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Brasil e Califórnia avançam em cooperação estratégica para integrar saúde e clima

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O Ministério da Saúde e o governo do estado da Califórnia, nos Estados Unidos, deram mais um passo no fortalecimento da cooperação internacional em saúde e clima. Em reunião realizada no dia 1º de abril, em Sacramento, o secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda, foi recebido por Richard Figueroa, assessor sênior do gabinete do governador Gavin Newsom, para aprofundar o diálogo entre Brasil e Califórnia sobre a integração entre políticas de saúde pública e ação climática.

O encontro ocorre em um contexto de intensificação da articulação internacional após a participação de Newsom na COP30, realizada em novembro do ano passado em Belém (PA), quando liderou a principal delegação dos Estados Unidos entre governos subnacionais. A conferência resultou na chamada “Carta de Belém”, que destacou a ampliação do financiamento para adaptação climática e consolidou a saúde como eixo central da agenda global sobre clima.

Durante a reunião, o Ministério da Saúde apresentou os avanços brasileiros na construção de uma agenda estruturada de adaptação climática no setor, com destaque para o AdaptaSUS, plano nacional que orienta a adaptação e o fortalecimento da resiliência do Sistema Único de Saúde (SUS) até 2035. A estratégia contempla o fortalecimento da capacidade de resposta a emergências, o aprimoramento de sistemas de monitoramento e alerta precoce e a promoção da equidade em territórios mais vulneráveis, além de incorporar a abordagem One Health, que integra saúde humana, animal e ambiental.

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As delegações identificaram forte convergência entre as prioridades brasileiras e californianas, abrindo caminho para cooperação em áreas como vigilância em saúde e clima, protocolos de alerta para eventos extremos, como ondas de calor, resposta a emergências, monitoramento da qualidade do ar e enfrentamento de doenças transmitidas por vetores. Também foram discutidas estratégias de equidade e atenção a populações vulneráveis, além da troca de experiências sobre preparação dos sistemas de saúde para grandes eventos internacionais.

Nesse contexto, o Brasil compartilhou aprendizados acumulados na organização da Copa do Mundo FIFA 2014 e dos Jogos Olímpicos Rio 2016, enquanto a Califórnia se prepara para sediar partidas da Copa do Mundo FIFA 2026 e os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Para o secretário-executivo Adriano Massuda, a cooperação com a Califórnia representa um movimento estratégico de posicionamento do Brasil na agenda global de saúde e clima. “Estamos consolidando uma agenda internacional que conecta inovação, ciência e política pública para antecipar riscos e proteger a população. A cooperação com a Califórnia fortalece a capacidade do SUS de responder a emergências cada vez mais complexas e posiciona o Brasil como um parceiro ativo na construção de soluções globais para os impactos das mudanças climáticas na saúde”, afirmou.

Massuda destacou ainda que a articulação com governos subnacionais amplia o alcance das parcerias internacionais e contribui para acelerar a implementação de soluções concretas. “Esse diálogo direto com estados que são referência em inovação permite transformar compromissos em ações práticas, com impacto real na vida das pessoas”, completou.

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Também participaram da comitiva brasileira nesta agenda na Califórnia a diretora do Departamento de Cooperação Técnica, Inovação e Desenvolvimento em Saúde (DECOOP) do Ministério da Saúde, Aline Oliveira Costa, e o coordenador-geral de Planejamento em Assuntos Internacionais Substituto na Assessoria Especial de Assuntos Internacionais em Saúde (AISA) do Ministério da Saúde, Rawlinson Dias Rodrigues.

A agenda na Califórnia integra uma série de compromissos do Ministério da Saúde nos Estados Unidos nos últimos dias, que incluiu reuniões com organismos internacionais, centros de excelência, setor produtivo e instituições acadêmicas em cidades como Boston e Washington. Entre os destaques estão encontros com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), visitas a hospitais e centros de inovação em saúde, além da participação em fóruns acadêmicos e diálogos com empresas do setor, com foco no fortalecimento da cooperação internacional, na incorporação de tecnologias e na troca de experiências para o aprimoramento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Thamirys  Santos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Dia de Combate ao Fumo: Ministério da Saúde convida amapaenses a compartilhar os desafios de parar de fumar

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No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29), o Ministério da Saúde convida a população do Amapá a falar sobre os desafios de parar de fumar. A ação “Conte o que o cigarro não mostra” convida fumantes, ex-fumantes, familiares e outras pessoas que convivem com o problema a compartilhar experiências sobre os efeitos do consumo de cigarro na sua rotina, na qualidade de vida e na saúde. Para participar, basta acessar a página #MinhaHistóriaSemFiltro no Portal da Saúde e preencher o formulário contando a sua história. As informações coletadas vão ajudar a definir novas imagens e mensagens que serão utilizadas nas embalagens de cigarros, além de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao tabagismo.

As imagens estampadas nas embalagens de cigarros mostram algumas das consequências do tabagismo. Mas há impactos que nenhuma fotografia consegue retratar: as mudanças na rotina, na convivência com familiares e amigos, nas relações afetivas e no dia a dia de quem fuma e de quem convive com o tabagismo. São essas experiências, que não aparecem nas embalagens, que a ação busca conhecer por meio dos relatos da população.

Com essa ideia, a ação abre um canal direto de escuta para fumantes, ex-fumantes, familiares e qualquer cidadão que queira contribuir. Cada depoimento ajuda o poder público a enxergar o tabagismo de forma mais ampla e humana, para além dos números. Ao compartilhar sua experiência, a população contribui diretamente para as próximas ações do Ministério da Saúde na área.

Estado teve redução no número de fumantes

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Levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 2026 trouxe um alerta: após quase 20 anos de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a crescer. Em 2024, 11,7% da população adulta fumava, segundo dados do Vigitel, inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas. Apesar do avanço em relação ao início da série histórica – em 2006 eram 15,7% de fumantes – o percentual está acima dos 9,2% de fumantes registrados em 2023.

No Amapá, os dados de Macapá mostram uma trajetória de redução do tabagismo ao longo dos anos. Na capital amapaense, o percentual de adultos fumantes caiu de 17,5%, em 2006, para 8%, em 2023, uma redução de 9,5% pontos percentuais.

Busca por apoio no SUS aumentou quatro vezes mais no estado

Mesmo diante dessa redução, a procura por apoio para parar de fumar aumentou no Amapá, indicando a importância do acesso ao tratamento oferecido pelo SUS. Em todo o país, o também cresceu o número de pessoas que buscam por apoio e tratamento para parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do SUS – foram 2,1 milhões de pessoas atendidas em 2025. Esse número era 1 milhão em 2022.

No estado, foram 13.385 atendimentos realizados em 2025, contra 3.211 em 2022 — um aumento de quatro vezes mais no total de atendimentos, segundo dados registrados pelo Ministério da Saúde.

O tratamento é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde e inclui acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado pelos profissionais de saúde, medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência, como adesivos e gomas de nicotina e bupropiona. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde, onde o cidadão pode buscar informações sobre a oferta do tratamento em sua região.

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O cuidado à pessoa tabagista envolve etapas de identificação e busca ativa, acolhimento, avaliação clínica e do grau de dependência, definição e implementação do plano terapêutico (individual ou em grupo) e monitoramento da evolução clínica, manejo de recaídas e reforço das estratégias de cessação.

Combate ao tabagismo no Brasil

O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina e está associado a mais de 50 doenças, entre elas diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. No Brasil, o cigarro é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e está relacionado a milhares de mortes prematuras todos os anos.

O Brasil é reconhecido internacionalmente pela adoção de um conjunto abrangente de políticas públicas de controle do tabaco, alinhadas à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT/OMS). Entre as medidas estão a proibição da propaganda de produtos de tabaco, a restrição do fumo em ambientes coletivos fechados e a adoção de advertências sanitárias com imagens e mensagens nas embalagens de cigarros. 

Conheça a campanha: Conte o que o cigarro não mostra

Conheça os dados do Vigitel 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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