrobras Transportes (Transpetro) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A iniciativa oferecerá cursos gratuitos de qualificação profissional para 1.600 pessoas em quatro estados.

O evento, realizado na sede do MTE, em Brasília, marcou a assinatura do convênio “Caminhos para o Futuro: Qualificação e Oportunidades”, iniciativa que integra o Qualifica-PAC do Governo Federal. O objetivo é formar mão de obra qualificada para impulsionar o Novo PAC, coordenado pelo MTE e pela Casa Civil.

Para assegurar a efetividade do convênio, a Transpetro também firmou um Acordo de Cooperação com o MTE, voltado à qualificação profissional e ao fortalecimento da empregabilidade local. A iniciativa busca atender à demanda por trabalhadores qualificados nas áreas estratégicas da empresa, promovendo geração de renda, inclusão produtiva e desenvolvimento sustentável nas regiões atendidas.

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Das 1.600 vagas, até 30% serão destinadas a pessoas negras, mulheres, pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIAPN+, com prioridade para famílias de baixa renda.

Paloma Mello, estudante com deficiência auditiva que concluirá em dezembro o curso técnico de Desenvolvimento de Sistemas pelo Senai, destacou a importância da iniciativa. “O curso é essencial para o meu aprendizado e me permite focar nos estudos. Amo muito essa área. A bolsa também é fundamental, pois me ajuda a apoiar minha família”, afirmou.

Para o diretor-geral do Departamento Nacional do Senai, Gustavo Leal Sales Filho, programas como o Qualifica-PAC fortalecem o compromisso da instituição em oferecer cursos gratuitos para pessoas em situação de vulnerabilidade e ampliar a inclusão de pessoas com deficiência. “É fundamental que os cursos dialoguem com as demandas reais da indústria. Iniciativas como essa são valiosas porque a empresa identifica suas necessidades e a localidade onde precisa de mão de obra qualificada, o que nos ajuda a cumprir nossa missão”, afirmou.

O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, destacou que a iniciativa integra o Programa Transformar, voltado à qualificação de jovens e adultos das comunidades do entorno das operações da empresa. “Essa parceria com o Senai e o MTE é fundamental, pois tem o poder de transformar a vida de muitas famílias em todo o Brasil”, afirmou.

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Como funcionará a parceria

O projeto terá investimento total estimado em R$ 6,6 milhões, sendo R$ 4 milhões destinados às vagas do Qualifica-PAC e R$ 2,6 milhões provenientes do convênio firmado entre a Transpetro e o Senai.

Os cursos, ofertados gratuitamente pelo Senai, serão executados ao longo de 12 meses, com turmas iniciando conforme cronograma definido. Cada participante receberá bolsa-auxílio de R$ 1 mil, além de kit didático e certificação ao final da formação.

Coordenado pelo MTE e pela Casa Civil, o Qualifica-PAC tem como objetivo formar e requalificar profissionais para atender às demandas do Novo PAC, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Em parceria com o Senai, serão disponibilizados cursos em áreas estratégicas, como construção civil e energia, com prioridade para pessoas inscritas no CadÚnico e servidores públicos.

Assista à transmissão completa do evento aqui.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Em ação inédita, Ministério da Saúde leva prontuário eletrônico à Saúde Indígena do Ceará

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O Ministério da Saúde disponibilizou, nesta sexta-feira (12), o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC e-SUS APS) para uso nas unidades básicas de saúde indígenas contempladas no Polo Base Maracanaú, no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Ceará. Segundo território-piloto beneficiado com a iniciativa, o Ceará passa a contar com a ferramenta em mais uma etapa da ação inédita do Governo do Brasil para fortalecer a saúde digital nos territórios indígenas, qualificar o cuidado ofertado à população indígena e ampliar a integração das informações com as bases nacionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, a medida representa a informatização dos registros e qualificação do cuidado na saúde indígena. “Com o PEC e-SUS APS, os profissionais passam a contar com informações organizadas em um único ambiente digital, incluindo histórico de atendimentos, evolução clínica, exames e demais registros de saúde. Além de reduzir retrabalho, a iniciativa garante continuidade da assistência e o acompanhamento individual dos usuários indígenas”, pontuou. 

Para o secretário-adjunto de Atenção Primária à Saúde, Ilano Barreto, a implantação do prontuário eletrônico qualifica a organização da Atenção Primária nos territórios indígenas. “O prontuário eletrônico fortalece a gestão do cuidado ao integrar as informações às bases nacionais do SUS. Essa é uma ferramenta estratégica que vai promover ainda mais a Atenção Primária. Na saúde indígena, esse avanço significa resolutividade adequada à realidade de cada comunidade e monitoramento dos indicadores”, destacou.

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A chegada da ferramenta ao DSEI Ceará dá continuidade ao projeto piloto iniciado na Casa de Saúde Indígena (Casai) Brasília, onde a implantação ocorreu em maio. O sistema já está disponível para as unidades contempladas nesta fase, e o uso pelas equipes será ampliado conforme o avanço das capacitações presenciais, que já estão em andamento.

No DSEI Ceará, as equipes lotadas no Polo base Maracanaú e nas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) Dona Joaquina Vieira, e Pajé Barbosa, foram as primeiras a receberem treinamento no estado. 

 Sistema adaptado  

Atualmente, a Sesai utiliza como ferramenta oficial o Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), uma plataforma que contém dados demográficos e epidemiológicos. Com a ampliação do PEC e-SUS APS, a expectativa é que haja a integração entre os mecanismos, além do reforço da confiabilidade e consistência das informações. Entre outros pontos, o prontuário eletrônico recebeu adequações específicas para a realidade dos povos originários como, por exemplo, inclusão do nome tradicional, informações sobre o DSEI, Polo Base, aldeia de referência, períodos de ausência do território indígena, entre outras informações relevantes para o acompanhamento da saúde dessa população.  

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Capacitação e expansão 

A expansão e utilização do prontuário está condicionada à realização de treinamentos coordenados por equipes da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps). Até o momento, mais de 100 profissionais já foram qualificados para operar a ferramenta nas unidades consideradas piloto. 

A previsão é que o PEC e-SUS APS seja gradualmente implantado nos 34 Distritos Sanitários, respeitando as especificidades locais de infraestrutura tecnológica, conectividade, organização dos serviços e diálogo permanente com os povos indígenas. Na próxima etapa, a expectativa é que ação chegue ao DSEI Yanomami, distrito estratégico responsável pelas populações indígenas dos estados brasileiros do Amazonas e de Roraima. 

Leidiane Souza 
Raiane Azevedo

Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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