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Economia

Brasil e Nova Zelândia debatem ampliação de comércio e investimentos

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A ampliação do comércio e das parcerias produtivas entre Brasil e Nova Zelândia esteve no centro do encontro bilateral realizado nesta quinta-feira (5), em Brasília (DF), entre o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e a delegação política e empresarial da Nova Zelândia, liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Winston Peters.

“Nós temos muitos pontos de convergência: sustentabilidade, a resiliência nas cadeias produtivas, o apelo e o apoio na biossegurança, a adoção de tecnologias cada dia mais produtivas, ou seja, temos muito em comum. É preciso que saibamos, no plano político, ampliar a proximidade para que os setores privados possam ter investimentos seguros”, afirmou Márcio Elias.

O secretário-executivo destacou as oportunidades associadas à política industrial do país. “A Nova Indústria do Brasil é baseada em seis missões que buscam promover o desenvolvimento econômico e industrial. Economia com sustentabilidade social, com sustentabilidade ambiental e com sustentabilidade econômica. O presidente Lula se preocupa com o crescimento do país, mas com responsabilidade social.”, disse.

Durante o evento, também estiveram presentes o Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, Uallace Moreira Lima, o Secretário executivo(a) da Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior, Rodrigo Zerbone Loureiro, e a Secretário(a) de Comércio Exterior, Tatiana Lacerda Prazeres.

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 Pela manhã, a secretária da SECEX, já havia participado de um encontro com a delegação neozelandesa, cumprindo agenda bilateral no Brasil com foco em comércio, investimentos, tecnologia e inovação.

A missão reúne empresas com atuação internacional em áreas como tecnologias aplicadas ao agronegócio, inteligência artificial para processos industriais, software geocientífico para engenharia e mineração, construção industrializada, dispositivos médicos e comunicações críticas — setores com potencial para ampliar projetos conjuntos e investimentos no mercado brasileiro.

Durante o encontro, também foram apresentadas políticas voltadas ao fortalecimento da indústria brasileira e ao aumento da produtividade, como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Mais Produção, além de iniciativas de apoio à transformação digital e à competitividade das empresas.

A corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 205 milhões em 2025, com saldo positivo de US$ 63 milhões para o Brasil. As exportações brasileiras somaram US$ 134 milhões, crescimento de 29,1% em relação a 2024, enquanto as importações totalizaram US$ 71 milhões, queda de 10,35%.

Entre os principais produtos exportados pelo Brasil estão itens da indústria de transformação, resíduos vegetais, feno e farelos, café não torrado, madeiras trabalhadas e celulose.

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A cooperação empresarial igualmente tem avançado: em 2024 foram assinados 13 memorandos de entendimento entre empresas dos dois países, com estimativa de US$ 100 milhões em negócios até 2027.

Brasil e Nova Zelândia também participam do Arranjo Global sobre Comércio e Gênero (GTAGA), iniciativa que busca ampliar a participação de mulheres no comércio internacional.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Governo cria linha de crédito para entregadores financiarem motos e bicicletas elétricas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia nesta sexta-feira, 12 de junho, no Palácio do Planalto, o Move Brasil – Entregadores e Motoapp, programa de financiamento especial voltado a profissionais que trabalham com entregas de mercadorias, transporte de passageiros ou transporte de cargas por meio de aplicativos ou com vínculo celetista.

A iniciativa tem como objetivo facilitar a aquisição de bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, montados ou produzidos no Brasil. O programa busca renovar a frota, ampliar a produtividade e a segurança dos trabalhadores e contribuir para a descarbonização da mobilidade urbana.

Poderão participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Também poderão acessar o programa ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa. Para os veículos que exigem habilitação, será necessário possuir Carteira Nacional de Habilitação na categoria “A”.

O Move Brasil – Entregadores e Motoapp permitirá o financiamento de um veículo por beneficiário, e os trabalhadores terão dois meses para começar a pagar e prazo de financiamento de até 48 meses. O seguro prestamista, proteção que ajuda a quitar a dívida em caso de imprevistos graves com o trabalhador, também poderá ser financiado. A linha contará com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

As condições financeiras serão diferenciadas para homens e mulheres. Para homens, a taxa será de 12,5% ao ano, equivalente a 0,99% ao mês. Para mulheres, será de 11,5% ao ano, equivalente a 0,91% ao mês. Em uma simulação para operação de R$ 21 mil, a prestação ficaria em cerca de R$ 552.

Entre os itens financiáveis estão motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas produzidos no país; bicicletas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts; e motos, motonetas e ciclomotores elétricos de até 7.500 watts, desde que produzidos no Brasil ou vinculados a projeto de investimento para produção nacional. Os veículos deverão ser zero-quilômetro.

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A aprovação do cadastro no programa confirma que o profissional atende aos requisitos de participação, mas não garante automaticamente o financiamento, que ficará sujeito à análise de crédito dos bancos.

As montadoras também poderão oferecer descontos na aquisição dos veículos. A medida combina crédito, apoio dos bancos federais e participação do setor produtivo para reduzir o custo final aos trabalhadores e fortalecer a produção nacional.

A adesão será feita por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil, com autorização do profissional para compartilhamento de dados necessários à verificação dos requisitos do programa. O portal de cadastramento será aberto nesta sexta-feira, 12 de junho, mesma data de edição da medida provisória, do decreto e da resolução do FIIS que estruturam o programa.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Empresas

O programa também tem uma linha voltada a empresas, com financiamento para expansão da infraestrutura de recarga e troca de baterias de motos elétricas. A medida busca apoiar soluções de mobilidade urbana mais sustentáveis, com redução de emissões e da poluição sonora nos centros urbanos.

A linha para pessoas jurídicas poderá financiar itens como baterias, postos de troca e sistemas de recarga de motos elétricas, além de capital de giro associado, limitado a 30% do valor dos investimentos. O valor disponível é de R$ 70 milhões. As condições finais serão definidas em portaria do Ministério da Fazenda.

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Como participar

1. Cadastro e consentimento

A primeira etapa é a adesão ao programa por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil. Ao se cadastrar, o profissional autoriza o compartilhamento dos seus dados para verificar se atende aos requisitos do programa.

2. Confirmação da participação

Após o cadastro, o profissional será informado, na plataforma, se atende aos requisitos para participar do programa.

Podem participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e com, no mínimo, 100 corridas ou entregas realizadas. Também são elegíveis ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.

Para financiar veículos que exigem habilitação, será necessário possuir CNH categoria “A”.

A aprovação do cadastro não garante acesso à linha de financiamento. A contratação estará sujeita à análise de crédito dos bancos.

3. Solicitação do financiamento

A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação de participação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Cada beneficiário poderá financiar um veículo: bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, conforme as regras do programa. O veículo deverá ser zero-quilômetro e atender aos critérios de produção nacional ou projeto de investimento para produção no país.

Confira Perguntas Frequentes (FAQ)

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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