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Bombeiros fazem treinamento com motoaquáticas de resgate inéditas no Brasil

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O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) realizou entre os dias 11 e 13 de maio um treinamento operacional de resgate em águas rápidas em Foz do Iguaçu. A atividade integrou o Curso de Operador de Embarcação de Resgate (COER) e teve como foco a capacitação de bombeiros militares para utilização das novas motoaquáticas Rescue Runner, embarcações inéditas no Brasil voltadas exclusivamente para operações de busca e salvamento em ambientes aquáticos complexos.

Organizado pelo Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), unidade especializada da corporação, o treinamento foi realizado em trecho autorizado do Rio Iguaçu, com apoio da empresa Macuco Safari. As atividades prepararam as equipes para atuação em cenários como enchentes urbanas, corredeiras, rios com forte correnteza e áreas de difícil acesso.

O treinamento em Foz do Iguaçu integrou a etapa final do Curso de Operador de Embarcação de Resgate, que teve duração de três semanas. Ao todo, participaram 26 militares – 24 do Paraná e dois de Minas Gerais. A formação começou em Paranaguá e foi concluída nas águas do Rio Iguaçu, ampliando a preparação das equipes em diferentes cenários operacionais.

Durante as atividades, os bombeiros realizaram simulações de resgate aquático, manobras em corredeiras, exercícios de aproximação e retirada de vítimas, além de técnicas de pilotagem em ambientes de forte correnteza. O treinamento também contou com utilização de embarcações infláveis a motor e exercícios supervisionados de segurança operacional.

Segundo o tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, comandante do GOST a utilização das Rescue Runner exige preparo técnico especializado e treinamento contínuo das equipes. “A operação dessas embarcações demanda capacitação específica, que envolve pilotagem em águas rápidas, leitura de correnteza e hidrodinâmica, além de técnicas de resgate com vítimas conscientes e inconscientes e protocolos de segurança e autorresgate. Tudo isso baseado em doutrinas internacionais de salvamento em águas rápidas”, disse.

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O oficial ressaltou que a incorporação das novas embarcações amplia a capacidade operacional do CBMPR em ocorrências complexas. “Essas motoaquáticas representam um salto tecnológico no salvamento aquático da corporação. São ferramentas estratégicas para cenários críticos, que proporcionam mais rapidez, precisão, segurança e eficiência operacional nas missões de busca e salvamento”, afirmou.

TECNOLOGIA INÉDITA PARA SALVAMENTO – As cinco motoaquáticas Rescue Runner entregues recentemente ao CBMPR fazem parte de um pacote de R$ 10,41 milhões em investimentos do Governo do Estado para modernização da corporação. Desenvolvidas na Suécia pela empresa Safe at Sea, referência internacional em soluções de salvamento, as embarcações são utilizadas em mais de 30 países e foram projetadas exclusivamente para operações de resgate em ambientes aquáticos extremos.

Diferentemente das motos aquáticas convencionais, os equipamentos contam com propulsão a jato, sem hélice externa, aumentando a segurança para vítimas e operadores. As embarcações possuem plataforma traseira integrada para retirada de vítimas, casco em polímero resistente ao contato com pedras, veículos e obstáculos, além de capacidade de operação em águas rasas e turbulentas.

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Os equipamentos também permitem limpeza do sistema de propulsão durante a navegação, recurso importante para atuação em enchentes e locais com grande quantidade de resíduos, além de oferecer estabilidade para operações em ambientes de forte correnteza e navegação noturna. Cada motoaquática pode ser operada por um bombeiro e realizar o resgate simultâneo de até duas vítimas.

De acordo com o tenente-coronel Gabriel, comandante do GOST, as embarcações representam um avanço importante para as operações do CBMPR. “Esse tipo de embarcação foi desenvolvido exclusivamente para resgate, com características que permitem operar em enchentes urbanas e rios com obstáculos. O casco em polímero possibilita contato com estruturas como veículos e pedras sem comprometer a operação, algo que não ocorre com embarcações convencionais”, explicou.

O oficial destacou ainda que a experiência em algumas operações de resgate com a Rescue Runner contribuiu para a implantação da nova tecnologia no Paraná. “A partir da experiência que tivemos ao empregar esta motoaquática no apoio aos bombeiros do Rio Grande do Sul, conseguimos validar o desempenho dessas embarcações e estruturar a implantação no Paraná, com treinamento de equipes e integração à força-tarefa de resposta a desastres”, afirmou.

A distribuição das 5 unidades do novo equipamento de resgate foi estrategicamente planejada. Além de Curitiba, as cidades de Rio Negro, União da Vitória, Paranavaí e Foz do Iguaçu, receberam uma motoaquática cada, fortalecendo a capacidade de resposta rápida da corporação em diferentes regiões do Estado.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.

Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.

Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.

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Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

 

Fonte: Ministério Público PR

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