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Brasil bate recorde histórico de turistas internacionais com políticas de conectividade aérea e promoção turística

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As políticas desenvolvidas pelo Ministério do Turismo para ampliar a conectividade aérea e fortalecer a promoção do Brasil como destino global apresentam mais um resultado histórico: até 14 de setembro, o país recebeu o recorde de 6.807.707 visitantes estrangeiros, atingindo 98,5% da meta de 6,9 milhões de turistas internacionais para todo o ano de 2025 prevista no Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027.

A marca inédita foi celebrada nesta quarta-feira (17.09), em Belém (PA), com a chegada de um voo da empresa TAP Air Portugal vindo de Lisboa, acompanhada pelo ministro do Turismo, Celso Sabino, gestores estaduais, municipais e representantes do trade turístico, entre outras autoridades. Sabino celebrou o número alcançado e previu novos avanços, a partir do trabalho desenvolvido pelo governo federal no setor.

“Este é um marco histórico, que demonstra a confiança do mundo no Brasil e o resultado do trabalho estratégico do governo federal para fortalecer a imagem do nosso país e ampliar a conectividade aérea. Queremos ir além: a expectativa é chegar a 10 milhões de turistas internacionais até o fim do ano, consolidando o turismo como motor do desenvolvimento econômico, gerando emprego, renda e oportunidades a milhões de brasileiros”, comentou Celso Sabino.

O ministro do Turismo ressaltou que o recorde é alcançado em um momento crucial, próximo à realização da COP30 de 2025 na capital paraense. “Em novembro, Belém sediará a COP30, reunindo 50 mil visitantes internacionais e mostrando ao mundo o nosso compromisso com a sustentabilidade e a Amazônia. Este recorde pertence a cada trabalhador e trabalhadora do turismo, que ajuda a fazer do Brasil um destino inesquecível”, enalteceu Sabino.

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Além da ampliação da conectividade aérea internacional e doméstica, que facilita a chegada de visitantes aos destinos brasileiros, o Ministério do Turismo tem intensificado a presença do Brasil em feiras do segmento no exterior, bem como iniciativas de promoção digital e investimentos na área de infraestrutura turística. O objetivo do órgão é diversificar e qualificar atrativos de todas as regiões do país, de forma a atrair cada vez mais turistas estrangeiros.

Luís Rodrigues, CEO da TAP, ressaltou a potencialidade do Brasil. “Somos a companhia aérea europeia que mais conecta viajantes de 50 destinos na Europa ao Brasil. Atualmente, operamos 96 voos semanais para 13 cidades brasileiras, reforçando nosso compromisso com a promoção do turismo e a aproximação entre continentes. Seguimos totalmente empenhados em colaborar com as autoridades para atrair cada vez mais visitantes. Queremos que o mundo descubra as belezas naturais, a cultura vibrante, a gastronomia rica e, acima de tudo, o calor humano deste país extraordinário”, declarou Rodrigues.

O passageiro português Paulo Melo, que simbolizou o alcance da marca histórica de turistas internacionais recebidos pelo Brasil, falou da expectativa de descobrir as belezas paraenses. “Sempre tive vontade de conhecer o Brasil, especialmente o Pará, e sabia que setembro era a melhor época para isso. Fui adiando ao longo dos anos, mas agora surgiu a oportunidade perfeita. Vim como turista, para conhecer a gastronomia, as belezas naturais e culturais de Belém, e ainda fui presenteado com 1.500 milhas, um bônus que agradeço imensamente”, comentou Paulo Melo, turista português.

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CRESCIMENTO LOCAL – No Pará, os números da chegada de turistas internacionais também são motivo de celebração. Em 2024, o estado quebrou o recorde de visitantes estrangeiros: 33.285, uma alta de 53,2% ante o ano anterior (21.724 visitantes estrangeiros). Para 2025, as expectativas são ainda melhores: de janeiro a agosto, já são 18.085 turistas internacionais, e a expectativa é de um salto ainda maior com a realização da COP30, no mês de novembro.

O resultado reforça o protagonismo do estado na rota turística da Amazônia, impulsionado pela ampliação da conectividade aérea e o crescente interesse mundial pela cultura, a gastronomia e as experiências naturais únicas da região.

CALENDÁRIO TURÍSTICO – Durante a cerimônia realizada para celebrar o recorde histórico de turistas estrangeiros, o ministro Celso Sabino assinou a Portaria MTur nº 26/2025, que altera a regulamentação sobre a inclusão de eventos no Calendário Turístico Oficial do Brasil. O ato vai permitir aos estados a inserção direta de seus eventos e reforça o compromisso do governo federal com a promoção e integração dos destinos turísticos nacionais.

Por Cíntia Luna e Cléo Soares

Assessoria de comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Seminário Brasil Saudável reúne organizações e sociedade civil para discutir caminhos para a eliminação de doenças determinadas socialmente

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O 3º Seminário do Programa Brasil Saudável reúne, neste domingo (16), na capital federal, representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, organismos internacionais, entidades da área da saúde e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento dos determinantes sociais e das desigualdades que impactam as condições de saúde da população. As atividades contam com a moderação técnica do Ministério da Saúde (MS) e apresentam como eixo central o caminho para eliminação das doenças determinadas socialmente.

Os debates têm como foco aproximar diferentes perspectivas e experiências, fortalecendo a construção coletiva de estratégias para enfrentar condições sociais, econômicas, ambientais e territoriais que contribuem para a persistência de doenças e desigualdades em saúde. O evento acontece como atividade prévia do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop 2026, considerado maior encontro multidisciplinar sobre doenças infecciosas, parasitárias e saúde pública da América Latina, e promove discussões em torno da integração entre ciência, políticas públicas, participação social e ações intersetoriais. São aguardadas, durante a semana, cerca de 4 mil pessoas no evento.

Em sua fala inicial, a secretária adjunta de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Marília Santini, explicou que o diferencial da abordagem debatida no seminário é integrar o tema das doenças socialmente determinadas sob uma nova perspectiva. “Não o tratamos apenas como uma questão clínica, mas como um desafio social complexo, marcado pela desigualdade. Compreendemos que a solução depende de fatores estruturais, como o acesso à água potável, saneamento básico, melhoria das condições de moradia e aumento da renda. O grande desafio, é promover uma mudança de hábitos e de cultura”, declarou.

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Santini contextualizou, ainda, que as parcerias de trabalho eram focadas estritamente em doenças específicas, como a malária ou o tracoma – o que muda com um novo olhar trazido pelo Brasil Saudável. “Com o Programa Brasil Saudável ampliamos essa rede e passamos a focar na melhoria das condições do território, visando prevenir diversas enfermidades de forma integrada”, disse.

A programação, que acontece até o fim do dia, recebeu, ainda, na mesa de abertura, representantes da Rede Brasileira em Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Coletivo da Sociedade Civil no Programa Brasil Saudável, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Painéis temáticos

No período da manhã, o primeiro painel abordou o tema “Saúde nos Trópicos e os desafios contemporâneos para a eliminação das doenças determinadas socialmente no Sul Global”. Os expositores falaram sobre o panorama e os desafios atuais para a eliminação dessas doenças, além dos obstáculos para a implementação de programas públicos nos territórios. Também foram discutidas as relações entre mudanças climáticas, desigualdades territoriais e proteção dos territórios tradicionais, assim como a importância da participação social e da articulação intersetorial.

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O segundo painel trouxe enfoque para diferentes formas de racismo, iniquidades e direito à saúde. A mesa ampliou o debate sobre os determinantes sociais da saúde a partir das experiências de diferentes populações. Entre os temas discutidos destacam-se racismo, território e direito à saúde, violências e exclusão social da população negra, iniquidades e direitos dos povos indígenas, além de racismo estrutural.

No período da tarde, o terceiro painel debate a proteção social e convergência de políticas públicas. Em pauta serão discutidos determinantes sociais e as interseccionalidades, as vulnerabilidades que atravessam territórios e gerações, a intersetorialidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento das iniquidades vivenciadas pela população LGBTQIAPN+. O quarto e último painel tem como objetivo amplificar o olhar a respeito de ciência, inovação e implementação territorial, e destaca, também, a contribuição da pesquisa e da produção de conhecimento para o enfrentamento dos determinantes sociais.

No encerramento será apresentada a sistematização das atividades e realizada discussão sobre perspectivas para fortalecer ações intersetoriais entre ciência, gestão e sociedade civil na eliminação das doenças determinadas socialmente. As participações destacam que o enfrentamento das doenças determinadas socialmente exige uma atuação articulada entre diferentes setores do Estado e da sociedade, com políticas públicas capazes de considerar as especificidades dos territórios e as diferentes situações de vulnerabilidade que influenciam o processo saúde-doença.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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