Agro
Açúcar reage no mercado interno e acumula alta em março, enquanto bolsas internacionais registram recuo
Mercado interno de açúcar ganha força com maior demanda
O mercado de açúcar no estado de São Paulo apresentou maior dinamismo nos últimos dias, impulsionado por uma postura mais ativa dos compradores. Com o objetivo de recompor estoques diante da recente valorização dos preços e da expectativa de novas altas no curto prazo, houve aumento no número de negociações no mercado spot.
Esse movimento contribuiu para a elevação do Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal branco, que passou a operar próximo de R$ 104,00 por saca de 50 kg ao longo da última semana.
Entressafra reduz oferta e sustenta valorização
De acordo com pesquisadores do Cepea, a atual fase de entressafra tem limitado a oferta do produto, fator que reforça o viés de alta nos preços internos. A menor disponibilidade no mercado físico tem sido determinante para sustentar a valorização do açúcar, mesmo em meio às oscilações externas.
Indicador paulista avança e acumula ganhos no mês
No início desta semana, o movimento de alta se intensificou. Na segunda-feira (30), o Indicador CEPEA/ESALQ registrou forte avanço de 2,05%, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 105,41.
Com esse desempenho, o indicador acumula valorização de 6,92% ao longo de março, evidenciando uma recuperação consistente no mercado interno.
Mercado externo segue mais rentável, apesar de recuo
Mesmo com a alta dos preços no Brasil, o mercado internacional continua sendo mais vantajoso para os agentes do setor. Ainda assim, as bolsas registraram queda no início da semana, refletindo um movimento de realização de lucros após recentes valorizações.
Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram em baixa:
- Maio/26: queda de 0,21 cent, cotado a 15,55 cents/lbp
- Julho/26: recuo de 0,19 cent, a 15,77 cents/lbp
- Outubro/26: baixa de 0,15 cent, a 16,16 cents/lbp
Quedas também marcam o mercado de Londres
Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco acompanhou a tendência negativa, com desvalorizações generalizadas:
- Maio/26: queda de US$ 6,30, cotado a US$ 452,30 por tonelada
- Agosto/26: recuo de US$ 7,20, para US$ 453,60
- Outubro/26: baixa de US$ 6,10, a US$ 457,60 por tonelada
Os demais contratos também registraram perdas no pregão.
Etanol recua no curto prazo, mas mantém alta mensal
No mercado de etanol em São Paulo, o Indicador Diário Paulínia apontou leve queda de 0,33% na segunda-feira (30), com o biocombustível sendo negociado a R$ 3.013,00 por metro cúbico.
Apesar do recuo pontual, o etanol hidratado ainda acumula alta de 1,43% no mês, indicando um cenário de relativa sustentação.
Perspectiva: mercado interno firme diante de volatilidade externa
O cenário atual indica um mercado doméstico mais aquecido, sustentado pela oferta restrita e pela demanda ativa. Em contrapartida, o ambiente internacional segue volátil, com ajustes técnicos nas cotações.
A combinação desses fatores mantém o açúcar brasileiro competitivo no exterior, ao mesmo tempo em que fortalece os preços no mercado interno.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Biocombustível reduz emissões na Copa Truck e comprova potencial para descarbonizar o transporte pesado
A utilização de combustíveis renováveis no transporte pesado voltou a demonstrar resultados concretos na redução das emissões de gases de efeito estufa. Nas três primeiras etapas da Copa Truck, o uso exclusivo do biocombustível Be8 BeVant® evitou a emissão de 60,58 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e), reforçando o potencial da tecnologia como alternativa imediata para a descarbonização da logística e do transporte rodoviário.
Os dados foram levantados a pedido da Be8 e calculados com base na metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, principal referência nacional para inventários de emissões. Os resultados também passaram por validação da Control Union, organização internacional especializada em certificação e verificação de sustentabilidade.
Redução de emissões equivale à captura anual de carbono por mais de 7 mil árvores
De acordo com o estudo, o volume de emissões evitadas nas três etapas da competição corresponde à capacidade média anual de remoção de carbono de aproximadamente 7.425 árvores do bioma Mata Atlântica.
A comparação ilustra o impacto ambiental proporcionado pelo combustível renovável em condições reais de operação, embora não represente compensação ambiental, crédito de carbono ou plantio efetivo de árvores.
Outro dado relevante aponta que as emissões evitadas equivalem ao volume de gases de efeito estufa que seria produzido por um caminhão percorrendo cerca de 57,4 mil quilômetros adicionais utilizando diesel com mistura B15, evidenciando o potencial do biocombustível para reduzir a pegada de carbono no transporte de cargas.
Biocombustível pode ser utilizado sem adaptação nos motores
Desenvolvido pela Be8, o Be8 BeVant® é um combustível renovável capaz de ser utilizado em motores a diesel sem necessidade de modificações mecânicas ou investimentos adicionais em infraestrutura.
A tecnologia permite o uso do produto em sua forma pura, mantendo o desempenho operacional dos veículos e oferecendo uma redução de até 99% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação aos combustíveis fósseis convencionais.
Essa característica amplia as possibilidades de adoção em diferentes segmentos da economia, especialmente em setores que dependem fortemente do transporte rodoviário, como agronegócio, logística, mineração e indústria.
Copa Truck se torna vitrine para a transição energética
A adoção integral do biocombustível na Copa Truck transformou a competição em um importante laboratório de validação tecnológica em condições extremas de desempenho.
Todos os caminhões participantes da categoria passaram a utilizar o combustível renovável, demonstrando sua viabilidade técnica mesmo em situações de alta exigência mecânica e operacional.
A iniciativa reforça a busca do setor de transportes por soluções capazes de reduzir emissões sem comprometer a performance dos motores, um dos principais desafios da transição energética global.
Agronegócio pode ser um dos principais beneficiados
O avanço de tecnologias como o Be8 BeVant® ganha relevância para o agronegócio brasileiro, setor que possui forte dependência do transporte rodoviário para escoamento da produção.
Com a crescente pressão por práticas sustentáveis e redução da intensidade de carbono nas cadeias produtivas, os biocombustíveis surgem como uma alternativa estratégica para atender às exigências ambientais sem necessidade de grandes investimentos em renovação de frota.
Além de contribuir para metas de descarbonização, a adoção de combustíveis renováveis pode fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro nos mercados internacionais, cada vez mais atentos aos critérios de sustentabilidade.
Biocombustíveis ganham espaço na agenda de baixo carbono
O resultado alcançado na Copa Truck reforça a importância dos biocombustíveis como uma das principais ferramentas para acelerar a transição energética no Brasil.
Enquanto outras tecnologias ainda enfrentam desafios relacionados à infraestrutura, disponibilidade e custos, os combustíveis renováveis apresentam a vantagem de poderem ser incorporados rapidamente às operações já existentes.
A experiência demonstra que a redução das emissões no transporte pesado não depende apenas de soluções futuras, mas pode ser alcançada imediatamente por meio da adoção de tecnologias já disponíveis no mercado, fortalecendo a agenda de sustentabilidade e descarbonização da economia brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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