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Brasil consolida protagonismo global na produção de amendoim com estudo inédito da ABEX-BR

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Estudo pioneiro detalha toda a cadeia do amendoim brasileiro

A Associação Brasileira do Amendoim (ABEX-BR) lançou um levantamento inédito que revela o alcance e a força econômica do setor no Brasil. Intitulado “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro”, o estudo é o primeiro a oferecer um panorama completo da atividade — desde o produtor rural até o exportador — com dados exclusivos da safra 2024/2025.

O lançamento oficial será realizado em 3 de dezembro, às 14h, em Ribeirão Preto (SP), marcando um novo marco na história do setor. Segundo a ABEX-BR, o mapeamento apresenta informações que consolidam o amendoim como uma commodity estratégica no agronegócio brasileiro.

Setor movimenta R$ 18,6 bilhões e ganha força na economia nacional

De acordo com o estudo, o faturamento total da cadeia do amendoim atingiu R$ 18,6 bilhões em 2024, demonstrando o peso crescente da leguminosa na geração de renda, emprego e valor agregado no campo.

Para Cristiano Fantin, presidente da ABEX-BR, o levantamento marca um avanço significativo na profissionalização do setor:

“Este mapeamento é um divisor de águas para toda a cadeia. Pela primeira vez, temos uma visão completa e quantificada do nosso impacto. Com R$ 18,6 bilhões em faturamento, a importância do amendoim ultrapassa o campo e chega às mesas de decisão de grandes instituições. Agora, temos dados concretos para guiar investimentos, estruturar linhas de crédito e influenciar políticas públicas que sustentem nossa eficiência produtiva, que já é a terceira maior do mundo”, destacou.

Amendoim brasileiro se destaca pela produtividade e sustentabilidade

O estudo confirma o protagonismo do Brasil no cenário global de produtividade de amendoim. O país ocupa a 3ª posição mundial em eficiência produtiva, reflexo do uso intensivo de tecnologia no campo, manejo sustentável e profissionalização das cadeias de beneficiamento e exportação.

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A ABEX-BR ressalta que o setor tem triplificado sua produção na última década, impulsionado por ganhos tecnológicos, rotação de culturas com a cana-de-açúcar e abertura de novos mercados internacionais.

Ferramenta estratégica para políticas públicas e investimentos

Além dos números de produção, o “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro” reúne indicadores socioeconômicos detalhados, fundamentais para orientar o setor financeiro, órgãos reguladores e companhias de seguros.

Os dados servirão de base técnica para a formatação de linhas de crédito, seguros rurais e políticas de incentivo à produção, oferecendo maior previsibilidade e segurança para os agentes da cadeia produtiva.

“Com este livro, a ABEX-BR cumpre seu papel de levar ciência e inteligência para todos os elos da cadeia, do produtor ao beneficiador. É uma ferramenta para dialogar internamente e externamente com o governo, mostrando a capacidade do setor em gerar valor, emprego e renda”, reforçou Fantin.

Parceria com a Markestrat e acesso gratuito ao conteúdo

O projeto foi financiado pelo Núcleo de Promoção e Pesquisa (NPP) da ABEX-BR e executado pela Markestrat, consultoria especializada em agronegócio.

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O livro será disponibilizado para download gratuito a partir do dia 3 de dezembro, data do lançamento oficial, e promete se tornar uma referência para pesquisadores, investidores e formuladores de políticas públicas interessados no avanço do amendoim brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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