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Brasil amplia presença do agro e da agricultura familiar na Food Africa, no Egito

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Em mais uma edição da Food Africa, uma das principais feiras de alimentos e bebidas do continente africano, realizada no Cairo, no Egito, o Brasil marcou presença com ações voltadas à promoção internacional do agronegócio. A participação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foi articulada em parceria com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Em 2025, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional das Cooperativas, o estande do Brasil destacou a participação da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Brasil). A entidade foi representada por seis cooperativas e por sua diretoria, apresentando ao público internacional a diversidade de produtos da agricultura familiar e da economia solidária. A Unicafes congrega mais de 1.500 cooperativas e reúne mais de um milhão de famílias agricultoras em todo o país.

Como parte das ações voltadas ao fortalecimento desse segmento, o Mapa e a Unicafes assinaram, na última semana, um Protocolo de Intenções com o objetivo de ampliar a promoção comercial dos produtos das cooperativas da agricultura familiar e reforçar iniciativas de capacitação, com foco em jovens e mulheres cooperativistas. O documento foi assinado pelo secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares, e pela presidente da Confederação das Cooperativas da Unicafes, Fátima Torres. O acordo busca apoiar a inserção internacional dessas organizações e o desenvolvimento de competências essenciais para sua atuação no mercado global.

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A agenda da missão ao Egito incluiu ainda um receptivo na Embaixada do Brasil no Cairo e uma reunião com a União Central das Cooperativas Agrícolas do Egito. As atividades ampliaram o diálogo institucional e possibilitaram o mapeamento de oportunidades de cooperação, bem como de parcerias comerciais e técnicas entre os dois países.

A delegação brasileira contou com mais de 30 participantes, entre representantes do governo federal, cooperativas, empresas e instituições parceiras. A atuação conjunta reforça a estratégia do Brasil de diversificar mercados, aprofundar as relações comerciais com países africanos e consolidar o país como fornecedor confiável de alimentos para a região.

Realizada anualmente, a Food Africa é considerada uma das principais feiras internacionais do setor alimentar e agrícola no continente africano. A edição deste ano reuniu cerca de mil empresas de 40 países, consolidando o evento como uma plataforma relevante para a geração de negócios e a expansão do comércio global de alimentos e bebidas.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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