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Brasil e Reino Unido discutem políticas de câmeras corporais em fórum internacional

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Brasília, 7/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), promoveu, nesta terça-feira (7), o Fórum Internacional Brasil–Reino Unido, em parceria com a Embaixada do Reino Unido. O evento reuniu gestores estaduais, comandantes das polícias e especialistas internacionais para discutir a consolidação e a expansão do uso de câmeras corporais na atividade policial.

O fórum ocorreu em um cenário de diferentes níveis de implementação nos estados, o que evidencia a necessidade de coordenação nacional mais estruturada. O objetivo foi promover o intercâmbio técnico e estratégico entre gestores brasileiros e especialistas do Reino Unido, com foco em governança, implementação e consolidação de programas de câmeras corporais. A iniciativa busca avançar na definição de diretrizes claras e sustentáveis, capazes de consolidar a tecnologia como política pública.

Participaram da solenidade o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; a diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), Isabel Figueiredo; o diretor da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), Fernando Alencar Medeiros; e o comandante-geral da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, coronel Luigi Gustavo Soares Pereira.

A abertura contou também com a presença do vice-embaixador do Reino Unido, Tony Kay, que destacou a participação de representantes de 13 estados brasileiros e da equipe britânica, com integrantes da Escócia, de Londres e do sudoeste da Inglaterra.

“Reunimos alguns dos principais especialistas no uso de câmeras corporais. Os desafios na segurança pública, especialmente em relação à confiança da população, são centrais e fazem parte do cotidiano de todos. Agradeço a presença de todos e o tempo dedicado a essa discussão sobre como podemos continuar protegendo nossas sociedades”, pontuou.

Segundo Tony Kay, a cooperação entre os dois países, no âmbito do Projeto Nacional de Câmeras Corporais, busca padronizar e ampliar o uso da tecnologia nas instituições de segurança pública, com diretrizes, apoio técnico e incentivos. O objetivo é proteger os agentes, qualificar o serviço e ampliar a transparência por meio de registros audiovisuais.

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Durante o encontro, Chico Lucas destacou as diferenças entre os sistemas de segurança pública e os desafios de adaptação de experiências internacionais.

“As diferenças entre nossas nações são relevantes para compreendermos esse processo. O Reino Unido é um país insular, com polícia não militarizada e maior controle de armas. No Brasil, as instituições têm origem militar e características próprias, o que exige adaptação na incorporação de experiências internacionais. A experiência britânica deve servir de referência, mas precisa ser ajustada à realidade brasileira”, avaliou.

Ao tratar dos desafios na consolidação da política pública, o secretário defendeu o intercâmbio internacional como estratégia para aprimorar o setor. “Temos muito a avançar na padronização de ações, inclusive no uso diferenciado da força. A troca de experiências é fundamental para avançarmos na adoção dessas políticas e construir uma segurança pública mais efetiva e menos violenta”, acrescentou.

A diretora do Susp analisou o uso de câmeras corporais na atividade policial e avaliou que ainda há resistência à adoção da tecnologia, embora o avanço seja contínuo.

“Como ocorre em processos de inovação, mudanças nas polícias muitas vezes são vistas como desnecessárias e enfrentam obstáculos. Ainda assim, representantes do Reino Unido, dos estados e da Senasp consideram a pauta técnica essencial para a profissionalização das instituições. Projetos financiados pelo Governo Federal, com apoio dos estados, têm contribuído para esse avanço. Mesmo com reveses em alguns projetos estaduais ao longo do tempo, há progresso consistente na implementação de câmeras nas polícias do País”, disse.

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O comandante-geral da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, coronel Luigi Gustavo, ressaltou a importância do diálogo com especialistas internacionais.

“Este é debate pode parecer controverso, especialmente para as polícias militares, mas precisamos tratá-lo institucionalmente como parte da solução. É fundamental discutir o tema de forma clara e ampla para garantir resultados positivos”, ponderou.

Desafios e diretrizes para implementação nos estados

O primeiro painel foi apresentado pelo diretor de operações do Reino Unido, Jim Cowell, que abordou a implementação estratégica do uso de vídeo em larga escala.
Entre os principais eixos debatidos estiveram estratégia nacional e governança, com foco na elaboração de normas, padronização de protocolos, continuidade da política e definição de indicadores de impacto, como redução da letalidade e aumento da transparência. Também foram discutidos a gestão e o armazenamento de dados, diante dos custos e das implicações legais.

Sob coordenação da Senasp, os painéis percorreram desde a estruturação da política pública até experiências consolidadas, com destaque para a integração a sistemas de gestão e o uso das imagens no treinamento. Lideranças policiais enfatizaram o papel da alta gestão na adoção da tecnologia e na interlocução com órgãos de controle e a sociedade.

Os debates abordaram ainda desafios das implementações mais recentes, como adaptação das equipes, infraestrutura, governança da evidência digital e aspectos contratuais e técnicos. Nesse contexto, o fórum reforçou o protagonismo do MJSP na construção de uma política nacional mais integrada e sustentável, ao difundir boas práticas internacionais, apoiar estados em diferentes estágios de implementação e reduzir desigualdades regionais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil e México discutem plataformas conjuntas para desenvolvimento e produção de tecnologias em saúde

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Em agenda internacional na Cidade do México nesta terça-feira (22), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou a BIRMEX, empresa mexicana que produz, compra e distribui medicamentos e produtos biológicos. O encontro tratou da cooperação entre os dois países para desenvolver plataformas conjuntas de pesquisa, produção e transferência de tecnologia em saúde, com destaque para vacinas com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA).

A parceria foi firmada em agosto de 2025, quando a Fiocruz, a empresa e o Ministério da Saúde do México estabeleceram um acordo para desenvolver pesquisas e promover a troca de conhecimentos e tecnologias na área. A iniciativa prevê visitas técnicas, intercâmbio entre pesquisadores, realização de seminários, capacitação de profissionais e busca conjunta de recursos para o desenvolvimento dos projetos.

“Temos hoje quatro ou cinco grandes laboratórios públicos no Brasil com capacidade de incorporar novas tecnologias. Esse é um desafio importante para nós, porque a transferência de tecnologia exige investimentos em equipamentos e infraestrutura. Temos todo o interesse em construir plataformas comuns, bilaterais, que possam significar um país exportar para o outro e também acompanhar conjuntamente o desenvolvimento dessas tecnologias”, destacou o ministro.

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A cooperação também prevê a possibilidade de desenvolver projetos conjuntos e estabelecer plataformas comuns entre os dois países, com troca de informações e acompanhamento do desenvolvimento de tecnologias. A proposta inclui diferentes etapas, da pesquisa e dos estudos clínicos à produção e à transferência de tecnologia, além da possibilidade de intercâmbio de produtos e conhecimentos entre Brasil e México.

O RNA mensageiro é uma tecnologia que orienta as células do organismo a produzir uma proteína capaz de estimular a defesa contra uma doença. A mesma tecnologia pode ser adaptada para diferentes vacinas, o que amplia as possibilidades de desenvolvimento de novos imunizantes.

Produção nacional

Projetos de desenvolvimento de plataformas de mRNA estão em andamento no país, com participação da Fiocruz, do Instituto Butantan e do Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA). Os projetos contam com R$ 210 milhões em recursos do Ministério da Saúde.

Na Fiocruz, está em desenvolvimento uma vacina candidata contra a Covid-19, autorizada pela Anvisa para iniciar estudos clínicos como dose de reforço. O imunizante utiliza tecnologia de mRNA desenvolvida no país. Também estão em andamento estudos para produção de outras vacinas, para leishmaniose e tuberculose, na plataforma mRNA da Fiocruz. A planta piloto conta com certificação de Boas Práticas de Fabricação.

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A Fiocruz participa do Programa Global de Transferência de Tecnologia de RNAm da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da iniciativa do Fundo de Patentes de Medicamentos, com um produto aprovado para a realização de estudos clínicos.

No Butantan, os recursos apoiam a implantação de uma unidade para produção de vacinas de mRNA, inicialmente voltadas para Covid-19 e raiva. Na UFMG, estão em desenvolvimento projetos contra dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose visceral e influenza, além de aplicações terapêuticas, incluindo imunoterapia contra o câncer.

A tecnologia de mRNA pode ser utilizada no desenvolvimento de diferentes imunizantes e adaptada conforme o alvo da vacina. O desenvolvimento de plataformas desse tipo envolve pesquisa, estudos clínicos, produção e transferência de tecnologia.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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