Agro
Brasil inicia exportações de carne bovina para a Guatemala e amplia presença na América Central
Guatemala habilita frigoríficos brasileiros após auditoria
As autoridades sanitárias da Guatemala concluíram a avaliação técnica e autorizaram seis estabelecimentos brasileiros a exportar carne bovina e produtos cárneos ao país. A decisão ocorreu após auditoria realizada no Brasil, atendendo aos requisitos exigidos pelo mercado guatemalteco.
Abertura de mercado fortalece exportações brasileiras
A medida consolida a abertura do mercado da Guatemala para a carne bovina brasileira, anunciada em dezembro de 2025, permitindo o início efetivo das exportações.
Segundo o governo brasileiro, a iniciativa amplia as oportunidades comerciais para o setor produtivo, especialmente na região da América Central.
Credibilidade sanitária brasileira ganha destaque
De acordo com informações oficiais, a habilitação reforça a confiança internacional nos padrões sanitários do Brasil. O reconhecimento evidencia a capacidade do país em cumprir exigências técnicas e sanitárias estabelecidas por parceiros comerciais.
Relação comercial com potencial de crescimento
Com uma população estimada em 18 milhões de habitantes, a Guatemala importou mais de US$ 222 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025. O volume indica a relevância da parceria comercial e aponta espaço para expansão das exportações.
Estratégia busca diversificação de mercados
Para o Brasil, a liberação representa um avanço na presença da carne bovina nacional na América Central e integra a estratégia de diversificação de mercados do agronegócio brasileiro.
Governo pretende ampliar habilitações e oportunidades
O Ministério da Agricultura e Pecuária informou que continuará trabalhando para aumentar o número de estabelecimentos habilitados a exportar, além de buscar a abertura de novos mercados internacionais para os produtos brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Frete pode representar até 40% do custo das commodities agrícolas e impulsiona avanço da inteligência logística no agronegócio brasileiro
O transporte de cargas se consolida como um dos principais componentes de custo dentro das cadeias do agronegócio brasileiro. Em algumas operações, o frete pode representar entre 30% e 40% do valor final das commodities agrícolas, segundo levantamento do ESALQ-LOG, da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
O dado evidencia a crescente importância da logística em um setor que movimenta mais de 1 bilhão de toneladas de cargas por ano no país, abrangendo grãos, celulose, cana-de-açúcar, fertilizantes e insumos agrícolas. Nesse contexto, a eficiência logística deixa de ser apenas operacional e passa a ser um fator determinante de competitividade no agronegócio.
Pressão logística aumenta com expansão da produção agrícola
De acordo com a CNA, a expansão da produção agropecuária brasileira tem superado o ritmo de desenvolvimento da infraestrutura logística nacional, ampliando gargalos no transporte e elevando custos operacionais para embarcadores e produtores.
O descompasso entre produção e infraestrutura pressiona o setor a buscar soluções mais eficientes de gestão de transporte, especialmente em um cenário de alta dependência rodoviária e longas distâncias até portos e centros consumidores.
Tecnologia passa a ser peça central na gestão do frete
Diante desse cenário, empresas do agronegócio e operadores logísticos têm intensificado investimentos em tecnologias voltadas à inteligência logística, com foco em rastreamento, automação e análise de dados em tempo real.
As soluções incluem monitoramento de veículos, cargas, motoristas e rotas, além de sistemas capazes de identificar riscos operacionais antes que eles gerem impactos financeiros ou atrasos na cadeia de abastecimento.
Para o CEO da Maxtrack, empresa especializada em inteligência logística, Braulio de Carvalho, o setor vive uma mudança estrutural na forma de enxergar eficiência e segurança.
“Historicamente, muitas empresas viam a segurança como custo e a eficiência como resultado operacional separado. Hoje, está claro que operações seguras são também mais eficientes, pois evitam perdas, acidentes e interrupções que afetam diretamente os custos e a produtividade”, afirma.
Setor busca previsibilidade e decisões baseadas em dados
Segundo o executivo, o avanço da conectividade, da telemetria e da inteligência artificial tem ampliado a capacidade de gestão das operações logísticas no agronegócio.
“O embarcador deixou de buscar apenas rastreamento. Ele busca previsibilidade, quer entender se a operação está ocorrendo conforme o planejado e identificar gargalos antes que eles gerem prejuízos. Isso muda completamente a forma de gestão da logística”, explica.
A incorporação de sistemas analíticos e ferramentas preditivas permite que decisões sejam tomadas com base em dados em tempo real, reduzindo incertezas e aumentando a eficiência das operações.
Celulose lidera adoção de inteligência logística
Entre os segmentos do agronegócio, o setor de celulose e operações florestais estão entre os mais avançados na adoção de soluções de inteligência logística.
A necessidade de transporte de grandes volumes em regiões remotas, muitas vezes com baixa infraestrutura e conectividade limitada, impulsiona o uso de tecnologias integradas de monitoramento e gestão de desempenho.
Segundo Braulio de Carvalho, o movimento reflete uma tendência de convergência entre segurança e eficiência operacional.
“Os mesmos dados usados para prevenir acidentes e proteger cargas também ajudam a otimizar rotas, reduzir desperdícios e melhorar a produtividade. Essa integração está se tornando padrão nas cadeias logísticas do agronegócio”, destaca.
Inteligência artificial e conectividade redefinem a logística no campo
Além da telemetria avançada, soluções baseadas em inteligência artificial já permitem identificar comportamentos de risco, analisar imagens automaticamente, gerar alertas preventivos e apoiar decisões mesmo em áreas com baixa cobertura de rede.
Com isso, a logística passa a ocupar um papel ainda mais estratégico na competitividade do agronegócio brasileiro. A capacidade de transformar dados em decisões rápidas e assertivas se torna um diferencial importante para embarcadores e empresas do setor.
“Em um cenário de margens pressionadas e custos elevados, a tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico para gestão eficiente da cadeia logística”, conclui o executivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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